Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata pesquisa com a participação do prof. Robson Francisco de Souza sobre bactérias do gênero Salmonella, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram 45 novas toxinas produzidas por bactérias do gênero Salmonella, que abriga espécies associadas a infecções alimentares. O trabalho, conduzido no Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3) e publicado na revista Plos Biology, mostra que essas substâncias atuam principalmente na competição entre microrganismos por espaço e recursos e indica que elas podem, no futuro, inspirar o desenvolvimento de novos antibióticos, estudos aprofundados com humanos e aplicações biotecnológicas.
Para investigar o arsenal microscópico usado pelo patógeno, a equipe analisou dados genéticos de Salmonella e seu Sistema de Secreção do Tipo VI (T6SS), um sistema em forma de lança usado pela bactéria para injetar efetores – moléculas, como as toxinas, que interferem no funcionamento de outras células – no ambiente ou diretamente em microrganismos competidores. As buscas foram realizadas com ferramentas computacionais que analisaram o material genético de 6165 amostras de 149 tipos diferentes (sorovares) da subespécie Salmonella enterica, permitindo identificar possíveis toxinas, comparar sequências entre diferentes bactérias e inferir suas funções a partir de semelhanças com proteínas já conhecidas.
Ao todo, 128 tipos de toxinas foram identificadas, das quais 45 são muito diferentes de toxinas conhecidas ou nunca haviam sido descritas pela Ciência. “Esse resultado implica que a diversidade no mundo de toxinas e antitoxinas bacterianas é muito alta, com novas variedades surgindo ou divergindo radicalmente das variantes aparentadas já conhecidas”, explica o professor do ICB- USP Robson Francisco de Souza, líder do grupo de bioinformática do Laboratório de Estrutura e Evolução de Proteínas (USP/CEPID B3) e um dos autores do estudo.
As moléculas identificadas podem atuar de diferentes maneiras: algumas são direcionadas à competição contra outras bactérias, enquanto outras têm potencial de afetar células eucarióticas, como fungos, leveduras, algas e até mamíferos. “É possível que algumas delas tenham papel direto nas infecções em humanos, mas, para confirmar essa hipótese, seria necessário ver qual linhagem carrega os genes contra eucariotos e avaliar experimentalmente o efeito em células e na infecção”, aponta o pesquisador.
O cenário de diversidade também se reflete na distribuição dos efetores descobertos entre os diferentes grupos de Salmonella. O artigo mostra que cada um desses grupos apresenta uma combinação própria de moléculas secretadas pelo T6SS. Isso indica que a bactéria seleciona e mantém efetores específicos de acordo com as pressões do ambiente em que vive. “A evolução desses sistemas e essa diversidade é estimulada tanto pela recombinação de genes, que acontece frequentemente para gerar e ativar novas toxinas, como pela seleção natural que, em um cenário de conflito biológico, impulsiona uma corrida armamentista entre as bactérias”, afirma Souza.
Os dados ainda indicam que subgrupos de Salmonella coletados em ambientes naturais tendem a apresentar um número maior de efetores do que aqueles provenientes de pacientes, sugerindo que a diversidade de toxinas aumenta em contextos com maior variedade de competidores. “Isso acontece porque, à medida que surgem novos desafios e adversários, o microrganismo precisa desenvolver novas ferramentas para se sobressair nessas disputas por recursos”, explica o pesquisador.
De acordo com o autor, os achados devem contribuir para o entendimento das estratégias de competição bacteriana e abrir caminho para novas aplicações clínicas e biotecnológicas. “Podemos ter, inclusive, aplicações que nem podemos antecipar ainda”, prevê Souza. “Acreditamos nisso porque, por exemplo, alguns de nossos trabalhos anteriores já demonstraram que proteínas importantes em eucariotos tiveram origem em toxinas bacterianas”, acrescenta, destacando o potencial desses compostos em diferentes contextos biológicos.
Souza ressalta que o campo ainda está longe de ser esgotado. “Bactérias como Salmonella, Acinetobacter e outros organismos ainda oferecem oportunidades para entendermos o papel dessas toxinas nas interações ecológicas”, afirma. “Continuamos investindo no desenvolvimento de softwares e pipelines para automatizar esse tipo de análise e ampliar a investigação para novas linhagens, como arqueas e bactérias menos conhecidas, que representam ainda mais oportunidades para esse tipo de descoberta”, conclui.
Bianca Bosso | Comunicação CEPID B3
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto do prof. Welington Luiz Araujo, o qual relata projeto sobre saúde única desenvolvido pelo Brasil em parceria com a Holanda, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:
A FAPESP e o Conselho Holandês de Pesquisa (NWO) aprovaram o projeto temático intitulado “MicroSafe: Microbiome-Based Strategies for Safe Climate-Resilient Engineered Water Systems”. Esta iniciativa reúne instituições de excelência, incluindo o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a Universidade de Mogi das Cruzes, o Hospital Israelita Albert Einstein, a CETESB e a empresa Conforlab (Brasil), em colaboração com a Delft University of Technology, a Radboud University e o KWR Water Research Institute (Holanda).
O projeto será coordenado no Brasil pelo Prof. Welington Luiz Araujo (ICB-USP) e na Holanda pelo Prof. Émile Sylvestre (TU Delft) e envolverá uma rede internacional de pesquisadores, estudantes e pós-doutorandos.
Em um contexto de crise climática global, caracterizado pelo aumento das temperaturas e pela maior frequência de eventos extremos, sistemas de água projetados — como torres de resfriamento — tornam-se ambientes propícios para a proliferação de microrganismos patogênicos, incluindo Legionella pneumophila e Pseudomonas aeruginosa. Esses sistemas podem gerar aerossóis contaminados capazes de se dispersar no ambiente, representando um risco significativo à saúde pública, especialmente com o aumento de casos de doenças respiratórias, como pneumonias.
O projeto MicroSafe se insere no paradigma de Saúde Única (One Health), reconhecendo a interconexão entre saúde humana, ambiental e microbiológica. Ao investigar o microbioma de sistemas de água em condições reais no Brasil e na Holanda, o projeto busca compreender como fatores ambientais e mudanças climáticas influenciam a dinâmica microbiana e a emergência de patógenos.
Serão monitoradas torres de resfriamento e outros sistemas hídricos para caracterizar comunidades microbianas complexas; identificar indicadores de risco e de alerta precoce e desenvolver estratégias inovadoras de tratamento baseadas no microbioma.
Uma abordagem inovadora do projeto é o uso de microrganismos benéficos para suprimir patógenos, promovendo soluções sustentáveis e alinhadas com a ecologia microbiana dos sistemas. Essa estratégia representa uma mudança de paradigma, passando do controle químico tradicional para uma gestão biológica e ecológica da qualidade da água.
