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Professores do ICB-USP e estudantes de obstetrícia realizam atividade de extensão sobre parasitologia em escola pública de São Paulo

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto dos Profs. Carsten Wrenger e Gerhard Wunderlich, o qual relata atividade de extensão sobre parasitologia desenvolvida em escola pública de São Paulo, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Os professores do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP Carsten Wrenger e Gerhard Wunderlich promoveram, junto com seus estudantes de obstetrícia, uma atividade de extensão sobre parasitologia para alunos do Ensino Fundamental II. A ação ocorreu nos dias 4 e 11 de novembro de 2025, na escola pública “EMEF Marechal Deodoro da Fonseca”, localizada no bairro Morumbi, em São Paulo. Essa é a segunda vez que os docentes e estudantes da disciplina “BMP0219 – Parasitologia básica aplicada à Obstetrícia” realizam essa atividade de extensão no colégio.

 

Como foco nos alunos do 6º e 7º ano da escola, os estudantes de obstetrícia fizeram uma apresentação sobre os parasitas mais comuns no Brasil e as principais doenças endêmicas causadas por esses organismos. A apresentação abordou de forma acessível e didática as doenças Malária, Toxoplasmose, Leishmaniose, Esquistossomose, Giardíase, Teníase, Doença de Chagas e Ascaridíase. Os alunos do Ensino Fundamental aprenderam sobre transmissão, sintomas, tratamento e principalmente os perigos dessas enfermidades.

 

Ao final da atividade, os alunos do Ensino Fundamental tiveram a oportunidade de observar os parasitas no microscópio. A ação contou com o apoio da profa. Juliana Tolosa, docente da disciplina de Ciências da “EMEF Marechal Deodoro da Fonseca”.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

Confira aqui a galeria de fotos.

 

 

 

 

 

 

19/01/26
Duas pesquisas do ICB-USP revelam funções de proteínas versáteis que controlam a identidade celular

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto das Profas. Marilene Hohmuth Lopes e Nathalie Cella, o qual trata de duas pesquisas que revelaram novas funções de proteínas multifuncionais, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por elas, devido à sua qualidade informativa*:


Em um feito incomum e de grande relevância científica duas professoras do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) tiveram artigos publicados em sequência no mesmo volume da Communications Biology, revista internacional de prestígio do portfólio Nature.

 

Os estudos, ambos financiados pela FAPESP, revelam novas funções de proteínas multifuncionais que ajudam a compreender como as células mantêm sua identidade e coordenam processos essenciais à vida. Embora enfoquem proteínas distintas, os trabalhos se unem por um tema central: a versatilidade proteica e seu papel como eixo de controle da organização e do destino celular.

 

STIP1:  a guardiã da pluripotência – A pesquisa liderada pela professora Marilene Hohmuth Lopes desvenda o papel crucial da proteína STIP1, conhecida por sua dupla função de co-chaperona e reguladora da homeostase proteica, na manutenção da pluripotência de células-tronco embrionárias.

 

Ao utilizar modelos murinos geneticamente modificados e linhagens de células-tronco, o grupo demonstrou que STIP1 é indispensável para o desenvolvimento embrionário, controlando a estabilidade genômica, a sobrevivência celular e a expressão de genes de pluripotência.

 

Esses resultados, fruto da tese de doutorado da aluna Camila Felix de Lima Fernandes, estabelecem STIP1 como um novo regulador central da proteostase em células-tronco, abrindo caminho para investigações sobre mecanismos fundamentais do desenvolvimento e estratégias em medicina regenerativa.

 

 

Descobrimos que STIP1 atua como uma espécie de guardiã das células-tronco, ela garante que o maquinário celular funcione com precisão durante as fases mais delicadas da vida”, destaca a Profa. Marilene Hohmuth Lopes.

 

 

Imagem representativa de blastocisto murino evidenciando a expressão uniforme da proteína STIP1 (verde) e do marcador de pluripotência Sox2 (amarelo), bem como a sobreposição dos sinais (Merge).

 

Maspin: um modulador da arquitetura celular – Já o grupo da professora Nathalie Cella explorou a dinâmica da proteína Maspin, proteína abundante e ubíqua nas células historicamente descrita como supressor tumoral. O estudo revelou uma nova função na regulação da morfologia e da arquitetura epitelial.

 

Combinando abordagens proteômicas, análises funcionais e de imagem, a equipe mostrou que Maspin interage diretamente com dois tipos de citoesqueleto durante a adesão e a divisão celular, atuando como um organizador estrutural que assegura a integridade dos tecidos.

 

Esses achados do trabalho de tese de doutorado de Luiz Eduardo da Silva ajudam a explicar por que Maspin pode ter papéis opostos,  protetor ou promotor tumoral, dependendo do contexto celular, e lançam luz sobre mecanismos críticos para a manutenção do epitélio e para doenças como o câncer.

 

 

“Nossa trajetória com Maspin mostra como a ciência básica, quando guiada pela curiosidade e pela persistência, pode revelar novos aspectos de proteínas já conhecidas e redefinir conceitos estabelecidos”, afirma a Profa. Nathalie Cella.

 

 

A imagem ilustra a diferença no arranjo dos fusos mitóticos durante a mitose. Nota-se que na ausência de maspina (painel inferior) a distância entre os polos (pontos de onde o fuso mitótico parte) é menor do que nas células normais (painel superior).

 

Embora investiguem moléculas diferentes, os dois trabalhos têm em comum o objetivo de convergir para uma mesma conclusão: proteínas multifuncionais são peças-chave para a identidade celular.

 

Como ressaltam as autoras, essas proteínas “podem atuar em diversos compartimentos,  do núcleo à membrana plasmática, e até serem secretadas, o que explica sua influência ampla em processos biológicos complexos”.

 

A publicação quase simultânea dos dois artigos na Communications Biology atesta a excelência da pesquisa básica brasileira. Este avanço, fruto de diferentes  linhas de investigação dentro do mesmo departamento do ICB-USP e de colaborações internacionais com o Dr. Marco Prado (University of Western Ontario) e Susanne Bechstedt (McGill University), ilustra como a ciência de fronteira desvenda os mecanismos da vida. 

 

“Avanços como esses só se concretizam com investimento contínuo em ciência básica e na formação de jovens cientistas”, enfatizam as pesquisadoras.

 

Essas descobertas projetam a ciência brasileira no cenário internacional. Elas são um testemunho claro da força do ICB-USP e de seu Programa de Pós-Graduação em Biologia de Sistemas em formar novos cientistas e produzir pesquisa de ponta com impacto global.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

15/01/26
Projeto do ICB-USP desenvolve métodos para coleta mais segura de amostras biológicas de animais silvestres

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto da Profa. Maristela Camargo, o qual aborda um projeto que busca desenvolver métodos mais seguros para coleta de amostras biológicas de animais silvestres, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:


O monitoramento de patógenos e de parâmetros de saúde de animais silvestres necessita de amostras biológicas que, em geral, exigem captura e contenção química/física desse ser vivo. A captura envolve riscos tanto ao animal quanto à equipe de pesquisadores, oferecendo uma oportunidade para a troca de patógenos entre as espécies envolvidas, além de riscos de complicações anestésicas, acidentes e alteração permanente de comportamento animal.

 

Para tentar resolver este gargalo na pesquisa em Saúde Única, o S.W.A.B. (Spontaneous Wildlife Autonomous Biosampler) está sendo desenvolvido desde 2022 por um grupo internacional multidisciplinar liderado pela Profa. Dra. Maristela Martins de Camargo, do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Com financiamento inicial da Yale Planetary Solutions e da Revive & Restore Catalyst Fund, ambos dos Estados Unidos, os primeiros protótipos coletores foram construídos e testados com camundongos e gatos, gerando a prova de conceito de que era possível a detecção de patógenos (vírus de RNA) por RTqPCR e sequenciamento de terceira geração a partir de amostras de saliva depositadas espontaneamente pelos animais em pedaços de papel ao serem atraídos por aromatizantes alimentares.

 

Atualmente, o grupo testa a eficiência do método para monitoramento a médio-prazo de gatos semi-ferais residentes em abrigos – com financiamento da EveryCat Health Foundation (E.U.A.) – e a compatibilidade das amostras coletadas em papel com testes para avaliação de marcadores bioquímicos de bem-estar em animais silvestres residentes no campus – com financiamento da Wild Animal Initiative (E.U.A.). A WILDLABS (UK) financia o desenvolvimento de protótipos automatizados, que irão realizar a coleta e armazenamento individual de amostras, sem a necessidade de presença humana por até 30 dias. A validação da metodologia com carnívoros de grande porte também está em andamento, em colaboração com epidemiologistas, veterinários e biólogos do zoológico do Smithsonian Institution (E.U.A.) e financiamento do WILDLABS e da FAPESP.

 

O projeto tem vagas abertas para doutorandos e pós-doutorandos, além de uma bolsa TT-2 (FAPESP) com início imediato (apenas para aqueles cursando ou egressos de ensino médio técnico).

 

 

Para saber mais, acesse os links abaixo:

 

https://linktr.ee/SWABbiosampler

https://reviverestore.org/non-invasive-biosurveillance/

https://www.wildanimalinitiative.org/blog/non-invasive-saliva-sampling

https://wildlabs.net/discussion/wildlabs-award-2025-automatization-contact-free-saliva-sampler-wildlife-conservation

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

15/01/26
Estudo brasileiro revela como variantes recentes da COVID-19 desafiam a imunidade infantojuvenil

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto do Prof. Luis Carlos de Souza Ferreira e Dra. Jéssica Pires Farias, o qual aborda pesquisa sobre variantes recentes da COVID-19 e a imunidade infantojuvenil, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Um trabalho brasileiro de alta relevância científica para o contexto da vacinação contra a COVID-19 no país foi publicado na Expert Review of Vaccines, uma das revistas internacionais mais importantes na área de vacinologia. Coordenado pelos professores Luís Carlos de S. Ferreira, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), e  Jaime Henrique Amorim, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), o estudo foi desenvolvido em colaboração com outros pesquisadores do ICB-USP, UNIFESP, Hospital Israelita Albert Einstein, UFPE e outras instituições. 

 

O objetivo do estudo foi avaliar a resposta humoral de crianças e adolescentes que receberam as vacinas de primeira geração, ainda baseadas no vírus original de 2020. Para tanto, foram testadas três versões do vírus: Vírus ancestral (Wuhan), Omicron BA.1 (Omicron original) e Omicron JN.1, a variante mais recente e predominante no período do estudo. Além disso, a equipe realizou uma análise computacional detalhada para entender como as mutações das variantes afetam os “alvos” reconhecidos por anticorpos.

 

Os resultados mostraram que as crianças e adolescentes vacinados apresentaram bons níveis de anticorpos contra o vírus original, refletindo a eficácia das vacinas em induzir memória imunológica para aquela cepa. Entretanto, a capacidade desses anticorpos de neutralizar variantes como BA.1 e, principalmente, JN.1 foi reduzida, devido ao intenso acúmulo de mutações nessas versões mais recentes do vírus, revelando uma lacuna importante na proteção das crianças brasileiras contra as atuais variantes circulantes do SARS-CoV-2. Os achados não significam que esse público esteja “sem proteção”, mas reforçam a urgência de atualizar as formulações pediátricas, garantindo uma proteção mais robusta.  A imunidade contra vírus respiratórios é multicamadas: envolve anticorpos, mas também respostas de células T e B de memória, que não foram avaliadas neste estudo e podem continuar oferecendo proteção importante contra formas graves da doença. 

 

As primeiras autoras Dra. Jéssica Pires Farias – pós-doutoranda do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas (LDV) no ICB-USP, atualmente em estágio de pesquisa no exterior BEPE na Università degli Studi di Verona – e Msc. Milena Souza – doutoranda do IVOB/UFOB, atualmente em doutorado sanduíche na Universidade de Verona, sob supervisão do Prof. Dr. Donato Zipeto -, destacam que os achados indicam a necessidade de ampliar e atualizar a proteção vacinal desse público.

 

Elas ressaltam ainda que, diante do cenário atual dominado pela variante XFG, cujas mutações são ainda mais extensas que as observadas na JN.1, é possível que a capacidade de neutralização em crianças seja ainda menor ou até inexistente, caso o padrão de variação antigênica viral se mantenha. Por isso, reforçam que vacinas pediátricas atualizadas são essenciais para reduzir a vulnerabilidade das crianças e mitigar a transmissão comunitária, contribuindo para evitar o surgimento de novas variantes.

 

O artigo “Antigenic drift in SARS-CoV-2: diminished vaccine protection in pediatric populations against Omicron and its JN.1 subvariant” pode ser lido em: https://doi.org/10.1080/14760584.2025.2597455

 

 

Dra. Jéssica Pires Farias, primeira autora do estudo

 

Msc. Milena Souza, co-primeira autora do estudo

 

 

Dra. Jéssica Pires Farias, primeira autora do estudo

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

15/01/26
I Encontro do Departamento de Microbiologia do ICB-USP integra atividades de ensino, pesquisa e extensão e destaca conquistas acadêmicas

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Profa. Kelly Ishida e do Especialista em Laboratório Luciano Zane, o qual relata o “I Encontro do Departamento de Microbiologia”, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Nos dias 27 e 28 de novembro de 2025, ocorreu o I Encontro do Departamento de Microbiologia e a XXV Reunião Científica do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). O evento, organizado pela Profa. Kelly Ishida e pelo Prof. Rodrigo Galhardo, reuniu diversas palestras relacionadas à graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão do Departamento. Ao longo dos dois dias, também contamos com palestras convidadas e premiações em diferentes categorias.

 

 

A coordenadora da Comissão de Pesquisa e Inovação do Departamento, Profa. Ana Márcia Sá Guimarães, apresentou dados de pesquisa no Departamento, compilando informações de 2024 e comparando-as aos anos anteriores. Sua apresentação destacou tendências das pesquisas desenvolvidas e fomentou discussões relevantes, como o incentivo à maior colaboração entre diferentes grupos de pesquisa do Departamento.

 

 

Recebemos também a palestra do Prof. George diCenzo, da Queen’s University (Canadá), que apresentou seu importante trabalho com bactérias fixadoras de nitrogênio, desenvolvido em cooperação com diversas universidades e órgãos canadenses, com impactos significativos na agricultura do país.

 

 

O Pró-Reitor Adjunto de Graduação da USP, Prof. Marcos Neira, nos prestigiou com uma palestra sobre a graduação na USP e as perspectivas institucionais para os próximos anos. Para recepcioná-lo, o Prof. Márcio V. B.  Dias, coordenador da Comissão de Graduação do Departamento, apresentou dados da graduação e as reformas realizadas nos setores didáticos, que visaram melhorar a adequação dos espaços de ensino.

 

 

A Profa. Ester Sabino, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), compareceu ao nosso evento para contar um pouco sobre sua trajetória na academia, com foco na ciência colaborativa em vez da competitiva. Sua palestra lotou nosso auditório e o público foi cativado por sua trajetória exemplar e grande simpatia, rendendo bastante engajamento com a professora ao final de sua fala.

 

 

A Profa. Carla Carvalho abordou a importância da curricularização da extensão na Universidade e destacou o protagonismo do Departamento de Microbiologia e do ICB na USP, reforçando a relevância das atividades extensionistas desenvolvidas pelo Instituto.

 

Por fim, o I Encontro do Departamento contou com as apresentações dos melhores trabalhos publicados em 2024 e os Prêmios de Dissertação e Tese Destaques do Programa de Pós-graduação em Microbiologia (ICB-USP) defendidas no ano passado.

 

Durante a semana ainda houve a III Exposição de Arte em Placa de Petri do Departamento, no qual diversos microbiologistas deram sua contribuição artística para o evento. Três participantes foram premiados após uma votação dos funcionários do Departamento. Em 3º lugar, Vinicius Renato dos Santos Lima recriou a obra clássica de Van Gogh “Noite Estrelada” utilizando as bactérias Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus sp.