Diante da rápida urbanização e das pressões impostas pelas mudanças climáticas, prevenir a disseminação de aerossóis contaminados é essencial para proteger populações vulneráveis. Ao integrar microbiologia, biotecnologia, monitoramento ambiental e avaliação de risco, o MicroSafe propõe uma abordagem proativa e preditiva para a segurança da água.
Assim, o projeto não apenas contribui para o avanço científico na interface entre microbiologia e ecologia, mas também oferece soluções concretas para desafios globais emergentes, posicionando-se como uma iniciativa estratégica para mitigar riscos à saúde em um planeta em transformação.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto do servidor técnico administrativo Tegnus Franciscus Lamas, o qual relata a cerimônia de titulação do professor Luiz Roberto Giorgetti de Britto como Professor Emérito, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:
Na última sexta-feira (06/03), o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou a cerimônia de titulação do professor Luiz Roberto Giorgetti de Britto como Professor Emérito. A honraria, considerada a mais alta distinção acadêmica da instituição, é concedida a docentes aposentados que alcançaram destaque por sua notável produção científica, excelência em atividades didáticas e contribuições fundamentais para o progresso da universidade. O título representa um reconhecimento oficial do legado acadêmico do docente e de seu papel como “patrimônio inestimável” da comunidade acadêmica.
Uma vida dedicada à ciência e à USP – Atualmente professor sênior do ICB-USP, Britto construiu uma carreira sólida e internacionalmente reconhecida. Sua trajetória começou com a graduação em Ciências Biomédicas pela UNIFESP em 1970, seguida por um mestrado na UNICAMP e o doutorado em Fisiologia Humana no próprio ICB-USP. Sua formação incluiu ainda passagens por instituições de prestígio, como a Universidade de Pisa, na Itália, a Cornell University e a University of California, San Diego (UCSD), nos Estados Unidos.
No ICB-USP, Britto não apenas se destacou na pesquisa, mas também na gestão universitária. Atuou como diretor da unidade entre 2005 e 2009 e foi vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) entre 2009 e 2013. Além disso, chefiou o Departamento de Fisiologia e Biofísica por três mandatos e presidiu as Comissões de Pesquisa e de Pós-Graduação, demonstrando um compromisso contínuo com a excelência administrativa e o desenvolvimento institucional.
Impacto na pesquisa e nas sociedades científicas – No campo da investigação científica, o professor é uma referência na área de Neurociências, com foco multidisciplinar na comunicação celular no sistema nervoso e em doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. Suas pesquisas buscam compreender os mecanismos dessas patologias e avaliar estratégias terapêuticas para a neuroproteção. Pelo seu impacto, Britto é bolsista de produtividade do CNPq, nível 1A, desde 1991.
Sua liderança extrapolou os muros da USP, ocupando cargos diretivos na Sociedade Brasileira de Fisiologia (SBFis), na Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) e na Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE). O prestígio de Britto é reafirmado por sua condição de membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP).
A concessão do título de Professor Emérito celebra não apenas o rigor acadêmico de Luiz Roberto Britto, mas sua dedicação à formação de gerações de pesquisadores e sua contribuição inestimável para a ciência brasileira.
Assista aqui a gravação da cerimônia.
Confira a galeria de fotos do evento.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Créditos: Marcio Villar Martins
Créditos: Marcio Villar Martins
Créditos: Tegnus Franciscus Lamas
Créditos: Tegnus Franciscus Lamas
Créditos: Tegnus Franciscus Lamas
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto da profa. Denise Morais da Fonseca, o qual relata pesquisa sobre a relação do cortisol com a restrição calórica, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:
Pesquisadores do ICB-USP, em colaboração com a Weill Cornell Medicine, descobriram que um hormônio relacionado às respostas de estresse e ao ritmo circadiano, o cortisol, controla como as células do sistema imune respondem às infecções e utilizam glicose em uma dieta de restrição calórica.
A pesquisa foi realizada na Weill Cornell Medicine (Nova Iorque, Estados Unidos), durante o estágio BEPE da aluna de doutorado Luísa Menezes-Silva, sob supervisão dos pesquisadores Dr. Nicholas Collins (Weill Cornell Medicine) e Dr. Niels Olsen Saraiva Câmara (ICB-USP). Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP #23/01164-9), o estudo buscou compreender o que acontece com o sistema imune após curtos períodos em restrição de calorias. Como o sistema imunológico demanda um alto gasto de energia, a dúvida dos pesquisadores era como essas respostas imunológicas aconteceriam em uma situação de dieta de restrição calórica.
Os pesquisadores utilizaram o modelo animal de camundongos para provarem sua hipótese. Os camundongos ingeriam aproximadamente metade (50%) do consumo diário de calorias e nutrientes comparados a um animal que tinha dieta à vontade. Foi descoberto que um hormônio relacionado às respostas de estresse e ao ritmo circadiano, o cortisol, aumenta durante a restrição de nutrientes. O aumento deste hormônio fez com que linfócitos T CD8+ naive, células importantes para a geração de respostas contra uma infecção, migrassem para a medula óssea desses animais durante o período de restrição de nutrientes.
Em contrapartida, o cortisol aumentou a sobrevida de uma população de células da resposta imune conhecida como neutrófilos, abundantes na corrente sanguínea e importantes no combate a microorganismos. Esse aumento de neutrófilos foi necessário para promover a proteção dos animais em restrição calórica contra diferentes bactérias. Esses efeitos mediados pelo cortisol foram confirmados por meio do tratamento dos animais com o hormônio sintético, a dexametasona.
Além disso, os pesquisadores descobriram que o aumento do hormônio cortisol nos animais em restrição calórica é importante para evitar o gasto elevado de nutrientes pelo sistema imune. O aumento do cortisol durante a restrição calórica impediu a proliferação dos linfócitos T, células conhecidas pelo seu alto gasto de energia quando estão ativadas, enquanto os neutrófilos desses animais passaram a usar menos glicose. Dessa forma, os pesquisadores concluíram que o aumento do cortisol durante a dieta de restrição de calorias tem um papel crucial na regulação da resposta imune, inibindo o uso excessivo de glicose e modulando a resposta imune de forma eficiente para combater infecções.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Acesse aqui a publicação na íntegra.