 

 

 

Em 2º lugar, Henrique Santos Moure com a obra “Entre a aurora e o oceano” representando uma paisagem com as “tintas” Candida albicans, Candida tropicalis e Staphylococcus aureus.

 

 

Cláudia Ramos de Carvalho Pinto ganhou o grande prêmio com sua “Raposa da primavera”, utilizando Saccharomyces cerevisiae e Escherichia coli. Parabenizamos todos os participantes pela criatividade, foi uma disputa de grandes microbiologistas artistas!

 

 

A seguir, disponibilizamos o catálogo completo das obras enviadas para a exposição e a lista dos trabalhos de pesquisa premiados no evento.

 

Trabalhos premiados no I Encontro do Departamento de Microbiologia do ICB-USP

 

 

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

12/12/25
Departamento de Farmacologia do ICB-USP realiza o “I Fórum de Discussão de Graduação e AEX”

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Profa. Soraia Costa, o qual relata o “I Fórum de Discussão de Graduação e AEX” do Departamento de Farmacologia, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:


O evento foi realizado no Centro Universitário Maria Antonia e contou com a participação de docentes e funcionários do Departamento. 

 

O Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou, no dia 4 de dezembro, o “I Fórum de Discussão de Graduação e AEX” no Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antonia, órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. O evento foi coordenado pelas professoras Soraia Costa e Luciana Lopes.

 

O encontro reuniu docentes ativos e seniores do Departamento, que compartilharam anseios e reflexões sobre a necessidade de padronização e sistematização de conteúdo do ensino de Farmacologia para as diferentes unidades, além da discussão sobre o atual sistema de avaliação docente. 

 

Participaram das discussões os convidados, Prof. Fernando Rodrigues de Moraes Abdulkader e o Sr. Pablo Augusto Silva, da Assistência Administrativa. A vice-presidente da Comissão de Cultura e Extensão, Profa. Carla Carvalho, também esteve presente e esclareceu dúvidas relacionadas às AEX e demais ações extensionistas. Ela destacou que o ICB-USP está bem posicionado no quesito extensão, embora haja necessidade de maior participação em projetos articulados com outras unidades, como o ICB V.

 

Após o encerramento do fórum, funcionários administrativos, técnicos e docentes do Departamento de Farmacologia participaram de uma confraternização no local, seguida de uma visita cultural guiada pelos alunos PUB, Antônio e Pedro, aos museus do Centro Maria Antonia. 

 

O circuito cultural incluiu a exposição permanente MemoriAntonia e duas exposições temporárias: a mostra fotográfica “Neo-Andina 15-25”, que aborda a arquitetura andina contemporânea (conhecida como “cholet” ); e a exposição individual de pinturas de Gilda Vogt “Nossa Estranheza e a Vergonha” no prédio Joaquim Nabuco. 

 

A coordenação de graduação do Departamento de Farmacologia do ICB-USP agradece aos colegas Roberto Melo e Sandra Melo pela receptividade, organização e valiosas recomendações culturais sobre o espaço Maria Antonia. A iniciativa contribuiu para fortalecer a organização da graduação do departamento bem como estimular novas formas de desenvolver atividades culturais e extensionistas voltadas a diferentes públicos. 

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

05/12/25
ICB-USP distribui cerca de R$ 600 mil em doações da Receita Federal a unidades da USP e instituições sociais

Instituto coordena a entrega de materiais apreendidos destinados a ações de ensino, assistência em saúde e impacto social.


Unidades da Universidade de São Paulo (USP) e instituições sociais receberam, ao longo de novembro, materiais doados pela Receita Federal no Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP). As entregas resultam de uma colaboração contínua entre a Receita Federal e o Instituto, por meio da qual produtos apreendidos são destinados a ações de ensino, pesquisa, assistência em saúde e projetos sociais.

 

O conjunto de doações — estimado em cerca de R$ 600 mil e repassado ao ICB-USP em setembro — foi organizado pela servidora Andréa Queiroz. Entre os itens destinados estão cosméticos, eletrônicos, materiais de higiene, vestuário e acessórios, direcionados a ações que beneficiam alunos, educadores, pacientes, pesquisadores e comunidades em situação de vulnerabilidade.

 

Retiradas das doações – A primeira retirada ocorreu em 13 de novembro, quando funcionários da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP) estiveram no ICB-USP para coletar os materiais destinados à própria unidade, à Prefeitura da USP e ao Instituto de Biociências (IB-USP). A assistente financeira Cleonice Estrela Cabral Gonçalves, acompanhada pelos funcionários Edgar Machado e Edilson, recebeu os itens, entre eles cosméticos que serão utilizados em um projeto social voltado à ressocialização de detentas por meio de aulas de maquiagem.

 

No dia 24 de novembro, foi a vez da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação (EA-FEUSP) e do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC) comparecerem ao Instituto para retirar as doações.

 

As funcionárias da EA-FEUSP Cristiane Camila Bette e Patrícia dos Santos ressaltaram o impacto direto dos itens no cotidiano escolar, especialmente nas atividades pedagógicas. “As doações representam um custo a menos para a escola, permitindo investir em outros projetos, além de diminuírem o processo burocrático para aquisição de materiais e ampliarem nossas possibilidades de trabalho”, afirmaram.

 

Parceiro de longa data, o GRAACC recebe doações da Receita Federal há quase uma década. Os materiais retirados serão usados no preparo dos kits de Natal destinados a cerca de 300 crianças atendidas pela instituição; o excedente segue para o bazar beneficente. “Esse apoio é fundamental, especialmente nesta época em que mais precisamos dos materiais para as crianças”, destacou o voluntário Luiz Henrique Caminada, que compareceu ao ICB-USP junto com Orlando Gonçalves.

 

Já a Superintendência de Prevenção e Proteção Universitária (SPPU) esteve no ICB-USP para retirar os materiais destinados ao órgão na tarde de 25 de novembro. Representada pelo assistente de gestão Juarez Antônio Neco da Silva e pelos colaboradores Mário Miguel e Luiz Carlos, a equipe ressaltou que as doações fortalecem diretamente as atividades de segurança e apoio operacional.

 

Segundo eles, itens de informática e tecnologia atendem necessidades cotidianas que, muitas vezes, exigiriam aquisição emergencial, beneficiando servidores e terceirizados que atuam na operação diária da universidade. A equipe enfatizou, ainda, que transformar bens apreendidos em recursos úteis para instituições públicas representa um retorno social significativo e destacou o papel do ICB-USP na organização e distribuição equilibrada desses materiais, o que contribui para manter a iniciativa ativa e acessível às unidades da Universidade.

 

Colaboração consolidada – A parceria entre o ICB-USP e a Receita Federal teve início em 2011, quando a servidora Andréa Queiroz, do setor financeiro do Instituto, descobriu que a Receita doava bens apreendidos a instituições públicas e levou a proposta ao então diretor, professor Rui Curi. A partir disso, o ICB-USP passou a centralizar o recebimento das doações e a redistribuí-las para outras unidades da USP e instituições parceiras, modelo que se mantém até hoje.

 

Ao longo dessa trajetória, a iniciativa foi se consolidando. Em setembro deste ano, o diretor do ICB-USP, professor Carlos Taborda, e o superintendente da Receita Federal em São Paulo, Dr. André Luiz Martins, estiveram no Instituto para formalizar a continuidade do trabalho — ato que viabilizou o novo conjunto de doações distribuído ao longo de novembro. No total, desde 2011, a Receita Federal já destinou ao ICB-USP aproximadamente R$ 13 milhões em materiais, hoje incorporados a ações de ensino, pesquisa e impacto social.

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

 

Confira aqui a galeria de fotos das retiradas das doações no dia 13 e na semana do dia 24.

 

27/11/25
Alunos do ICB-USP vivenciam extensão universitária e promovem ações de saúde em Rondônia

Projeto do Instituto de Ciências Biomédicas da USP une pesquisa, ensino e compromisso social em experiência no ICBV, em Monte Negro (RO).


Dez estudantes do curso de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) participaram da atividade de extensão “Saúde Infinita/Samaúma – Uma experiência essencial no contexto amazônico”, realizada entre os dias 30 de agosto e 13 de setembro de 2025, no ICBV, unidade do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) localizada em Monte Negro, Rondônia. A iniciativa proporcionou uma imersão em realidades socioambientais e sanitárias da região amazônica, integrando o aprendizado teórico com a prática comunitária e reafirmando o papel social da universidade pública.

 

Durante as duas semanas de atividades, sob coordenação do prof. Luís Marcelo Aranha Camargo, os alunos vivenciaram uma rotina intensa de aprendizado, intercâmbio cultural e atuação em saúde pública. A experiência incluiu atendimentos clínicos de 15 pacientes por dia em parceria com estudantes de medicina da Faculdade Metropolitana de Porto Velho, abordando desde triagens e exames básicos até procedimentos como espirometria, retinografia, eletrocardiograma e biópsias. Para muitos participantes, foi o primeiro contato com a prática clínica, ampliando a compreensão sobre a atuação interdisciplinar em saúde.

 

“Foi uma oportunidade única de aplicar nossos conhecimentos em situações reais, entendendo como a ciência pode contribuir diretamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, destacaram os estudantes no relatório da atividade.

 

Os estudantes do ICB-USP ministraram aulas de microbiologia para as escolas públicas da região EMEF Ulisses Guimarães e EEEFM Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. A atividade, intitulada Bactérias: o mundo invisível que faz a diferença, envolveu 95 alunos do Ensino Fundamental e Médio e utilizou metodologias ativas, jogos e práticas laboratoriais, como a demonstração do método de coloração de Gram. As avaliações indicaram alta aprovação por parte dos estudantes locais.

 

As atividades também abrangeram a análise microbiológica da água consumida na Escola Municipal Ulisses Guimarães, na Vila de São Geraldo, zona rural do município de Monte Negro. O estudo revelou contaminação por coliformes fecais no poço que abastece a escola e na cozinha, apontando risco sanitário. Como resposta, os alunos elaboraram um folder educativo com orientações sobre tratamento e desinfecção da água com hipoclorito de sódio, além de recomendações de instalação de filtros e limpeza de caixas d’água.

 

Outra frente de atuação foi o levantamento coproparasitológico em cães do município de Monte Negro, realizado sob a coordenação da pós-graduanda Ana Paula Barbosa, do Programa de Pós-Graduação em Microbiologia, orientada pelo professor Mario Henrique de Barros. A equipe visitou aproximadamente 150 domicílios, coletando 125 amostras para análise, das quais 69% apresentaram positividade para parasitos intestinais.

 

Os resultados foram encaminhados à Secretaria Municipal de Saúde, acompanhados de orientações sobre o uso de vermífugos e medidas de prevenção de zoonoses. O material coletado está sendo organizado para a elaboração de um artigo científico, que reunirá e analisará os dados obtidos. Segundo os participantes, o contato direto com os moradores fortaleceu o vínculo entre a universidade e a comunidade local, promovendo uma experiência de formação humana e cidadã. Os estudantes também visitaram duas áreas de mineração de cassiterita, onde realizaram de 20 a 30 atendimentos clínicos por dia.

 

ICBV: polo estratégico na Amazônia – Criado em 1997, o ICBV tem papel estratégico na promoção da saúde e na formação de profissionais na região amazônica. Localizada em Monte Negro (RO), a unidade atua como centro integrado de ensino, pesquisa e atendimento, com laboratórios e consultórios que apoiam estudos sobre doenças tropicais, vigilância epidemiológica e saúde ambiental. “Valorizar o ICBV é reafirmar o compromisso da USP com a população amazônica e com a própria missão universitária”, destaca o relatório do grupo.

 

Embora a infraestrutura do ICBV se mantenha funcional e apta a receber projetos de pesquisa e extensão, o grupo identificou que alguns espaços poderiam se beneficiar de melhorias estruturais e de manutenção periódica. Essas observações reforçam a importância de manter o investimento e o apoio institucional contínuo, garantindo que o potencial do instituto seja plenamente aproveitado e que futuras iniciativas possam ocorrer em condições ainda mais adequadas de conforto e segurança.

 

Acesse aqui o relatório produzido pelos alunos que participaram da atividade de extensão.

 

Com informações da profa. Carla Carvalho, coordenadora da AEX-ICB correspondente à atividade desenvolvida e relatada. (AEX-ICB-00016.01- Saúde Infinita/Samaúma – Uma experiência essencial no contexto amazônico – ICBV)

 

Edição: Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

 

 

Fachada do ICBV

 

Fachada do ICBV

 

Alunos da EMEF Ulisses Guimarães assistindo à aula expositiva

 

À esquerda, aluna da EMEF Ulisses Guimarães observando lâmina preparada pelo método de coloração de Gram. À direita, registro da avaliação escrita de um aluno sobre a apresentação

 

Rio Massangana, localizado na Vila de São Geraldo. Foto tirada durante visita à escola da Vila para apresentação do projeto sobre bactérias. Data: 09/09/2025

 

Rio Massangana, localizado na Vila de São Geraldo, em Monte Negro. Data: 09/09/2025

 

Escadas rolantes para a área de embarque no Aeroporto Internamente de Porto Velho. Data: 13/09/2025

12/11/25
“Saúde das Meninas”: projeto do ICB-USP leva discussão sobre saúde feminina à escola pública de São Paulo

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto do Prof. Tiago Januário da Costa, o qual relata a primeira edição da AEX “Saúde das Meninas”, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:


Atividade extensionista reuniu cerca de 200 estudantes do Ensino Médio e

abordou temas como menstruação, autocuidado e políticas públicas voltadas às mulheres.

 

O Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou a primeira edição da atividade extensionista curricular (AEX) “Saúde das Meninas”. O projeto é coordenado pelos professores Tiago Januário da Costa e Eliana Hiromi Akamine, do Departamento de Farmacologia.

 

A ação reuniu cerca de 200 estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Comendador Mario Reys, localizada na Zona Leste da capital paulista, em duas etapas realizadas nos dias 29 de agosto e 12 de setembro. A atividade promoveu discussões sobre conceitos básicos de menstruação, saúde feminina e políticas públicas voltadas à mulher, buscando desmistificar tabus e incentivar o diálogo aberto sobre o tema.

 

O projeto contou com o apoio da plataforma USP.comvc, que permite que as escolas se cadastrem para participar das atividades. Devido ao sucesso da iniciativa, a AEX “Saúde das Meninas” será também oferecida em 2026, em uma nova edição, que estará aberta à participação de novos estudantes e voluntários.

 

Confira abaixo os membros do ICB-USP que participaram da ação:

Coordenação: Prof. Tiago Januario da Costa e Profa. Eliana Hiromi Akamine;

Pós-graduação: Gabriel Hilario da Silva;

Pós-doutorandos: Jean Carlos Lipreri e Paula Rodrigues de Barros;

Alunos de graduação: Andressa de Castro Santos, Clara Souza Neres, Gabriela Cunha Dutra, Gabriela Yuri Yamaji, Isabella Elisa Lima Adriano, Isabella Reggiani Ribeiro, Isabella Teobaldo Ramos, Isadora Capella de Oliveira, João Victor Catoia Belmiro, Maria Clara Teles de Queiroz, Mariah Werner, Mariana Mayumi Teramoto, Thallita da Silva Dominato Quirino e Viviane Evilly de Matos Gomes.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

11/11/25
USP realiza cerimônia de posse da nova diretoria do ICB para gestão 2025–2029

Evento na Reitoria marcou o início da gestão do professor Carlos Peleschi Taborda e da professora Marinilce Fagundes dos Santos à frente do Instituto de Ciências Biomédicas.


A cerimônia de posse da nova diretoria do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foi realizada na noite desta quinta-feira (06/11), na sala do Conselho Universitário, na Reitoria da USP. O professor Carlos Peleschi Taborda e a professora Marinilce Fagundes dos Santos assumiram, respectivamente, os cargos de diretor e vice-diretora da unidade, para o mandato de 2025 a 2029.