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto dos Profs. Carsten Wrenger e Gerhard Wunderlich, o qual relata atividade de extensão sobre parasitologia desenvolvida em escola pública de São Paulo, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Os professores do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP Carsten Wrenger e Gerhard Wunderlich promoveram, junto com seus estudantes de obstetrícia, uma atividade de extensão sobre parasitologia para alunos do Ensino Fundamental II. A ação ocorreu nos dias 4 e 11 de novembro de 2025, na escola pública “EMEF Marechal Deodoro da Fonseca”, localizada no bairro Morumbi, em São Paulo. Essa é a segunda vez que os docentes e estudantes da disciplina “BMP0219 – Parasitologia básica aplicada à Obstetrícia” realizam essa atividade de extensão no colégio.
Como foco nos alunos do 6º e 7º ano da escola, os estudantes de obstetrícia fizeram uma apresentação sobre os parasitas mais comuns no Brasil e as principais doenças endêmicas causadas por esses organismos. A apresentação abordou de forma acessível e didática as doenças Malária, Toxoplasmose, Leishmaniose, Esquistossomose, Giardíase, Teníase, Doença de Chagas e Ascaridíase. Os alunos do Ensino Fundamental aprenderam sobre transmissão, sintomas, tratamento e principalmente os perigos dessas enfermidades.
Ao final da atividade, os alunos do Ensino Fundamental tiveram a oportunidade de observar os parasitas no microscópio. A ação contou com o apoio da profa. Juliana Tolosa, docente da disciplina de Ciências da “EMEF Marechal Deodoro da Fonseca”.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Confira aqui a galeria de fotos.






Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto das Profas. Marilene Hohmuth Lopes e Nathalie Cella, o qual trata de duas pesquisas que revelaram novas funções de proteínas multifuncionais, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por elas, devido à sua qualidade informativa*:
Em um feito incomum e de grande relevância científica duas professoras do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) tiveram artigos publicados em sequência no mesmo volume da Communications Biology, revista internacional de prestígio do portfólio Nature.
Os estudos, ambos financiados pela FAPESP, revelam novas funções de proteínas multifuncionais que ajudam a compreender como as células mantêm sua identidade e coordenam processos essenciais à vida. Embora enfoquem proteínas distintas, os trabalhos se unem por um tema central: a versatilidade proteica e seu papel como eixo de controle da organização e do destino celular.
STIP1: a guardiã da pluripotência – A pesquisa liderada pela professora Marilene Hohmuth Lopes desvenda o papel crucial da proteína STIP1, conhecida por sua dupla função de co-chaperona e reguladora da homeostase proteica, na manutenção da pluripotência de células-tronco embrionárias.
Ao utilizar modelos murinos geneticamente modificados e linhagens de células-tronco, o grupo demonstrou que STIP1 é indispensável para o desenvolvimento embrionário, controlando a estabilidade genômica, a sobrevivência celular e a expressão de genes de pluripotência.
Esses resultados, fruto da tese de doutorado da aluna Camila Felix de Lima Fernandes, estabelecem STIP1 como um novo regulador central da proteostase em células-tronco, abrindo caminho para investigações sobre mecanismos fundamentais do desenvolvimento e estratégias em medicina regenerativa.

“Descobrimos que STIP1 atua como uma espécie de guardiã das células-tronco, ela garante que o maquinário celular funcione com precisão durante as fases mais delicadas da vida”, destaca a Profa. Marilene Hohmuth Lopes.
Imagem representativa de blastocisto murino evidenciando a expressão uniforme da proteína STIP1 (verde) e do marcador de pluripotência Sox2 (amarelo), bem como a sobreposição dos sinais (Merge).
Maspin: um modulador da arquitetura celular – Já o grupo da professora Nathalie Cella explorou a dinâmica da proteína Maspin, proteína abundante e ubíqua nas células historicamente descrita como supressor tumoral. O estudo revelou uma nova função na regulação da morfologia e da arquitetura epitelial.
Combinando abordagens proteômicas, análises funcionais e de imagem, a equipe mostrou que Maspin interage diretamente com dois tipos de citoesqueleto durante a adesão e a divisão celular, atuando como um organizador estrutural que assegura a integridade dos tecidos.
Esses achados do trabalho de tese de doutorado de Luiz Eduardo da Silva ajudam a explicar por que Maspin pode ter papéis opostos, protetor ou promotor tumoral, dependendo do contexto celular, e lançam luz sobre mecanismos críticos para a manutenção do epitélio e para doenças como o câncer.

“Nossa trajetória com Maspin mostra como a ciência básica, quando guiada pela curiosidade e pela persistência, pode revelar novos aspectos de proteínas já conhecidas e redefinir conceitos estabelecidos”, afirma a Profa. Nathalie Cella.
A imagem ilustra a diferença no arranjo dos fusos mitóticos durante a mitose. Nota-se que na ausência de maspina (painel inferior) a distância entre os polos (pontos de onde o fuso mitótico parte) é menor do que nas células normais (painel superior).
Embora investiguem moléculas diferentes, os dois trabalhos têm em comum o objetivo de convergir para uma mesma conclusão: proteínas multifuncionais são peças-chave para a identidade celular.
Como ressaltam as autoras, essas proteínas “podem atuar em diversos compartimentos, do núcleo à membrana plasmática, e até serem secretadas, o que explica sua influência ampla em processos biológicos complexos”.
A publicação quase simultânea dos dois artigos na Communications Biology atesta a excelência da pesquisa básica brasileira. Este avanço, fruto de diferentes linhas de investigação dentro do mesmo departamento do ICB-USP e de colaborações internacionais com o Dr. Marco Prado (University of Western Ontario) e Susanne Bechstedt (McGill University), ilustra como a ciência de fronteira desvenda os mecanismos da vida.
“Avanços como esses só se concretizam com investimento contínuo em ciência básica e na formação de jovens cientistas”, enfatizam as pesquisadoras.
Essas descobertas projetam a ciência brasileira no cenário internacional. Elas são um testemunho claro da força do ICB-USP e de seu Programa de Pós-Graduação em Biologia de Sistemas em formar novos cientistas e produzir pesquisa de ponta com impacto global.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto da Profa. Maristela Camargo, o qual aborda um projeto que busca desenvolver métodos mais seguros para coleta de amostras biológicas de animais silvestres, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:
O monitoramento de patógenos e de parâmetros de saúde de animais silvestres necessita de amostras biológicas que, em geral, exigem captura e contenção química/física desse ser vivo. A captura envolve riscos tanto ao animal quanto à equipe de pesquisadores, oferecendo uma oportunidade para a troca de patógenos entre as espécies envolvidas, além de riscos de complicações anestésicas, acidentes e alteração permanente de comportamento animal.
Para tentar resolver este gargalo na pesquisa em Saúde Única, o S.W.A.B. (Spontaneous Wildlife Autonomous Biosampler) está sendo desenvolvido desde 2022 por um grupo internacional multidisciplinar liderado pela Profa. Dra. Maristela Martins de Camargo, do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Com financiamento inicial da Yale Planetary Solutions e da Revive & Restore Catalyst Fund, ambos dos Estados Unidos, os primeiros protótipos coletores foram construídos e testados com camundongos e gatos, gerando a prova de conceito de que era possível a detecção de patógenos (vírus de RNA) por RTqPCR e sequenciamento de terceira geração a partir de amostras de saliva depositadas espontaneamente pelos animais em pedaços de papel ao serem atraídos por aromatizantes alimentares.
Atualmente, o grupo testa a eficiência do método para monitoramento a médio-prazo de gatos semi-ferais residentes em abrigos – com financiamento da EveryCat Health Foundation (E.U.A.) – e a compatibilidade das amostras coletadas em papel com testes para avaliação de marcadores bioquímicos de bem-estar em animais silvestres residentes no campus – com financiamento da Wild Animal Initiative (E.U.A.). A WILDLABS (UK) financia o desenvolvimento de protótipos automatizados, que irão realizar a coleta e armazenamento individual de amostras, sem a necessidade de presença humana por até 30 dias. A validação da metodologia com carnívoros de grande porte também está em andamento, em colaboração com epidemiologistas, veterinários e biólogos do zoológico do Smithsonian Institution (E.U.A.) e financiamento do WILDLABS e da FAPESP.
O projeto tem vagas abertas para doutorandos e pós-doutorandos, além de uma bolsa TT-2 (FAPESP) com início imediato (apenas para aqueles cursando ou egressos de ensino médio técnico).