 

A mesa solene foi composta pelo reitor da USP, professor Carlos Gilberto Carlotti Júnior, pela vice-reitora, professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, e pela secretária-geral da universidade, professora Marina Gallottini. Também estiveram presentes diretores de outras unidades da USP, ex-diretores do ICB-USP e representantes da comunidade acadêmica.

 

Após a execução do Hino Nacional pela Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP) e pelo Coral da Universidade de São Paulo (CORALUSP), foram lidos e assinados os termos de compromisso e posse dos novos dirigentes. O ato foi formalizado pela professora Marina Gallottini.

 

Em seu discurso, o novo diretor afirmou ser “com imensa honra e senso de profunda responsabilidade” que assume a direção do instituto. Ele ressaltou a trajetória de 56 anos do ICB-USP, “símbolo de excelência científica, inovação e compromisso com a formação de profissionais das ciências biomédicas, biológicas e da saúde”.

 

Taborda destacou que a nova gestão buscará promover uma administração voltada ao capital humano, ao fortalecimento das parcerias nacionais e internacionais e à sustentabilidade ambiental. Segundo ele, “a responsabilidade social do ICB-USP exige de nós não apenas o avanço do conhecimento e a educação de excelência, mas também a democratização do saber, a transparência e a ética em cada etapa da produção científica”.

 

O diretor também lembrou conquistas institucionais, como o papel do ICB-USP na resposta à pandemia de Covid-19, o alto desempenho dos programas de pós-graduação e a criação de cursos inovadores em parceria com outras unidades e empresas. Entre as prioridades para os próximos anos, mencionou a modernização dos currículos, o fortalecimento das ações de extensão e a promoção da inclusão e pertencimento na comunidade acadêmica.

 

O professor Taborda fez agradecimentos especiais à ex-diretora professora Patrícia Gama, que acompanhou a cerimônia de forma remota. “Ao longo desses quatro anos, meu respeito e admiração pelo seu trabalho e pela sua pessoa apenas aumentaram”, afirmou. Ele também dirigiu palavras de gratidão à família, aos colegas, servidores e estudantes do ICB-USP, reforçando o compromisso de conduzir uma gestão participativa e transparente.

 

Encerrando a cerimônia, o reitor parabenizou os empossados e destacou o papel estratégico do ICB na USP. “O Instituto de Ciências Biomédicas é uma das unidades mais importantes da nossa universidade. Sua produção científica, sua formação de alunos e sua captação de recursos são notáveis”, afirmou.

 

Carlotti também elogiou o trabalho da professora Patrícia Gama e desejou sucesso à nova gestão: “Tenho certeza de que vocês dois farão uma administração de excelência, comprometida com a pesquisa, a formação de recursos humanos e a extensão universitária. Vida longa ao ICB!”.

 

A cerimônia foi encerrada com um coquetel no hall de entrada da Reitoria, onde os novos dirigentes receberam os cumprimentos da comunidade acadêmica e convidados.

 

Assista a gravação da cerimônia aqui.

Confira aqui a galeria de fotos da posse. (Créditos das fotos: Marilene Guimarães)

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

07/11/25
ICB-USP conquista sete prêmios no Congresso Brasileiro de Microbiologia

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Profa. Rita de Cássia Café Ferreira e da aluna Bruna Rodrigues Correa, o qual relata a conquista de sete prêmios pelos alunos do ICB-USP no 33º CBM, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por elas, devido à sua qualidade informativa*:


Participação em ensino, comunicação científica e extensão universitária reforçam a formação acadêmica e compromisso social do Instituto.

 

Alunos do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foram destaque no 33º Congresso Brasileiro de Microbiologia (CBM), realizado entre os dias 25 e 28 de outubro em Aracaju (SE). Ao todo, estudantes de graduação e pós-graduação apresentaram 12 trabalhos na área de ensino, comunicação científica e extensão universitária, conquistando sete premiações. 

 

Destaca-se o Flash Talks – Journals Poster Prize, premiação dada pela FEMS Microbiology Letters para o melhor Poster em Microbiologia.  Entre as premiações da área de ensino e extensão estão: Melhor Pôster em Educação em Microbiologia; Melhor Pôster em Comunicação; Menções honrosas em pôsteres de Educação em Microbiologia e Comunicação e Melhor apresentação Oral de Extensão (ver os trabalhos premiados com respectivos autores listados abaixo).

 

Além disso, foram apresentados pôsteres vinculados ao Projeto #Adote, incluindo os jogos educacionais Trepowar e Memorianismo, apresentados pelas graduandas Beatriz Rodrigues Seiler e Helena Cristina de Albuquerque Correa. Os jogos são voltados ao ensino de microbiologia por metodologias ativas. Também teve destaque o pôster do pós-graduando Victor Samuel Hasten Reiter, que apresentou uma paródia artística da música “Don´t Stop Me Now”, da banda Queen, para fins educativos, reforçando a integração entre educação, criatividade e divulgação científica. 

 

Outro trabalho selecionado para apresentação oral foi sobre engajamento estudantil com os temas vacinas no período pós-pandêmico, da doutoranda Lara Nardi Baroni. Essas ações evidenciam o papel transformador da universidade na sociedade, aproximando o conhecimento científico das escolas e comunidades e contribuindo para uma cultura de saúde, prevenção e combate à desinformação.

 

A coordenadora do Projeto #Adote, Rita Café Ferreira, elogiou a qualidade científica dos 54 trabalhos relacionados ao ensino e extensão do congresso e enfatizou a importância da participação estudantil em eventos nacionais e internacionais, ressaltando o impacto positivo na formação acadêmica, no engajamento institucional e na troca de experiências entre diferentes centros e universidades. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), Luís Henrique Souza Guimarães, da FFCLRP-USP, o CBM “é um grande momento de crescimento para a microbiologia brasileira”.

 

O ICB-USP agradece o apoio das agências de fomento CAPES, CNPq, FAPESP, do CEPID B3, e a da CCEX/ICB-USP, fundamentais para viabilizar a participação dos estudantes e fortalecer iniciativas de ensino e extensão.

 

Prêmios recebidos pela equipe do Projeto #Adote no 33º CBM – Aracaju

Apresentação Oral:

Melhor Trabalho Oral Flash Talks – Journals Poster Prize, premiação dada pela FEMS Microbiology Letters. Conecta#Adote: Artificial Intelligence and Virtual Repository for Innovative Microbiology Education.  Premiados: Daffiny Sumam de Oliveira, Bruna Rodrigues Corrêa, Rita de Cássia Café Ferreira e Ana Carolina Ramos Moreno.

 

Melhor Trabalho Oral – Área de Extensão em Ensino com o trabalho Extensão Universitária em Microbiologia: Engajamento Acadêmico e Contribuição Social. Premiados: Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Lara Nardi Baroni, Nicole Gonçalves Picinin, Camila Caldas Martins Correia, Gustavo de Oliveira Fenner, Fabio Moura Cavalcante, Ana Paula Barbosa, Ana Carolina Ramos Moreno, Letícia Serafim da Costa e Rita C. Café Ferreira.

 

Menção Honrosa Trabalho Oral – Área de ensino em Microbiologia. Premiados: Daffiny Sumam de Oliveira, Bruna Rodrigues Corrêa, Rita de Cássia Café Ferreira e Ana Carolina Ramos Moreno.

 

Apresentação Poster:

Best Microbiology Science Education Poster 2025: Carolina Diorio Nastaro, Bruna Rodrigues Corrêa, Giovana Tarantini, Sandro Roberto Marana, Rita de Cássia Café Ferreira, com o trabalho Analysis of Content Integration through Semantic Networks: A Study on Bacillus within the #Adopt Project.

 

Best Microbiology Science Comunication Poster: Bruna Rodrigues Corrêa, Matheus Gallardo de Souza Inoue, Raphaela Machado de Campos Lopes, Rafaela Augusto Maia, Livia Andressa La Pastina, Gabriel Coelho, Carolina Diorio Nastaro e Rita de Cássia Café Ferreira com o trabalho Todos contra a Dengue.

 

Menção Honrosa – Education Poster com o trabalho Investigation quorum sensing at Real Lab Day: an active teaching-learning methodology to consolidate knowledge in Microbiology. Camila Caldas Martins Correia, Raquel Sousa Freire, Fabio Moura Cavalcante, José Gregório Cabrera Gomez, José Freire da Silva Neto e Rita de Cássia Café Ferreira.

 

Menção Honrosa – Comunication Poster com o trabalho Microclima: um jogo educativo sobre mudanças climáticas e resistência bacteriana. Pedro Lucas Batalha Marcelino, Lucio Holanda Gondim de Freitas Júnior, Karla Tereza Silva Ribeiro e Rita de Cassia Café Ferreira.

  

Equipe do Projeto #Adote

Coordenadora do Projeto #Adote: Rita de Cássia Café Ferreira, docente do Departamento de Microbiologia, pesquisadora associada do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3) e presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB-USP;

 

Vice-coordenadora: Ana Carolina Ramos Moreno, pesquisadora do ICB-USP e do Instituto Butantã;

 

Alunos de Graduação do curso de Ciências Biomédicas do ICB-USP: Bruna Rodrigues Corrêa e Carolina Diorio Nastaro;

 

Alunos de pós-graduação do Departamento de Microbiologia do ICB-USP: Camila Caldas Martins Correia, Daffiny Sumam de Oliveira, Lara Nardi Baroni e Pedro Lucas Batalha Marcelino.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

07/11/25
ICB-USP acompanha há três anos o desenvolvimento em microbiologia de alunos de ensino fundamental da rede pública 

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade do “Projeto #Adote” realizada na EMEF “Wanny Salgado Rocha”, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Com atividades práticas e interativas, ação fortalece o interesse pela ciência e aproxima a universidade da realidade escolar.

 

No dia 26 de setembro, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou mais uma edição do Projeto #Adote na Escola Municipal de Ensino Fundamental “Wanny Salgado Rocha”, localizada na zona leste da capital paulista. A iniciativa, que está em seu terceiro ano, envolveu 350 estudantes do 6º ao 9º ano, e contou com a participação de oito mediadores vinculados à graduação e à pós-graduação.

 

Diferente de ações pontuais, o Projeto #Adote aposta em um modelo de acompanhamento contínuo, no qual os alunos têm contato com atividades científicas ao longo de vários anos. Desde 2023, mais de 1200 estudantes já participaram das oficinas de microbiologia realizadas pela equipe do ICB-USP, sempre em formato prático, lúdico e interativo.

 

A programação mais recente incluiu três atividades principais: um “bio-bingo” sobre vacinas, uma introdução ao funcionamento de laboratórios e um jogo sobre ecologia e microbiologia básica. “Nosso objetivo é tornar a ciência acessível e mostrar que ela faz parte do cotidiano de todos”, explica a professora Rita de Cássia Café Ferreira, coordenadora do projeto. Segundo ela, o formato do projeto permite acompanhar o impacto no aprendizado e estimular vocações científicas ao longo do tempo.

 

O Projeto #Adote é uma das frentes de extensão do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), um centro de excelência financiado pela FAPESP, que atua na pesquisa de ponta em microbiologia. Além de aproximar a universidade da escola pública, a iniciativa também contribui para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, que assumem o papel de mediadores entre ciência e comunidade.

 

Para os professores da escola, a presença contínua da USP representa uma oportunidade rara de integração entre educação básica e ensino superior. Já para a universidade, é a chance de colocar em prática o compromisso social e ampliar o alcance da ciência. “Mais do que ensinar microbiologia, criamos uma ponte duradoura entre a universidade e a sociedade”, afirma a docente do ICB.

 

Confira aqui a galeria de fotos e o depoimento dos alunos.

 

Equipe do Projeto #Adote:

  • Coordenação: Rita de Cássia Café Ferreira

 

  • Mediação:

Bruna Rodrigues Corrêa – graduação 

Carolina Diorio Nastaro – graduação 

Giovana Tarantini – mestrado 

Camila Caldas Martins Correia – mestrado 

Pedro Lucas Batalha Marcelino – mestrado 

Nicole Gonçalves Picinin – doutorado 

Lara Nardi Baroni – doutorado 

Jessica Pires Farias – pós-doutorado

 

  • Coordenação da EMEF “Wanny Salgado Rocha”:

Brígida Ana Carvalho Maia Brito –  coordenadora pedagógica

Flávia Cardoso dos Santos – coordenadora pedagógica

Denise Perdigão Venâncio – assistente de direção

Fganer Guardiano Cardoso – assistente de direção

Maria Sueli Santos Silva – diretora

 

  • Professores de Ciências da EMEF “Wanny Salgado Rocha”:

Ariane Fujita Mayumi

Isabelle Camargo Brindo da Cruz

Maria de Fátima Tavares

 

 

Bianca Bosso | Jornalista Especializada em Ciências – CEPID B3

Bruna Rodrigues Corrêa I Graduanda do Curso de Ciências Biomédicas – ICB-USP

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

 

 

23/10/25
ICB-USP e Projeto #Adote ofereceram atividades em edição especial do programa “USP e as Profissões”

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata a participação do “Projeto #Adote” na atividade “Um dia na USP”, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Visitantes do Ensino Médio conheceram o Instituto de Ciências Biomédicas, o curso de Biomedicina e o “Projeto #Adote: uma Bactéria, Vírus ou Fungos”.

 

O “Projeto #Adote”, filiado ao Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), se uniu à equipe do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) para participar de uma edição especial do programa “USP e as Profissões”, denominada “Um dia na USP”, realizada no dia 13 de setembro.

 

Com ações presenciais no Instituto, a iniciativa ofereceu atividades interativas para estudantes do Ensino Médio e buscou aproximar o público da vivência universitária. O programa também contou com uma etapa virtual, realizada entre os dias 1 e 3 de outubro.

 

Durante o evento, os alunos participaram de um tour em diversos laboratórios do ICB II, onde puderam aprender sobre a rotina de pesquisa em estudos sobre vírus, fungos e bactérias. A visita também contou com atividades práticas, como pipetagem de amostras, e com a apresentação de conceitos básicos sobre a área, como a cultura de microrganismos e a importância das vacinas.

 

Além da imersão no ambiente de pesquisa, os visitantes também tiveram a oportunidade de conversar com professores e estudantes sobre o processo de ingresso na Universidade, além de esclarecer dúvidas sobre o curso de Ciências Biomedicas e os diferenciais da formação acadêmica. Neste momento, os estudantes foram apresentados a uma das frentes de extensão vinculada ao ICB-USP: o “Projeto #Adote”, que leva conhecimentos sobre microbiologia de forma lúdica para alunos do Ensino Fundamental à graduação.

 

“Como ex-aluna de graduação em Ciências Biomédicas pelo ICB-USP e, atualmente, mestranda pelo mesmo Instituto, participar da “Feira USP e as Profissões” como monitora foi uma experiência muito gratificante”, relata Camila Caldas Martins Correia, aluna de mestrado do Instituto. “Compartilhar minha trajetória com estudantes que, hoje, vivem o mesmo momento de sonhos e incertezas que, um dia, também vivenciei reforçou ainda mais o potencial desse contato em inspirar e transformar vidas”, acrescenta.

 

A ação integra o projeto “Um Dia na USP”, que faz parte do programa “USP e as Profissões” e é promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU). Ao todo, 40 unidades de ensino e pesquisa abriram suas portas para receber os visitantes e as atividades virtuais que também foram oferecidas. A proposta é ampliar o alcance do programa, ajudando os vestibulandos a conhecer de perto a realidade universitária e a fazer escolhas mais seguras sobre sua trajetória acadêmica.

 

Confira a galeria de fotos aqui.

 

Equipe do Projeto #Adote:

  • Professora Rita de Cássia Café Ferreira
    • Bruna Rodrigues Corrêa
    • Carolina Diorio Nastaro
    • Helena Christina de Albuquerque Corrêa
    • Beatriz Rodrigues Seiler
    • Camila Caldas Martins Correia
    • Lara Nardi Baroni
    • Giovana Tarantini
    • Pedro Lucas Batalha Marcelino
    • Vitória Mariano Santos
    • Nicole Gonçalves Picinin
  • Professor Jansen Araújo
    • Gustavo de Oliveira Fenner
    • Fernanda Vizu
  • Professora Kelly Ishida
    • Letícia Serafim
    • Andrieli Bacega
  • Professor Carlos Taborda
    • Gabriel Davi Marena
    • Diego Ramos de Moura

 

Bianca Bosso e Bruna Rodrigues Corrêa | Comunicação CEPID B3

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

08/10/25
“Ciência em Voga”: ICB-USP promove educação em saúde na ETEC Cepam

Após o NUCOM-ICB ter recebido o texto abaixo da Profa. Elisa M. Kawamoto, do Departamento de Farmacologia, o qual relata a atividade de extensão realizada na ETEC Cepam, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:


Alunos da graduação e pós-graduação do ICB-USP e monitores do MAH realizaram atividades interativas para adolescentes em São Paulo.

 

Com o objetivo de aproximar o conhecimento científico da comunidade e promover educação em saúde de forma acessível, o projeto de extensão universitária “Ciência em Voga”, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), realizou no dia 19 de setembro, uma atividade na ETEC Cepam, localizada no campus da USP capital. A ação contou com a participação do Museu de Anatomia Humana “Alfonso Bovero” (MAH), que disponibilizou monitores e peças anatômicas de pulmão e cérebro para demonstração na escola.

 

A atividade extensionista “Ciência em Voga”, coordenado pela Profa. Elisa M. Kawamoto e em colaboração com outros professores e alunos do Departamento de Farmacologia do ICB-USP, promove debates sobre temas atuais e relevantes com estudantes de escolas públicas de diferentes faixas etárias. Em sua última atividade, realizada na ETEC Cepam, a ação contemplou cerca de 120 alunos do Ensino Médio, com o tema escolhido em parceria com a equipe pedagógica da escola: “O uso de substâncias como álcool e cigarro eletrônico na adolescência”, incentivando uma reflexão crítica sobre saúde e bem-estar dos jovens. A ação contou com a parceria do MAH, com o apoio e a coordenação do Sr. Nilson Silva Souza e a participação de monitoras do museu, que integraram as atividades e enriqueceram a experiência dos alunos participantes.

 

Impacto e continuidade – As ações do “Ciência em Voga” têm como premissas a escuta das necessidades das escolas parceiras, a adaptação das atividades ao público-alvo e o fortalecimento do vínculo entre universidade e sociedade. Além disso, o projeto promove a formação cidadã dos próprios universitários envolvidos, ao incentivá-los a atuarem como multiplicadores de conhecimento.

 

A iniciativa está aberta a novas parcerias com escolas públicas ou instituições comunitárias. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail elisamk@usp.br para agendar uma visita de prospecção.

 

Confira abaixo os membros do ICB-USP que participaram da ação:

 

Estudantes de graduação: Giovanna Tresso Custódio, Otávio Souza Gomes, Isabella Gomes Tanan Cerqueira, Carlos Alberto Caetano De Melo e Gabriel Martins De Figueiredo;

 

Pós-graduandos(as): Thays Calista Santiago Pretes, Geovana Rosa Oliveira Dos Santos, Bianca Andrade Rodrigues, Isis Oliveira Menezes, Maylin Hamampa Maquera, Ywa Tavares, Madalena Feca Jamba, Mariana Correia De Oliveira Alvez, Mayara Mendonça De Andrade, Jeferson Rubens Mamona Da Silva, Amanda Consulin Amorim e Rafael C. Lourenço;

 

Monitores do MAH: Gabriela Emi Goia, Maria Izabel dos Santos Machado e Sabrina Barbosa Lima;

 

Coordenador dos monitores do MAH: Nilson Silva Souza;

 

Professora responsável: Elisa Mitiko Kawamoto;

 

Professoras colaboradoras: Soraia Costa, Luciana B. Lopes, Eliana Akamine, Silvana Chiavegatto e Rosana Camarini;

 

Apoio Financeiro:

Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP

Pró-reitoria de Pós-graduação da USP

 

Confira abaixo as imagens da atividade.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01/10/25
Tese do ICB-USP premiada pela CAPES descobre alternativas promissoras para tratar leucemias agudas

Estudo de doutorado avaliou compostos inéditos e o reposicionamento de medicamentos já existentes, com foco nos microtúbulos como alvo terapêutico.


Professor João Agostinho Machado-Neto e doutor Hugo Passos Vicari

As leucemias agudas, doenças agressivas do sangue que ainda apresentam altos índices de resistência e recaída, ganharam novas perspectivas terapêuticas a partir de uma pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP). No estudo de doutorado do biomédico Hugo Passos Vicari foram avaliados tanto compostos inéditos quanto o reposicionamento de fármacos já aprovados para outros tipos de câncer, todos tendo os microtúbulos — estruturas essenciais para a divisão celular — como alvo. Os resultados apontam alternativas promissoras para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.

 

Em agosto, o trabalho foi agraciado com o Prêmio CAPES de Tese 2025, na área de Farmacologia. “Receber o prêmio foi uma grande honra, um reconhecimento importante não só do meu esforço individual, mas também do trabalho coletivo desenvolvido no laboratório. É gratificante ver que a pesquisa que realizamos pode ter impacto e relevância nacionalmente”, afirma Vicari. Para o orientador, a conquista também reforça a importância do grupo: “Esse prêmio mostra a qualidade do trabalho desenvolvido pelo Hugo e também reflete a dedicação de todos os envolvidos no laboratório. É um incentivo que nos motiva a seguir avançando, enfrentando desafios e buscando sempre contribuir com novas alternativas para o tratamento das leucemias”, destaca o professor João Agostinho Machado-Neto, do Departamento de Farmacologia, que orientou a pesquisa.

 

A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas, originado na medula óssea — o tecido responsável pela produção de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. Nessa condição, mutações genéticas induzem a produção excessiva de células imaturas ou defeituosas, que não desempenham suas funções e acabam comprometendo a formação normal das células sanguíneas saudáveis. Na prática, isso significa que o organismo perde a capacidade de se defender contra infecções, transportar oxigênio de forma eficiente e controlar sangramentos.

 

Existem dois grandes grupos: leucemias agudas (que se desenvolvem rapidamente e exigem diagnóstico e tratamento urgentes) e leucemias crônicas (que evoluem de forma mais lenta). Conheça aqui mais sobre as leucemias e seus sintomas. O transplante de medula óssea (saiba como doar) é uma alternativa importante no tratamento das leucemias, mas não está disponível para todos os pacientes e pode trazer riscos significativos. Em especial, pessoas em idade avançada ou com doenças crônicas graves geralmente não são candidatas ao procedimento. Por isso, ampliar as opções de tratamento com novos medicamentos é essencial. “Quanto mais alternativas tivermos, maiores as chances de oferecer terapias eficazes e menos tóxicas”, explica Machado-Neto.

 

Microtúbulos como alvo terapêutico – Os microtúbulos foram escolhidos como foco do estudo por funcionarem como uma espécie de “esqueleto” da célula. “Eles permitem que a célula se mova e se divida. A ideia é interromper esse processo. Ao atacar essa estrutura, conseguimos bloquear a proliferação e induzir a morte celular”, explica Vicari. Para avançar nesse objetivo, a pesquisa explorou diferentes estratégias: a análise de proteínas associadas aos microtúbulos como potenciais alvos terapêuticos, o reposicionamento de fármacos já utilizados em outros tipos de câncer e a síntese de novas moléculas com ação inédita em modelos de leucemia.

 

Em uma das frentes do estudo, o pesquisador analisou a proteína Stathmin 1 (STMN1) — reguladora da dinâmica dos microtúbulos — em amostras de medula óssea de pacientes com leucemia promielocítica aguda, um dos subtipos da Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Os resultados mostraram que a STMN1 apresenta alta expressão em células leucêmicas e está associada à proliferação celular. O silenciamento dessa proteína reduziu a capacidade das células de formar colônias, indicando que ela pode ser explorada tanto como biomarcador quanto como potencial alvo terapêutico. “Atacar a STMN1 é promissor porque essa proteína é encontrada principalmente em células tumorais, o que abre perspectivas de maior seletividade”, ressalta Machado-Neto.

 

Em outra vertente, os pesquisadores avaliaram o reposicionamento do paclitaxel — quimioterápico já usado contra tumores sólidos — para a leucemia promielocítica aguda. Nos testes, o fármaco induziu morte celular inclusive em células resistentes ao tratamento padrão com ácido all-trans retinoico (ATRA), apontando uma alternativa para contornar casos de resistência.

 

Em outra abordagem, os pesquisadores investigaram a eribulina — fármaco já aprovado para o tratamento do câncer de mama, mas ainda inédito em estudos sobre leucemias. O grupo avaliou seus efeitos em um amplo painel de linhagens de leucemia mieloide aguda e leucemia linfoblástica aguda, contemplando diferentes mutações e perfis genéticos.

 

A eribulina mostrou alta toxicidade contra células leucêmicas e baixa toxicidade em células normais, sugerindo uma boa margem de segurança. Além disso, o estudo identificou biomarcadores de resposta ao fármaco (como a expressão de MDR1, PI3K/AKT e NF-κB), que podem orientar futuros ensaios clínicos e a escolha de pacientes com maior chance de resposta.

 

Outro achado importante foi a descoberta de um tratamento combinado, unindo a eribulina a um inibidor chamado elacridar. Essa associação potencializou os efeitos do fármaco e foi capaz de superar mecanismos de resistência, uma das principais barreiras no tratamento de leucemias. “O fato de a eribulina já ser aprovada em humanos é muito relevante. Sua segurança e dosagem já são conhecidas, o que permitiria acelerar ensaios clínicos em leucemias agudas”, explica Machado-Neto.

 

Molécula promissora – A parte mais inovadora do trabalho surgiu a partir da colaboração com o Instituto de Química da Unicamp. O grupo sintetizou um composto inédito da classe dos ciclopenta[β]indóis, denominado C2E1, que nunca havia sido testado em modelos de leucemia. Os resultados foram considerados surpreendentes. O C2E1 apresentou elevada citotoxicidade contra células de leucemia aguda (tanto mieloide quanto linfoide), induzindo apoptose, bloqueio do ciclo celular e redução da capacidade de formar colônias. Além disso, apresentou baixa toxicidade para células normais, reforçando sua seletividade.

 

Outro ponto relevante é que o novo composto parece não apresentar resistência cruzada com outros medicamentos que já atuam em microtúbulos, o que abre caminho para que seja usado em pacientes que não respondem às terapias atuais. “Esse composto pode representar uma alternativa terapêutica promissora, já que se mostrou capaz de eliminar células malignas preservando as saudáveis — característica essencial no desenvolvimento de quimioterápicos”, finaliza Vicari.

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

23/09/25
Receita Federal destina nova doação ao ICB-USP para apoiar pesquisa, ensino e projetos sociais na universidade

Produtos apreendidos ganham novo uso em benefício de diferentes unidades da USP e de instituições públicas.


Representantes da Receita Federal estiveram no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), no último dia 11, para a assinatura do Ato de Destinação de Mercadoria (ADM). O documento oficializou uma nova doação de cerca de R$ 600 mil em produtos apreendidos, que, sob coordenação do ICB, serão repassados a unidades da USP e a instituições públicas, beneficiando diretamente estudantes, pesquisadores e a população atendida por projetos sociais.

 

O encontro reuniu docentes, servidores técnicos e administrativos de diversas unidades da USP que tiveram a oportunidade de dialogar com representantes da Receita sobre suas necessidades. Essa troca de informações foi considerada estratégica para direcionar as futuras destinações de forma ainda mais alinhada às prioridades da universidade.

 

Para o diretor do ICB-USP, professor Carlos Taborda, o efeito das doações vai além dos muros da universidade. “Os materiais apreendidos pela Receita Federal destinados à USP retornam à população por meio do serviço público. Eles são aplicados tanto na educação e no aprendizado quanto em projetos sociais”, afirmou.

 

O superintendente da Receita Federal em São Paulo, Dr. André Luiz Martins, ressaltou que iniciativas como essa ajudam a transformar a percepção da sociedade sobre o órgão. “Ao mesmo tempo em que realizamos a destinação dos bens, conseguimos dar a eles um valor social e ambiental. Com o conhecimento da academia, itens que seriam descartados passam a ter nova utilidade, beneficiando estudantes e a população”, afirmou.

 

Para a Receita Federal, a universidade é uma parceira estratégica na busca por soluções criativas e sustentáveis. “Nosso trabalho é dar o melhor destino às mercadorias apreendidas, e a universidade cumpre um papel essencial ao transformá-las em recursos de alto valor social”, afirmou o analista tributário Luís Fernando Simonetti, lembrando o exemplo de aparelhos de TV Box que foram reaproveitados e convertidos em computadores para escolas.

 

Segundo Andréa Queiroz, do setor financeiro do ICB-USP, o grande diferencial da parceria foi garantir um fluxo contínuo de materiais para a universidade, reduzindo gastos e permitindo ampliar investimentos em pesquisa. Ela relembra que tudo começou em 2011: “Em conversa com o Prof. Rui Curi, então diretor do Instituto, descobri que a Receita Federal fazia doações para instituições públicas. Fiz os contatos, preparei a documentação e o ICB passou a centralizar esse processo. A Receita doava em nome do Instituto, e nós destinávamos para as outras unidades da USP”.

 

Queiroz destacou ainda que, ao longo dos anos, o ICB se consolidou como referência dentro da USP na intermediação com a Receita Federal. “No início, era uma novidade para muitos. Hoje, quando um diretor de unidade precisa de apoio, já sabe que pode contar com o ICB. Isso mostra que a parceria amadureceu e passou a fazer parte da rotina da universidade”, afirmou.

 

Tecnologia, saúde e solidariedade

 

Desde o início da parceria, a Receita Federal já destinou à USP, por intermédio do ICB, o equivalente a cerca de R$ 13 milhões em uma ampla variedade de materiais. Entre as doações, destacam-se impressoras 3D, utilizadas tanto na produção de placas táteis para apoiar o ensino de biologia a pessoas com deficiência visual quanto na fabricação de face shields distribuídas a hospitais durante a pandemia. Tablets também foram encaminhados ao Museu de Anatomia Humana “Alfonso Bovero”, ampliando para estudantes da rede pública o acesso a recursos digitais de aprendizado.

 

Outros itens tiveram impacto direto em diferentes áreas da universidade e da sociedade. Lotes de cabelos, por exemplo, serviram a pesquisas sobre produtos capilares na Faculdade de Ciências Farmacêuticas e também à confecção de perucas doadas ao GRAACC, em benefício de pacientes com câncer. Pinos para implantes dentários reforçaram atividades na Faculdade de Odontologia. Já óleos essenciais apreendidos foram aproveitados na produção de sabonetes distribuídos em ações sociais coordenadas pelo Padre Júlio Lancellotti, levando dignidade e cuidado a pessoas em situação de rua.

 

No evento que formalizou a nova doação, estiveram presentes representantes de diferentes unidades da USP e de órgãos públicos, evidenciando o caráter coletivo e abrangente da iniciativa. Do ICB-USP, participaram a vice-diretora, professora Marinilce Fagundes dos Santos, e o professor Fábio Siviero. Da Faculdade de Odontologia, esteve presente o professor Marcos Venturini; da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, o diretor Joilson de Oliveira Martins, acompanhado dos servidores Edgar Machado e Cleonice Estrela Cabral Gonçalves; e da Faculdade de Medicina e Hospital das Clínicas, o professor Wu Tu Hsing. O Hospital Universitário da USP foi representado por seu superintendente, professor José Pinhata.

 

Também marcaram presença o Dr. Tom Blumer e o Dr. João, do GARRA da Polícia Civil; o supervisor de segurança da USP Marcio Henrique da Silva; o assistente de segurança da USP Juarez Antonio Neco da Silva; além de Adayana Melo e Valdeque Melo, da SP Águas.

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

 

 

 

 

 

 

20/09/25
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