Para saber mais, acesse os links abaixo:
https://linktr.ee/SWABbiosampler
https://reviverestore.org/non-invasive-biosurveillance/
https://www.wildanimalinitiative.org/blog/non-invasive-saliva-sampling
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto do Prof. Luis Carlos de Souza Ferreira e Dra. Jéssica Pires Farias, o qual aborda pesquisa sobre variantes recentes da COVID-19 e a imunidade infantojuvenil, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Um trabalho brasileiro de alta relevância científica para o contexto da vacinação contra a COVID-19 no país foi publicado na Expert Review of Vaccines, uma das revistas internacionais mais importantes na área de vacinologia. Coordenado pelos professores Luís Carlos de S. Ferreira, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), e Jaime Henrique Amorim, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), o estudo foi desenvolvido em colaboração com outros pesquisadores do ICB-USP, UNIFESP, Hospital Israelita Albert Einstein, UFPE e outras instituições.
O objetivo do estudo foi avaliar a resposta humoral de crianças e adolescentes que receberam as vacinas de primeira geração, ainda baseadas no vírus original de 2020. Para tanto, foram testadas três versões do vírus: Vírus ancestral (Wuhan), Omicron BA.1 (Omicron original) e Omicron JN.1, a variante mais recente e predominante no período do estudo. Além disso, a equipe realizou uma análise computacional detalhada para entender como as mutações das variantes afetam os “alvos” reconhecidos por anticorpos.
Os resultados mostraram que as crianças e adolescentes vacinados apresentaram bons níveis de anticorpos contra o vírus original, refletindo a eficácia das vacinas em induzir memória imunológica para aquela cepa. Entretanto, a capacidade desses anticorpos de neutralizar variantes como BA.1 e, principalmente, JN.1 foi reduzida, devido ao intenso acúmulo de mutações nessas versões mais recentes do vírus, revelando uma lacuna importante na proteção das crianças brasileiras contra as atuais variantes circulantes do SARS-CoV-2. Os achados não significam que esse público esteja “sem proteção”, mas reforçam a urgência de atualizar as formulações pediátricas, garantindo uma proteção mais robusta. A imunidade contra vírus respiratórios é multicamadas: envolve anticorpos, mas também respostas de células T e B de memória, que não foram avaliadas neste estudo e podem continuar oferecendo proteção importante contra formas graves da doença.
As primeiras autoras Dra. Jéssica Pires Farias – pós-doutoranda do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas (LDV) no ICB-USP, atualmente em estágio de pesquisa no exterior BEPE na Università degli Studi di Verona – e Msc. Milena Souza – doutoranda do IVOB/UFOB, atualmente em doutorado sanduíche na Universidade de Verona, sob supervisão do Prof. Dr. Donato Zipeto -, destacam que os achados indicam a necessidade de ampliar e atualizar a proteção vacinal desse público.
Elas ressaltam ainda que, diante do cenário atual dominado pela variante XFG, cujas mutações são ainda mais extensas que as observadas na JN.1, é possível que a capacidade de neutralização em crianças seja ainda menor ou até inexistente, caso o padrão de variação antigênica viral se mantenha. Por isso, reforçam que vacinas pediátricas atualizadas são essenciais para reduzir a vulnerabilidade das crianças e mitigar a transmissão comunitária, contribuindo para evitar o surgimento de novas variantes.
O artigo “Antigenic drift in SARS-CoV-2: diminished vaccine protection in pediatric populations against Omicron and its JN.1 subvariant” pode ser lido em: https://doi.org/10.1080/14760584.2025.2597455
Dra. Jéssica Pires Farias, primeira autora do estudo
Msc. Milena Souza, co-primeira autora do estudo
Dra. Jéssica Pires Farias, primeira autora do estudo
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Profa. Kelly Ishida e do Especialista em Laboratório Luciano Zane, o qual relata o “I Encontro do Departamento de Microbiologia”, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Nos dias 27 e 28 de novembro de 2025, ocorreu o I Encontro do Departamento de Microbiologia e a XXV Reunião Científica do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). O evento, organizado pela Profa. Kelly Ishida e pelo Prof. Rodrigo Galhardo, reuniu diversas palestras relacionadas à graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão do Departamento. Ao longo dos dois dias, também contamos com palestras convidadas e premiações em diferentes categorias.

A coordenadora da Comissão de Pesquisa e Inovação do Departamento, Profa. Ana Márcia Sá Guimarães, apresentou dados de pesquisa no Departamento, compilando informações de 2024 e comparando-as aos anos anteriores. Sua apresentação destacou tendências das pesquisas desenvolvidas e fomentou discussões relevantes, como o incentivo à maior colaboração entre diferentes grupos de pesquisa do Departamento.

Recebemos também a palestra do Prof. George diCenzo, da Queen’s University (Canadá), que apresentou seu importante trabalho com bactérias fixadoras de nitrogênio, desenvolvido em cooperação com diversas universidades e órgãos canadenses, com impactos significativos na agricultura do país.

O Pró-Reitor Adjunto de Graduação da USP, Prof. Marcos Neira, nos prestigiou com uma palestra sobre a graduação na USP e as perspectivas institucionais para os próximos anos. Para recepcioná-lo, o Prof. Márcio V. B. Dias, coordenador da Comissão de Graduação do Departamento, apresentou dados da graduação e as reformas realizadas nos setores didáticos, que visaram melhorar a adequação dos espaços de ensino.

A Profa. Ester Sabino, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), compareceu ao nosso evento para contar um pouco sobre sua trajetória na academia, com foco na ciência colaborativa em vez da competitiva. Sua palestra lotou nosso auditório e o público foi cativado por sua trajetória exemplar e grande simpatia, rendendo bastante engajamento com a professora ao final de sua fala.

A Profa. Carla Carvalho abordou a importância da curricularização da extensão na Universidade e destacou o protagonismo do Departamento de Microbiologia e do ICB na USP, reforçando a relevância das atividades extensionistas desenvolvidas pelo Instituto.
Por fim, o I Encontro do Departamento contou com as apresentações dos melhores trabalhos publicados em 2024 e os Prêmios de Dissertação e Tese Destaques do Programa de Pós-graduação em Microbiologia (ICB-USP) defendidas no ano passado.
Durante a semana ainda houve a III Exposição de Arte em Placa de Petri do Departamento, no qual diversos microbiologistas deram sua contribuição artística para o evento. Três participantes foram premiados após uma votação dos funcionários do Departamento. Em 3º lugar, Vinicius Renato dos Santos Lima recriou a obra clássica de Van Gogh “Noite Estrelada” utilizando as bactérias Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus sp.

Em 2º lugar, Henrique Santos Moure com a obra “Entre a aurora e o oceano” representando uma paisagem com as “tintas” Candida albicans, Candida tropicalis e Staphylococcus aureus.

Cláudia Ramos de Carvalho Pinto ganhou o grande prêmio com sua “Raposa da primavera”, utilizando Saccharomyces cerevisiae e Escherichia coli. Parabenizamos todos os participantes pela criatividade, foi uma disputa de grandes microbiologistas artistas!

A seguir, disponibilizamos o catálogo completo das obras enviadas para a exposição e a lista dos trabalhos de pesquisa premiados no evento.
Trabalhos premiados no I Encontro do Departamento de Microbiologia do ICB-USP


*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Profa. Soraia Costa, o qual relata o “I Fórum de Discussão de Graduação e AEX” do Departamento de Farmacologia, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:
O evento foi realizado no Centro Universitário Maria Antonia e contou com a participação de docentes e funcionários do Departamento.
O Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou, no dia 4 de dezembro, o “I Fórum de Discussão de Graduação e AEX” no Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antonia, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. O evento foi coordenado pelas professoras Soraia Costa e Luciana Lopes.
O encontro reuniu docentes ativos e seniores do Departamento, que compartilharam anseios e reflexões sobre a necessidade de padronização e sistematização de conteúdo do ensino de Farmacologia para as diferentes unidades, além da discussão sobre o atual sistema de avaliação docente.
Participaram das discussões os convidados, Prof. Fernando Rodrigues de Moraes Abdulkader e o Sr. Pablo Augusto Silva, da Assistência Administrativa. A vice-presidente da Comissão de Cultura e Extensão, Profa. Carla Carvalho, também esteve presente e esclareceu dúvidas relacionadas às AEX e demais ações extensionistas. Ela destacou que o ICB-USP está bem posicionado no quesito extensão, embora haja necessidade de maior participação em projetos articulados com outras unidades, como o ICB V.
Após o encerramento do fórum, funcionários administrativos, técnicos e docentes do Departamento de Farmacologia participaram de uma confraternização no local, seguida de uma visita cultural guiada pelos alunos PUB, Antônio e Pedro, aos museus do Centro Maria Antonia.
O circuito cultural incluiu a exposição permanente MemoriAntonia e duas exposições temporárias: a mostra fotográfica “Neo-Andina 15-25”, que aborda a arquitetura andina contemporânea (conhecida como “cholet” ); e a exposição individual de pinturas de Gilda Vogt “Nossa Estranheza e a Vergonha” no prédio Joaquim Nabuco.
A coordenação de graduação do Departamento de Farmacologia do ICB-USP agradece aos colegas Roberto Melo e Sandra Melo pela receptividade, organização e valiosas recomendações culturais sobre o espaço Maria Antonia. A iniciativa contribuiu para fortalecer a organização da graduação do departamento bem como estimular novas formas de desenvolver atividades culturais e extensionistas voltadas a diferentes públicos.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB


Instituto coordena a entrega de materiais apreendidos destinados a ações de ensino, assistência em saúde e impacto social.
Unidades da Universidade de São Paulo (USP) e instituições sociais receberam, ao longo de novembro, materiais doados pela Receita Federal no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP). As entregas resultam de uma colaboração contínua entre a Receita Federal e o Instituto, por meio da qual produtos apreendidos são destinados a ações de ensino, pesquisa, assistência em saúde e projetos sociais.
O conjunto de doações — estimado em cerca de R$ 600 mil e repassado ao ICB-USP em setembro — foi organizado pela servidora Andréa Queiroz. Entre os itens destinados estão cosméticos, eletrônicos, materiais de higiene, vestuário e acessórios, direcionados a ações que beneficiam alunos, educadores, pacientes, pesquisadores e comunidades em situação de vulnerabilidade.
Retiradas das doações – A primeira retirada ocorreu em 13 de novembro, quando funcionários da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP) estiveram no ICB-USP para coletar os materiais destinados à própria unidade, à Prefeitura da USP e ao Instituto de Biociências (IB-USP). A assistente financeira Cleonice Estrela Cabral Gonçalves, acompanhada pelos funcionários Edgar Machado e Edilson, recebeu os itens, entre eles cosméticos que serão utilizados em um projeto social voltado à ressocialização de detentas por meio de aulas de maquiagem.
No dia 24 de novembro, foi a vez da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação (EA-FEUSP) e do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC) comparecerem ao Instituto para retirar as doações.
As funcionárias da EA-FEUSP Cristiane Camila Bette e Patrícia dos Santos ressaltaram o impacto direto dos itens no cotidiano escolar, especialmente nas atividades pedagógicas. “As doações representam um custo a menos para a escola, permitindo investir em outros projetos, além de diminuírem o processo burocrático para aquisição de materiais e ampliarem nossas possibilidades de trabalho”, afirmaram.
Parceiro de longa data, o GRAACC recebe doações da Receita Federal há quase uma década. Os materiais retirados serão usados no preparo dos kits de Natal destinados a cerca de 300 crianças atendidas pela instituição; o excedente segue para o bazar beneficente. “Esse apoio é fundamental, especialmente nesta época em que mais precisamos dos materiais para as crianças”, destacou o voluntário Luiz Henrique Caminada, que compareceu ao ICB-USP junto com Orlando Gonçalves.
Já a Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária (SPPU) esteve no ICB-USP para retirar os materiais destinados ao órgão na tarde de 25 de novembro. Representada pelo assistente de gestão Juarez Antônio Neco da Silva e pelos colaboradores Mário Miguel e Luiz Carlos, a equipe ressaltou que as doações fortalecem diretamente as atividades de segurança e apoio operacional.
Segundo eles, itens de informática e tecnologia atendem necessidades cotidianas que, muitas vezes, exigiriam aquisição emergencial, beneficiando servidores e terceirizados que atuam na operação diária da universidade. A equipe enfatizou, ainda, que transformar bens apreendidos em recursos úteis para instituições públicas representa um retorno social significativo e destacou o papel do ICB-USP na organização e distribuição equilibrada desses materiais, o que contribui para manter a iniciativa ativa e acessível às unidades da Universidade.
Colaboração consolidada – A parceria entre o ICB-USP e a Receita Federal teve início em 2011, quando a servidora Andréa Queiroz, do setor financeiro do Instituto, descobriu que a Receita doava bens apreendidos a instituições públicas e levou a proposta ao então diretor, professor Rui Curi. A partir disso, o ICB-USP passou a centralizar o recebimento das doações e a redistribuí-las para outras unidades da USP e instituições parceiras, modelo que se mantém até hoje.
Ao longo dessa trajetória, a iniciativa foi se consolidando. Em setembro deste ano, o diretor do ICB-USP, professor Carlos Taborda, e o superintendente da Receita Federal em São Paulo, Dr. André Luiz Martins, estiveram no Instituto para formalizar a continuidade do trabalho — ato que viabilizou o novo conjunto de doações distribuído ao longo de novembro. No total, desde 2011, a Receita Federal já destinou ao ICB-USP aproximadamente R$ 13 milhões em materiais, hoje incorporados a ações de ensino, pesquisa e impacto social.
Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB
Confira aqui a galeria de fotos das retiradas das doações no dia 13 e na semana do dia 24.









Projeto do Instituto de Ciências Biomédicas da USP une pesquisa, ensino e compromisso social em experiência no ICBV, em Monte Negro (RO).
Dez estudantes do curso de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) participaram da atividade de extensão “Saúde Infinita/Samaúma – Uma experiência essencial no contexto amazônico”, realizada entre os dias 30 de agosto e 13 de setembro de 2025, no ICBV, unidade do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) localizada em Monte Negro, Rondônia. A iniciativa proporcionou uma imersão em realidades socioambientais e sanitárias da região amazônica, integrando o aprendizado teórico com a prática comunitária e reafirmando o papel social da universidade pública.
Durante as duas semanas de atividades, sob coordenação do prof. Luís Marcelo Aranha Camargo, os alunos vivenciaram uma rotina intensa de aprendizado, intercâmbio cultural e atuação em saúde pública. A experiência incluiu atendimentos clínicos de 15 pacientes por dia em parceria com estudantes de medicina da Faculdade Metropolitana de Porto Velho, abordando desde triagens e exames básicos até procedimentos como espirometria, retinografia, eletrocardiograma e biópsias. Para muitos participantes, foi o primeiro contato com a prática clínica, ampliando a compreensão sobre a atuação interdisciplinar em saúde.
“Foi uma oportunidade única de aplicar nossos conhecimentos em situações reais, entendendo como a ciência pode contribuir diretamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, destacaram os estudantes no relatório da atividade.
Os estudantes do ICB-USP ministraram aulas de microbiologia para as escolas públicas da região EMEF Ulisses Guimarães e EEEFM Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. A atividade, intitulada “Bactérias: o mundo invisível que faz a diferença”, envolveu 95 alunos do Ensino Fundamental e Médio e utilizou metodologias ativas, jogos e práticas laboratoriais, como a demonstração do método de coloração de Gram. As avaliações indicaram alta aprovação por parte dos estudantes locais.
As atividades também abrangeram a análise microbiológica da água consumida na Escola Municipal Ulisses Guimarães, na Vila de São Geraldo, zona rural do município de Monte Negro. O estudo revelou contaminação por coliformes fecais no poço que abastece a escola e na cozinha, apontando risco sanitário. Como resposta, os alunos elaboraram um folder educativo com orientações sobre tratamento e desinfecção da água com hipoclorito de sódio, além de recomendações de instalação de filtros e limpeza de caixas d’água.
Outra frente de atuação foi o levantamento coproparasitológico em cães do município de Monte Negro, realizado sob a coordenação da pós-graduanda Ana Paula Barbosa, do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia, orientada pelo professor Mario Henrique de Barros. A equipe visitou aproximadamente 150 domicílios, coletando 125 amostras para análise, das quais 69% apresentaram positividade para parasitos intestinais.
Os resultados foram encaminhados à Secretaria Municipal de Saúde, acompanhados de orientações sobre o uso de vermífugos e medidas de prevenção de zoonoses. O material coletado está sendo organizado para a elaboração de um artigo científico, que reunirá e analisará os dados obtidos. Segundo os participantes, o contato direto com os moradores fortaleceu o vínculo entre a universidade e a comunidade local, promovendo uma experiência de formação humana e cidadã. Os estudantes também visitaram duas áreas de mineração de cassiterita, onde realizaram de 20 a 30 atendimentos clínicos por dia.
ICBV: polo estratégico na Amazônia – Criado em 1997, o ICBV tem papel estratégico na promoção da saúde e na formação de profissionais na região amazônica. Localizada em Monte Negro (RO), a unidade atua como centro integrado de ensino, pesquisa e atendimento, com laboratórios e consultórios que apoiam estudos sobre doenças tropicais, vigilância epidemiológica e saúde ambiental. “Valorizar o ICBV é reafirmar o compromisso da USP com a população amazônica e com a própria missão universitária”, destaca o relatório do grupo.
Embora a infraestrutura do ICBV se mantenha funcional e apta a receber projetos de pesquisa e extensão, o grupo identificou que alguns espaços poderiam se beneficiar de melhorias estruturais e de manutenção periódica. Essas observações reforçam a importância de manter o investimento e o apoio institucional contínuo, garantindo que o potencial do instituto seja plenamente aproveitado e que futuras iniciativas possam ocorrer em condições ainda mais adequadas de conforto e segurança.
Acesse aqui o relatório produzido pelos alunos que participaram da atividade de extensão.
Com informações da profa. Carla Carvalho, coordenadora da AEX-ICB correspondente à atividade desenvolvida e relatada. (AEX-ICB-00016.01- Saúde Infinita/Samaúma – Uma experiência essencial no contexto amazônico – ICBV)
Edição: Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB
Fachada do ICBV
Fachada do ICBV
Alunos da EMEF Ulisses Guimarães assistindo à aula expositiva
À esquerda, aluna da EMEF Ulisses Guimarães observando lâmina preparada pelo método de coloração de Gram. À direita, registro da avaliação escrita de um aluno sobre a apresentação
Rio Massangana, localizado na Vila de São Geraldo. Foto tirada durante visita à escola da Vila para apresentação do projeto sobre bactérias. Data: 09/09/2025
Rio Massangana, localizado na Vila de São Geraldo, em Monte Negro. Data: 09/09/2025
Escadas rolantes para a área de embarque no Aeroporto Internamente de Porto Velho. Data: 13/09/2025
Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto do Prof. Tiago Januário da Costa, o qual relata a primeira edição da AEX “Saúde das Meninas”, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:
Atividade extensionista reuniu cerca de 200 estudantes do Ensino Médio e
abordou temas como menstruação, autocuidado e políticas públicas voltadas às mulheres.
O Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou a primeira edição da atividade extensionista curricular (AEX) “Saúde das Meninas”. O projeto é coordenado pelos professores Tiago Januário da Costa e Eliana Hiromi Akamine, do Departamento de Farmacologia.
A ação reuniu cerca de 200 estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Comendador Mario Reys, localizada na Zona Leste da capital paulista, em duas etapas realizadas nos dias 29 de agosto e 12 de setembro. A atividade promoveu discussões sobre conceitos básicos de menstruação, saúde feminina e políticas públicas voltadas à mulher, buscando desmistificar tabus e incentivar o diálogo aberto sobre o tema.
O projeto contou com o apoio da plataforma USP.comvc, que permite que as escolas se cadastrem para participar das atividades. Devido ao sucesso da iniciativa, a AEX “Saúde das Meninas” será também oferecida em 2026, em uma nova edição, que estará aberta à participação de novos estudantes e voluntários.
Confira abaixo os membros do ICB-USP que participaram da ação:
Coordenação: Prof. Tiago Januario da Costa e Profa. Eliana Hiromi Akamine;
Pós-graduação: Gabriel Hilario da Silva;
Pós-doutorandos: Jean Carlos Lipreri e Paula Rodrigues de Barros;
Alunos de graduação: Andressa de Castro Santos, Clara Souza Neres, Gabriela Cunha Dutra, Gabriela Yuri Yamaji, Isabella Elisa Lima Adriano, Isabella Reggiani Ribeiro, Isabella Teobaldo Ramos, Isadora Capella de Oliveira, João Victor Catoia Belmiro, Maria Clara Teles de Queiroz, Mariah Werner, Mariana Mayumi Teramoto, Thallita da Silva Dominato Quirino e Viviane Evilly de Matos Gomes.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB








Evento na Reitoria marcou o início da gestão do professor Carlos Peleschi Taborda e da professora Marinilce Fagundes dos Santos à frente do Instituto de Ciências Biomédicas.
A cerimônia de posse da nova diretoria do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foi realizada na noite desta quinta-feira (06/11), na sala do Conselho Universitário, na Reitoria da USP. O professor Carlos Peleschi Taborda e a professora Marinilce Fagundes dos Santos assumiram, respectivamente, os cargos de diretor e vice-diretora da unidade, para o mandato de 2025 a 2029.
A mesa solene foi composta pelo reitor da USP, professor Carlos Gilberto Carlotti Júnior, pela vice-reitora, professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, e pela secretária-geral da universidade, professora Marina Gallottini. Também estiveram presentes diretores de outras unidades da USP, ex-diretores do ICB-USP e representantes da comunidade acadêmica.
Após a execução do Hino Nacional pela Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP) e pelo Coral da Universidade de São Paulo (CORALUSP), foram lidos e assinados os termos de compromisso e posse dos novos dirigentes. O ato foi formalizado pela professora Marina Gallottini.
Em seu discurso, o novo diretor afirmou ser “com imensa honra e senso de profunda responsabilidade” que assume a direção do instituto. Ele ressaltou a trajetória de 56 anos do ICB-USP, “símbolo de excelência científica, inovação e compromisso com a formação de profissionais das ciências biomédicas, biológicas e da saúde”.
Taborda destacou que a nova gestão buscará promover uma administração voltada ao capital humano, ao fortalecimento das parcerias nacionais e internacionais e à sustentabilidade ambiental. Segundo ele, “a responsabilidade social do ICB-USP exige de nós não apenas o avanço do conhecimento e a educação de excelência, mas também a democratização do saber, a transparência e a ética em cada etapa da produção científica”.
O diretor também lembrou conquistas institucionais, como o papel do ICB-USP na resposta à pandemia de Covid-19, o alto desempenho dos programas de pós-graduação e a criação de cursos inovadores em parceria com outras unidades e empresas. Entre as prioridades para os próximos anos, mencionou a modernização dos currículos, o fortalecimento das ações de extensão e a promoção da inclusão e pertencimento na comunidade acadêmica.
O professor Taborda fez agradecimentos especiais à ex-diretora professora Patrícia Gama, que acompanhou a cerimônia de forma remota. “Ao longo desses quatro anos, meu respeito e admiração pelo seu trabalho e pela sua pessoa apenas aumentaram”, afirmou. Ele também dirigiu palavras de gratidão à família, aos colegas, servidores e estudantes do ICB-USP, reforçando o compromisso de conduzir uma gestão participativa e transparente.
Encerrando a cerimônia, o reitor parabenizou os empossados e destacou o papel estratégico do ICB na USP. “O Instituto de Ciências Biomédicas é uma das unidades mais importantes da nossa universidade. Sua produção científica, sua formação de alunos e sua captação de recursos são notáveis”, afirmou.
Carlotti também elogiou o trabalho da professora Patrícia Gama e desejou sucesso à nova gestão: “Tenho certeza de que vocês dois farão uma administração de excelência, comprometida com a pesquisa, a formação de recursos humanos e a extensão universitária. Vida longa ao ICB!”.
A cerimônia foi encerrada com um coquetel no hall de entrada da Reitoria, onde os novos dirigentes receberam os cumprimentos da comunidade acadêmica e convidados.
Assista a gravação da cerimônia aqui.
Confira aqui a galeria de fotos da posse. (Créditos das fotos: Marilene Guimarães)
Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Profa. Rita de Cássia Café Ferreira e da aluna Bruna Rodrigues Correa, o qual relata a conquista de sete prêmios pelos alunos do ICB-USP no 33º CBM, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por elas, devido à sua qualidade informativa*:
Participação em ensino, comunicação científica e extensão universitária reforçam a formação acadêmica e compromisso social do Instituto.
Alunos do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foram destaque no 33º Congresso Brasileiro de Microbiologia (CBM), realizado entre os dias 25 e 28 de outubro em Aracaju (SE). Ao todo, estudantes de graduação e pós-graduação apresentaram 12 trabalhos na área de ensino, comunicação científica e extensão universitária, conquistando sete premiações.
Destaca-se o Flash Talks – Journals Poster Prize, premiação dada pela FEMS Microbiology Letters para o melhor Poster em Microbiologia. Entre as premiações da área de ensino e extensão estão: Melhor Pôster em Educação em Microbiologia; Melhor Pôster em Comunicação; Menções honrosas em pôsteres de Educação em Microbiologia e Comunicação e Melhor apresentação Oral de Extensão (ver os trabalhos premiados com respectivos autores listados abaixo).
Além disso, foram apresentados pôsteres vinculados ao Projeto #Adote, incluindo os jogos educacionais Trepowar e Memorianismo, apresentados pelas graduandas Beatriz Rodrigues Seiler e Helena Cristina de Albuquerque Correa. Os jogos são voltados ao ensino de microbiologia por metodologias ativas. Também teve destaque o pôster do pós-graduando Victor Samuel Hasten Reiter, que apresentou uma paródia artística da música “Don´t Stop Me Now”, da banda Queen, para fins educativos, reforçando a integração entre educação, criatividade e divulgação científica.
Outro trabalho selecionado para apresentação oral foi sobre engajamento estudantil com os temas vacinas no período pós-pandêmico, da doutoranda Lara Nardi Baroni. Essas ações evidenciam o papel transformador da universidade na sociedade, aproximando o conhecimento científico das escolas e comunidades e contribuindo para uma cultura de saúde, prevenção e combate à desinformação.
A coordenadora do Projeto #Adote, Rita Café Ferreira, elogiou a qualidade científica dos 54 trabalhos relacionados ao ensino e extensão do congresso e enfatizou a importância da participação estudantil em eventos nacionais e internacionais, ressaltando o impacto positivo na formação acadêmica, no engajamento institucional e na troca de experiências entre diferentes centros e universidades. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), Luís Henrique Souza Guimarães, da FFCLRP-USP, o CBM “é um grande momento de crescimento para a microbiologia brasileira”.
O ICB-USP agradece o apoio das agências de fomento CAPES, CNPq, FAPESP, do CEPID B3, e a da CCEX/ICB-USP, fundamentais para viabilizar a participação dos estudantes e fortalecer iniciativas de ensino e extensão.
Prêmios recebidos pela equipe do Projeto #Adote no 33º CBM – Aracaju
Apresentação Oral:
Melhor Trabalho Oral Flash Talks – Journals Poster Prize, premiação dada pela FEMS Microbiology Letters. Conecta#Adote: Artificial Intelligence and Virtual Repository for Innovative Microbiology Education. Premiados: Daffiny Sumam de Oliveira, Bruna Rodrigues Corrêa, Rita de Cássia Café Ferreira e Ana Carolina Ramos Moreno.
Melhor Trabalho Oral – Área de Extensão em Ensino com o trabalho Extensão Universitária em Microbiologia: Engajamento Acadêmico e Contribuição Social. Premiados: Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Lara Nardi Baroni, Nicole Gonçalves Picinin, Camila Caldas Martins Correia, Gustavo de Oliveira Fenner, Fabio Moura Cavalcante, Ana Paula Barbosa, Ana Carolina Ramos Moreno, Letícia Serafim da Costa e Rita C. Café Ferreira.
Menção Honrosa Trabalho Oral – Área de ensino em Microbiologia. Premiados: Daffiny Sumam de Oliveira, Bruna Rodrigues Corrêa, Rita de Cássia Café Ferreira e Ana Carolina Ramos Moreno.
Apresentação Poster:
Best Microbiology Science Education Poster 2025: Carolina Diorio Nastaro, Bruna Rodrigues Corrêa, Giovana Tarantini, Sandro Roberto Marana, Rita de Cássia Café Ferreira, com o trabalho Analysis of Content Integration through Semantic Networks: A Study on Bacillus within the #Adopt Project.
Best Microbiology Science Comunication Poster: Bruna Rodrigues Corrêa, Matheus Gallardo de Souza Inoue, Raphaela Machado de Campos Lopes, Rafaela Augusto Maia, Livia Andressa La Pastina, Gabriel Coelho, Carolina Diorio Nastaro e Rita de Cássia Café Ferreira com o trabalho Todos contra a Dengue.
Menção Honrosa – Education Poster com o trabalho Investigation quorum sensing at Real Lab Day: an active teaching-learning methodology to consolidate knowledge in Microbiology. Camila Caldas Martins Correia, Raquel Sousa Freire, Fabio Moura Cavalcante, José Gregório Cabrera Gomez, José Freire da Silva Neto e Rita de Cássia Café Ferreira.
Menção Honrosa – Comunication Poster com o trabalho Microclima: um jogo educativo sobre mudanças climáticas e resistência bacteriana. Pedro Lucas Batalha Marcelino, Lucio Holanda Gondim de Freitas Júnior, Karla Tereza Silva Ribeiro e Rita de Cassia Café Ferreira.
Equipe do Projeto #Adote
Coordenadora do Projeto #Adote: Rita de Cássia Café Ferreira, docente do Departamento de Microbiologia, pesquisadora associada do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3) e presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB-USP;
Vice-coordenadora: Ana Carolina Ramos Moreno, pesquisadora do ICB-USP e do Instituto Butantã;
Alunos de Graduação do curso de Ciências Biomédicas do ICB-USP: Bruna Rodrigues Corrêa e Carolina Diorio Nastaro;
Alunos de pós-graduação do Departamento de Microbiologia do ICB-USP: Camila Caldas Martins Correia, Daffiny Sumam de Oliveira, Lara Nardi Baroni e Pedro Lucas Batalha Marcelino.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade do “Projeto #Adote” realizada na EMEF “Wanny Salgado Rocha”, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Com atividades práticas e interativas, ação fortalece o interesse pela ciência e aproxima a universidade da realidade escolar.
No dia 26 de setembro, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou mais uma edição do Projeto #Adote na Escola Municipal de Ensino Fundamental “Wanny Salgado Rocha”, localizada na zona leste da capital paulista. A iniciativa, que está em seu terceiro ano, envolveu 350 estudantes do 6º ao 9º ano, e contou com a participação de oito mediadores vinculados à graduação e à pós-graduação.
Diferente de ações pontuais, o Projeto #Adote aposta em um modelo de acompanhamento contínuo, no qual os alunos têm contato com atividades científicas ao longo de vários anos. Desde 2023, mais de 1200 estudantes já participaram das oficinas de microbiologia realizadas pela equipe do ICB-USP, sempre em formato prático, lúdico e interativo.
A programação mais recente incluiu três atividades principais: um “bio-bingo” sobre vacinas, uma introdução ao funcionamento de laboratórios e um jogo sobre ecologia e microbiologia básica. “Nosso objetivo é tornar a ciência acessível e mostrar que ela faz parte do cotidiano de todos”, explica a professora Rita de Cássia Café Ferreira, coordenadora do projeto. Segundo ela, o formato do projeto permite acompanhar o impacto no aprendizado e estimular vocações científicas ao longo do tempo.
O Projeto #Adote é uma das frentes de extensão do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), um centro de excelência financiado pela FAPESP, que atua na pesquisa de ponta em microbiologia. Além de aproximar a universidade da escola pública, a iniciativa também contribui para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, que assumem o papel de mediadores entre ciência e comunidade.
Para os professores da escola, a presença contínua da USP representa uma oportunidade rara de integração entre educação básica e ensino superior. Já para a universidade, é a chance de colocar em prática o compromisso social e ampliar o alcance da ciência. “Mais do que ensinar microbiologia, criamos uma ponte duradoura entre a universidade e a sociedade”, afirma a docente do ICB.
Confira aqui a galeria de fotos e o depoimento dos alunos.
Equipe do Projeto #Adote:
Bruna Rodrigues Corrêa – graduação
Carolina Diorio Nastaro – graduação
Giovana Tarantini – mestrado
Camila Caldas Martins Correia – mestrado
Pedro Lucas Batalha Marcelino – mestrado
Nicole Gonçalves Picinin – doutorado
Lara Nardi Baroni – doutorado
Jessica Pires Farias – pós-doutorado
Brígida Ana Carvalho Maia Brito – coordenadora pedagógica
Flávia Cardoso dos Santos – coordenadora pedagógica
Denise Perdigão Venâncio – assistente de direção
Fganer Guardiano Cardoso – assistente de direção
Maria Sueli Santos Silva – diretora
Ariane Fujita Mayumi
Isabelle Camargo Brindo da Cruz
Maria de Fátima Tavares
Bianca Bosso | Jornalista Especializada em Ciências – CEPID B3
Bruna Rodrigues Corrêa I Graduanda do Curso de Ciências Biomédicas – ICB-USP
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB


