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“Saúde das Meninas”: projeto do ICB-USP leva discussão sobre saúde feminina à escola pública de São Paulo

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto do Prof. Tiago Januário da Costa, o qual relata a primeira edição da AEX “Saúde das Meninas”, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:


Atividade extensionista reuniu cerca de 200 estudantes do Ensino Médio e

abordou temas como menstruação, autocuidado e políticas públicas voltadas às mulheres.

 

O Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou a primeira edição da atividade extensionista curricular (AEX) “Saúde das Meninas”. O projeto é coordenado pelos professores Tiago Januário da Costa e Eliana Hiromi Akamine, do Departamento de Farmacologia.

 

A ação reuniu cerca de 200 estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Comendador Mario Reys, localizada na Zona Leste da capital paulista, em duas etapas realizadas nos dias 29 de agosto e 12 de setembro. A atividade promoveu discussões sobre conceitos básicos de menstruação, saúde feminina e políticas públicas voltadas à mulher, buscando desmistificar tabus e incentivar o diálogo aberto sobre o tema.

 

O projeto contou com o apoio da plataforma USP.comvc, que permite que as escolas se cadastrem para participar das atividades. Devido ao sucesso da iniciativa, a AEX “Saúde das Meninas” será também oferecida em 2026, em uma nova edição, que estará aberta à participação de novos estudantes e voluntários.

 

Confira abaixo os membros do ICB-USP que participaram da ação:

Coordenação: Prof. Tiago Januario da Costa e Profa. Eliana Hiromi Akamine;

Pós-graduação: Gabriel Hilario da Silva;

Pós-doutorandos: Jean Carlos Lipreri e Paula Rodrigues de Barros;

Alunos de graduação: Andressa de Castro Santos, Clara Souza Neres, Gabriela Cunha Dutra, Gabriela Yuri Yamaji, Isabella Elisa Lima Adriano, Isabella Reggiani Ribeiro, Isabella Teobaldo Ramos, Isadora Capella de Oliveira, João Victor Catoia Belmiro, Maria Clara Teles de Queiroz, Mariah Werner, Mariana Mayumi Teramoto, Thallita da Silva Dominato Quirino e Viviane Evilly de Matos Gomes.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

11/11/25
USP realiza cerimônia de posse da nova diretoria do ICB para gestão 2025–2029

Evento na Reitoria marcou o início da gestão do professor Carlos Peleschi Taborda e da professora Marinilce Fagundes dos Santos à frente do Instituto de Ciências Biomédicas.


A cerimônia de posse da nova diretoria do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foi realizada na noite desta quinta-feira (06/11), na sala do Conselho Universitário, na Reitoria da USP. O professor Carlos Peleschi Taborda e a professora Marinilce Fagundes dos Santos assumiram, respectivamente, os cargos de diretor e vice-diretora da unidade, para o mandato de 2025 a 2029.

 

A mesa solene foi composta pelo reitor da USP, professor Carlos Gilberto Carlotti Júnior, pela vice-reitora, professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, e pela secretária-geral da universidade, professora Marina Gallottini. Também estiveram presentes diretores de outras unidades da USP, ex-diretores do ICB-USP e representantes da comunidade acadêmica.

 

Após a execução do Hino Nacional pela Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP) e pelo Coral da Universidade de São Paulo (CORALUSP), foram lidos e assinados os termos de compromisso e posse dos novos dirigentes. O ato foi formalizado pela professora Marina Gallottini.

 

Em seu discurso, o novo diretor afirmou ser “com imensa honra e senso de profunda responsabilidade” que assume a direção do instituto. Ele ressaltou a trajetória de 56 anos do ICB-USP, “símbolo de excelência científica, inovação e compromisso com a formação de profissionais das ciências biomédicas, biológicas e da saúde”.

 

Taborda destacou que a nova gestão buscará promover uma administração voltada ao capital humano, ao fortalecimento das parcerias nacionais e internacionais e à sustentabilidade ambiental. Segundo ele, “a responsabilidade social do ICB-USP exige de nós não apenas o avanço do conhecimento e a educação de excelência, mas também a democratização do saber, a transparência e a ética em cada etapa da produção científica”.

 

O diretor também lembrou conquistas institucionais, como o papel do ICB-USP na resposta à pandemia de Covid-19, o alto desempenho dos programas de pós-graduação e a criação de cursos inovadores em parceria com outras unidades e empresas. Entre as prioridades para os próximos anos, mencionou a modernização dos currículos, o fortalecimento das ações de extensão e a promoção da inclusão e pertencimento na comunidade acadêmica.

 

O professor Taborda fez agradecimentos especiais à ex-diretora professora Patrícia Gama, que acompanhou a cerimônia de forma remota. “Ao longo desses quatro anos, meu respeito e admiração pelo seu trabalho e pela sua pessoa apenas aumentaram”, afirmou. Ele também dirigiu palavras de gratidão à família, aos colegas, servidores e estudantes do ICB-USP, reforçando o compromisso de conduzir uma gestão participativa e transparente.

 

Encerrando a cerimônia, o reitor parabenizou os empossados e destacou o papel estratégico do ICB na USP. “O Instituto de Ciências Biomédicas é uma das unidades mais importantes da nossa universidade. Sua produção científica, sua formação de alunos e sua captação de recursos são notáveis”, afirmou.

 

Carlotti também elogiou o trabalho da professora Patrícia Gama e desejou sucesso à nova gestão: “Tenho certeza de que vocês dois farão uma administração de excelência, comprometida com a pesquisa, a formação de recursos humanos e a extensão universitária. Vida longa ao ICB!”.

 

A cerimônia foi encerrada com um coquetel no hall de entrada da Reitoria, onde os novos dirigentes receberam os cumprimentos da comunidade acadêmica e convidados.

 

Assista a gravação da cerimônia aqui.

Confira aqui a galeria de fotos da posse. (Créditos das fotos: Marilene Guimarães)

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

07/11/25
ICB-USP conquista sete prêmios no Congresso Brasileiro de Microbiologia

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Profa. Rita de Cássia Café Ferreira e da aluna Bruna Rodrigues Correa, o qual relata a conquista de sete prêmios pelos alunos do ICB-USP no 33º CBM, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por elas, devido à sua qualidade informativa*:


Participação em ensino, comunicação científica e extensão universitária reforçam a formação acadêmica e compromisso social do Instituto.

 

Alunos do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) foram destaque no 33º Congresso Brasileiro de Microbiologia (CBM), realizado entre os dias 25 e 28 de outubro em Aracaju (SE). Ao todo, estudantes de graduação e pós-graduação apresentaram 12 trabalhos na área de ensino, comunicação científica e extensão universitária, conquistando sete premiações. 

 

Destaca-se o Flash Talks – Journals Poster Prize, premiação dada pela FEMS Microbiology Letters para o melhor Poster em Microbiologia.  Entre as premiações da área de ensino e extensão estão: Melhor Pôster em Educação em Microbiologia; Melhor Pôster em Comunicação; Menções honrosas em pôsteres de Educação em Microbiologia e Comunicação e Melhor apresentação Oral de Extensão (ver os trabalhos premiados com respectivos autores listados abaixo).

 

Além disso, foram apresentados pôsteres vinculados ao Projeto #Adote, incluindo os jogos educacionais Trepowar e Memorianismo, apresentados pelas graduandas Beatriz Rodrigues Seiler e Helena Cristina de Albuquerque Correa. Os jogos são voltados ao ensino de microbiologia por metodologias ativas. Também teve destaque o pôster do pós-graduando Victor Samuel Hasten Reiter, que apresentou uma paródia artística da música “Don´t Stop Me Now”, da banda Queen, para fins educativos, reforçando a integração entre educação, criatividade e divulgação científica. 

 

Outro trabalho selecionado para apresentação oral foi sobre engajamento estudantil com os temas vacinas no período pós-pandêmico, da doutoranda Lara Nardi Baroni. Essas ações evidenciam o papel transformador da universidade na sociedade, aproximando o conhecimento científico das escolas e comunidades e contribuindo para uma cultura de saúde, prevenção e combate à desinformação.

 

A coordenadora do Projeto #Adote, Rita Café Ferreira, elogiou a qualidade científica dos 54 trabalhos relacionados ao ensino e extensão do congresso e enfatizou a importância da participação estudantil em eventos nacionais e internacionais, ressaltando o impacto positivo na formação acadêmica, no engajamento institucional e na troca de experiências entre diferentes centros e universidades. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), Luís Henrique Souza Guimarães, da FFCLRP-USP, o CBM “é um grande momento de crescimento para a microbiologia brasileira”.

 

O ICB-USP agradece o apoio das agências de fomento CAPES, CNPq, FAPESP, do CEPID B3, e a da CCEX/ICB-USP, fundamentais para viabilizar a participação dos estudantes e fortalecer iniciativas de ensino e extensão.

 

Prêmios recebidos pela equipe do Projeto #Adote no 33º CBM – Aracaju

Apresentação Oral:

Melhor Trabalho Oral Flash Talks – Journals Poster Prize, premiação dada pela FEMS Microbiology Letters. Conecta#Adote: Artificial Intelligence and Virtual Repository for Innovative Microbiology Education.  Premiados: Daffiny Sumam de Oliveira, Bruna Rodrigues Corrêa, Rita de Cássia Café Ferreira e Ana Carolina Ramos Moreno.

 

Melhor Trabalho Oral – Área de Extensão em Ensino com o trabalho Extensão Universitária em Microbiologia: Engajamento Acadêmico e Contribuição Social. Premiados: Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Lara Nardi Baroni, Nicole Gonçalves Picinin, Camila Caldas Martins Correia, Gustavo de Oliveira Fenner, Fabio Moura Cavalcante, Ana Paula Barbosa, Ana Carolina Ramos Moreno, Letícia Serafim da Costa e Rita C. Café Ferreira.

 

Menção Honrosa Trabalho Oral – Área de ensino em Microbiologia. Premiados: Daffiny Sumam de Oliveira, Bruna Rodrigues Corrêa, Rita de Cássia Café Ferreira e Ana Carolina Ramos Moreno.

 

Apresentação Poster:

Best Microbiology Science Education Poster 2025: Carolina Diorio Nastaro, Bruna Rodrigues Corrêa, Giovana Tarantini, Sandro Roberto Marana, Rita de Cássia Café Ferreira, com o trabalho Analysis of Content Integration through Semantic Networks: A Study on Bacillus within the #Adopt Project.

 

Best Microbiology Science Comunication Poster: Bruna Rodrigues Corrêa, Matheus Gallardo de Souza Inoue, Raphaela Machado de Campos Lopes, Rafaela Augusto Maia, Livia Andressa La Pastina, Gabriel Coelho, Carolina Diorio Nastaro e Rita de Cássia Café Ferreira com o trabalho Todos contra a Dengue.

 

Menção Honrosa – Education Poster com o trabalho Investigation quorum sensing at Real Lab Day: an active teaching-learning methodology to consolidate knowledge in Microbiology. Camila Caldas Martins Correia, Raquel Sousa Freire, Fabio Moura Cavalcante, José Gregório Cabrera Gomez, José Freire da Silva Neto e Rita de Cássia Café Ferreira.

 

Menção Honrosa – Comunication Poster com o trabalho Microclima: um jogo educativo sobre mudanças climáticas e resistência bacteriana. Pedro Lucas Batalha Marcelino, Lucio Holanda Gondim de Freitas Júnior, Karla Tereza Silva Ribeiro e Rita de Cassia Café Ferreira.

  

Equipe do Projeto #Adote

Coordenadora do Projeto #Adote: Rita de Cássia Café Ferreira, docente do Departamento de Microbiologia, pesquisadora associada do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3) e presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB-USP;

 

Vice-coordenadora: Ana Carolina Ramos Moreno, pesquisadora do ICB-USP e do Instituto Butantã;

 

Alunos de Graduação do curso de Ciências Biomédicas do ICB-USP: Bruna Rodrigues Corrêa e Carolina Diorio Nastaro;

 

Alunos de pós-graduação do Departamento de Microbiologia do ICB-USP: Camila Caldas Martins Correia, Daffiny Sumam de Oliveira, Lara Nardi Baroni e Pedro Lucas Batalha Marcelino.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

07/11/25
ICB-USP acompanha há três anos o desenvolvimento em microbiologia de alunos de ensino fundamental da rede pública 

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade do “Projeto #Adote” realizada na EMEF “Wanny Salgado Rocha”, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Com atividades práticas e interativas, ação fortalece o interesse pela ciência e aproxima a universidade da realidade escolar.

 

No dia 26 de setembro, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) realizou mais uma edição do Projeto #Adote na Escola Municipal de Ensino Fundamental “Wanny Salgado Rocha”, localizada na zona leste da capital paulista. A iniciativa, que está em seu terceiro ano, envolveu 350 estudantes do 6º ao 9º ano, e contou com a participação de oito mediadores vinculados à graduação e à pós-graduação.

 

Diferente de ações pontuais, o Projeto #Adote aposta em um modelo de acompanhamento contínuo, no qual os alunos têm contato com atividades científicas ao longo de vários anos. Desde 2023, mais de 1200 estudantes já participaram das oficinas de microbiologia realizadas pela equipe do ICB-USP, sempre em formato prático, lúdico e interativo.

 

A programação mais recente incluiu três atividades principais: um “bio-bingo” sobre vacinas, uma introdução ao funcionamento de laboratórios e um jogo sobre ecologia e microbiologia básica. “Nosso objetivo é tornar a ciência acessível e mostrar que ela faz parte do cotidiano de todos”, explica a professora Rita de Cássia Café Ferreira, coordenadora do projeto. Segundo ela, o formato do projeto permite acompanhar o impacto no aprendizado e estimular vocações científicas ao longo do tempo.

 

O Projeto #Adote é uma das frentes de extensão do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), um centro de excelência financiado pela FAPESP, que atua na pesquisa de ponta em microbiologia. Além de aproximar a universidade da escola pública, a iniciativa também contribui para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, que assumem o papel de mediadores entre ciência e comunidade.

 

Para os professores da escola, a presença contínua da USP representa uma oportunidade rara de integração entre educação básica e ensino superior. Já para a universidade, é a chance de colocar em prática o compromisso social e ampliar o alcance da ciência. “Mais do que ensinar microbiologia, criamos uma ponte duradoura entre a universidade e a sociedade”, afirma a docente do ICB.

 

Confira aqui a galeria de fotos e o depoimento dos alunos.

 

Equipe do Projeto #Adote:

  • Coordenação: Rita de Cássia Café Ferreira

 

  • Mediação:

Bruna Rodrigues Corrêa – graduação 

Carolina Diorio Nastaro – graduação 

Giovana Tarantini – mestrado 

Camila Caldas Martins Correia – mestrado 

Pedro Lucas Batalha Marcelino – mestrado 

Nicole Gonçalves Picinin – doutorado 

Lara Nardi Baroni – doutorado 

Jessica Pires Farias – pós-doutorado

 

  • Coordenação da EMEF “Wanny Salgado Rocha”:

Brígida Ana Carvalho Maia Brito –  coordenadora pedagógica

Flávia Cardoso dos Santos – coordenadora pedagógica

Denise Perdigão Venâncio – assistente de direção

Fganer Guardiano Cardoso – assistente de direção

Maria Sueli Santos Silva – diretora

 

  • Professores de Ciências da EMEF “Wanny Salgado Rocha”:

Ariane Fujita Mayumi

Isabelle Camargo Brindo da Cruz

Maria de Fátima Tavares

 

 

Bianca Bosso | Jornalista Especializada em Ciências – CEPID B3

Bruna Rodrigues Corrêa I Graduanda do Curso de Ciências Biomédicas – ICB-USP

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

 

 

23/10/25
ICB-USP e Projeto #Adote ofereceram atividades em edição especial do programa “USP e as Profissões”

Após o NUCOM-ICB ter recebido e revisado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata a participação do “Projeto #Adote” na atividade “Um dia na USP”, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Visitantes do Ensino Médio conheceram o Instituto de Ciências Biomédicas, o curso de Biomedicina e o “Projeto #Adote: uma Bactéria, Vírus ou Fungos”.

 

O “Projeto #Adote”, filiado ao Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), se uniu à equipe do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) para participar de uma edição especial do programa “USP e as Profissões”, denominada “Um dia na USP”, realizada no dia 13 de setembro.

 

Com ações presenciais no Instituto, a iniciativa ofereceu atividades interativas para estudantes do Ensino Médio e buscou aproximar o público da vivência universitária. O programa também contou com uma etapa virtual, realizada entre os dias 1 e 3 de outubro.

 

Durante o evento, os alunos participaram de um tour em diversos laboratórios do ICB II, onde puderam aprender sobre a rotina de pesquisa em estudos sobre vírus, fungos e bactérias. A visita também contou com atividades práticas, como pipetagem de amostras, e com a apresentação de conceitos básicos sobre a área, como a cultura de microrganismos e a importância das vacinas.

 

Além da imersão no ambiente de pesquisa, os visitantes também tiveram a oportunidade de conversar com professores e estudantes sobre o processo de ingresso na Universidade, além de esclarecer dúvidas sobre o curso de Ciências Biomedicas e os diferenciais da formação acadêmica. Neste momento, os estudantes foram apresentados a uma das frentes de extensão vinculada ao ICB-USP: o “Projeto #Adote”, que leva conhecimentos sobre microbiologia de forma lúdica para alunos do Ensino Fundamental à graduação.

 

“Como ex-aluna de graduação em Ciências Biomédicas pelo ICB-USP e, atualmente, mestranda pelo mesmo Instituto, participar da “Feira USP e as Profissões” como monitora foi uma experiência muito gratificante”, relata Camila Caldas Martins Correia, aluna de mestrado do Instituto. “Compartilhar minha trajetória com estudantes que, hoje, vivem o mesmo momento de sonhos e incertezas que, um dia, também vivenciei reforçou ainda mais o potencial desse contato em inspirar e transformar vidas”, acrescenta.

 

A ação integra o projeto “Um Dia na USP”, que faz parte do programa “USP e as Profissões” e é promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU). Ao todo, 40 unidades de ensino e pesquisa abriram suas portas para receber os visitantes e as atividades virtuais que também foram oferecidas. A proposta é ampliar o alcance do programa, ajudando os vestibulandos a conhecer de perto a realidade universitária e a fazer escolhas mais seguras sobre sua trajetória acadêmica.

 

Confira a galeria de fotos aqui.

 

Equipe do Projeto #Adote:

  • Professora Rita de Cássia Café Ferreira
    • Bruna Rodrigues Corrêa
    • Carolina Diorio Nastaro
    • Helena Christina de Albuquerque Corrêa
    • Beatriz Rodrigues Seiler
    • Camila Caldas Martins Correia
    • Lara Nardi Baroni
    • Giovana Tarantini
    • Pedro Lucas Batalha Marcelino
    • Vitória Mariano Santos
    • Nicole Gonçalves Picinin
  • Professor Jansen Araújo
    • Gustavo de Oliveira Fenner
    • Fernanda Vizu
  • Professora Kelly Ishida
    • Letícia Serafim
    • Andrieli Bacega
  • Professor Carlos Taborda
    • Gabriel Davi Marena
    • Diego Ramos de Moura

 

Bianca Bosso e Bruna Rodrigues Corrêa | Comunicação CEPID B3

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

08/10/25
“Ciência em Voga”: ICB-USP promove educação em saúde na ETEC Cepam

Após o NUCOM-ICB ter recebido o texto abaixo da Profa. Elisa M. Kawamoto, do Departamento de Farmacologia, o qual relata a atividade de extensão realizada na ETEC Cepam, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:


Alunos da graduação e pós-graduação do ICB-USP e monitores do MAH realizaram atividades interativas para adolescentes em São Paulo.

 

Com o objetivo de aproximar o conhecimento científico da comunidade e promover educação em saúde de forma acessível, o projeto de extensão universitária “Ciência em Voga”, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), realizou no dia 19 de setembro, uma atividade na ETEC Cepam, localizada no campus da USP capital. A ação contou com a participação do Museu de Anatomia Humana “Alfonso Bovero” (MAH), que disponibilizou monitores e peças anatômicas de pulmão e cérebro para demonstração na escola.

 

A atividade extensionista “Ciência em Voga”, coordenado pela Profa. Elisa M. Kawamoto e em colaboração com outros professores e alunos do Departamento de Farmacologia do ICB-USP, promove debates sobre temas atuais e relevantes com estudantes de escolas públicas de diferentes faixas etárias. Em sua última atividade, realizada na ETEC Cepam, a ação contemplou cerca de 120 alunos do Ensino Médio, com o tema escolhido em parceria com a equipe pedagógica da escola: “O uso de substâncias como álcool e cigarro eletrônico na adolescência”, incentivando uma reflexão crítica sobre saúde e bem-estar dos jovens. A ação contou com a parceria do MAH, com o apoio e a coordenação do Sr. Nilson Silva Souza e a participação de monitoras do museu, que integraram as atividades e enriqueceram a experiência dos alunos participantes.

 

Impacto e continuidade – As ações do “Ciência em Voga” têm como premissas a escuta das necessidades das escolas parceiras, a adaptação das atividades ao público-alvo e o fortalecimento do vínculo entre universidade e sociedade. Além disso, o projeto promove a formação cidadã dos próprios universitários envolvidos, ao incentivá-los a atuarem como multiplicadores de conhecimento.

 

A iniciativa está aberta a novas parcerias com escolas públicas ou instituições comunitárias. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail elisamk@usp.br para agendar uma visita de prospecção.

 

Confira abaixo os membros do ICB-USP que participaram da ação:

 

Estudantes de graduação: Giovanna Tresso Custódio, Otávio Souza Gomes, Isabella Gomes Tanan Cerqueira, Carlos Alberto Caetano De Melo e Gabriel Martins De Figueiredo;

 

Pós-graduandos(as): Thays Calista Santiago Pretes, Geovana Rosa Oliveira Dos Santos, Bianca Andrade Rodrigues, Isis Oliveira Menezes, Maylin Hamampa Maquera, Ywa Tavares, Madalena Feca Jamba, Mariana Correia De Oliveira Alvez, Mayara Mendonça De Andrade, Jeferson Rubens Mamona Da Silva, Amanda Consulin Amorim e Rafael C. Lourenço;

 

Monitores do MAH: Gabriela Emi Goia, Maria Izabel dos Santos Machado e Sabrina Barbosa Lima;

 

Coordenador dos monitores do MAH: Nilson Silva Souza;

 

Professora responsável: Elisa Mitiko Kawamoto;

 

Professoras colaboradoras: Soraia Costa, Luciana B. Lopes, Eliana Akamine, Silvana Chiavegatto e Rosana Camarini;

 

Apoio Financeiro:

Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP

Pró-reitoria de Pós-graduação da USP

 

Confira abaixo as imagens da atividade.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

 

 

 

 

 

 

 

01/10/25
Tese do ICB-USP premiada pela CAPES descobre alternativas promissoras para tratar leucemias agudas

Estudo de doutorado avaliou compostos inéditos e o reposicionamento de medicamentos já existentes, com foco nos microtúbulos como alvo terapêutico.


Professor João Agostinho Machado-Neto e doutor Hugo Passos Vicari

As leucemias agudas, doenças agressivas do sangue que ainda apresentam altos índices de resistência e recaída, ganharam novas perspectivas terapêuticas a partir de uma pesquisa do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP). No estudo de doutorado do biomédico Hugo Passos Vicari foram avaliados tanto compostos inéditos quanto o reposicionamento de fármacos já aprovados para outros tipos de câncer, todos tendo os microtúbulos — estruturas essenciais para a divisão celular — como alvo. Os resultados apontam alternativas promissoras para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.

 

Em agosto, o trabalho foi agraciado com o Prêmio CAPES de Tese 2025, na área de Farmacologia. “Receber o prêmio foi uma grande honra, um reconhecimento importante não só do meu esforço individual, mas também do trabalho coletivo desenvolvido no laboratório. É gratificante ver que a pesquisa que realizamos pode ter impacto e relevância nacionalmente”, afirma Vicari. Para o orientador, a conquista também reforça a importância do grupo: “Esse prêmio mostra a qualidade do trabalho desenvolvido pelo Hugo e também reflete a dedicação de todos os envolvidos no laboratório. É um incentivo que nos motiva a seguir avançando, enfrentando desafios e buscando sempre contribuir com novas alternativas para o tratamento das leucemias”, destaca o professor João Agostinho Machado-Neto, do Departamento de Farmacologia, que orientou a pesquisa.

 

A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas, originado na medula óssea — o tecido responsável pela produção de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. Nessa condição, mutações genéticas induzem a produção excessiva de células imaturas ou defeituosas, que não desempenham suas funções e acabam comprometendo a formação normal das células sanguíneas saudáveis. Na prática, isso significa que o organismo perde a capacidade de se defender contra infecções, transportar oxigênio de forma eficiente e controlar sangramentos.

 

Existem dois grandes grupos: leucemias agudas (que se desenvolvem rapidamente e exigem diagnóstico e tratamento urgentes) e leucemias crônicas (que evoluem de forma mais lenta). Conheça aqui mais sobre as leucemias e seus sintomas. O transplante de medula óssea (saiba como doar) é uma alternativa importante no tratamento das leucemias, mas não está disponível para todos os pacientes e pode trazer riscos significativos. Em especial, pessoas em idade avançada ou com doenças crônicas graves geralmente não são candidatas ao procedimento. Por isso, ampliar as opções de tratamento com novos medicamentos é essencial. “Quanto mais alternativas tivermos, maiores as chances de oferecer terapias eficazes e menos tóxicas”, explica Machado-Neto.

 

Microtúbulos como alvo terapêutico – Os microtúbulos foram escolhidos como foco do estudo por funcionarem como uma espécie de “esqueleto” da célula. “Eles permitem que a célula se mova e se divida. A ideia é interromper esse processo. Ao atacar essa estrutura, conseguimos bloquear a proliferação e induzir a morte celular”, explica Vicari. Para avançar nesse objetivo, a pesquisa explorou diferentes estratégias: a análise de proteínas associadas aos microtúbulos como potenciais alvos terapêuticos, o reposicionamento de fármacos já utilizados em outros tipos de câncer e a síntese de novas moléculas com ação inédita em modelos de leucemia.

 

Em uma das frentes do estudo, o pesquisador analisou a proteína Stathmin 1 (STMN1) — reguladora da dinâmica dos microtúbulos — em amostras de medula óssea de pacientes com leucemia promielocítica aguda, um dos subtipos da Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Os resultados mostraram que a STMN1 apresenta alta expressão em células leucêmicas e está associada à proliferação celular. O silenciamento dessa proteína reduziu a capacidade das células de formar colônias, indicando que ela pode ser explorada tanto como biomarcador quanto como potencial alvo terapêutico. “Atacar a STMN1 é promissor porque essa proteína é encontrada principalmente em células tumorais, o que abre perspectivas de maior seletividade”, ressalta Machado-Neto.

 

Em outra vertente, os pesquisadores avaliaram o reposicionamento do paclitaxel — quimioterápico já usado contra tumores sólidos — para a leucemia promielocítica aguda. Nos testes, o fármaco induziu morte celular inclusive em células resistentes ao tratamento padrão com ácido all-trans retinoico (ATRA), apontando uma alternativa para contornar casos de resistência.

 

Em outra abordagem, os pesquisadores investigaram a eribulina — fármaco já aprovado para o tratamento do câncer de mama, mas ainda inédito em estudos sobre leucemias. O grupo avaliou seus efeitos em um amplo painel de linhagens de leucemia mieloide aguda e leucemia linfoblástica aguda, contemplando diferentes mutações e perfis genéticos.

 

A eribulina mostrou alta toxicidade contra células leucêmicas e baixa toxicidade em células normais, sugerindo uma boa margem de segurança. Além disso, o estudo identificou biomarcadores de resposta ao fármaco (como a expressão de MDR1, PI3K/AKT e NF-κB), que podem orientar futuros ensaios clínicos e a escolha de pacientes com maior chance de resposta.

 

Outro achado importante foi a descoberta de um tratamento combinado, unindo a eribulina a um inibidor chamado elacridar. Essa associação potencializou os efeitos do fármaco e foi capaz de superar mecanismos de resistência, uma das principais barreiras no tratamento de leucemias. “O fato de a eribulina já ser aprovada em humanos é muito relevante. Sua segurança e dosagem já são conhecidas, o que permitiria acelerar ensaios clínicos em leucemias agudas”, explica Machado-Neto.

 

Molécula promissora – A parte mais inovadora do trabalho surgiu a partir da colaboração com o Instituto de Química da Unicamp. O grupo sintetizou um composto inédito da classe dos ciclopenta[β]indóis, denominado C2E1, que nunca havia sido testado em modelos de leucemia. Os resultados foram considerados surpreendentes. O C2E1 apresentou elevada citotoxicidade contra células de leucemia aguda (tanto mieloide quanto linfoide), induzindo apoptose, bloqueio do ciclo celular e redução da capacidade de formar colônias. Além disso, apresentou baixa toxicidade para células normais, reforçando sua seletividade.

 

Outro ponto relevante é que o novo composto parece não apresentar resistência cruzada com outros medicamentos que já atuam em microtúbulos, o que abre caminho para que seja usado em pacientes que não respondem às terapias atuais. “Esse composto pode representar uma alternativa terapêutica promissora, já que se mostrou capaz de eliminar células malignas preservando as saudáveis — característica essencial no desenvolvimento de quimioterápicos”, finaliza Vicari.

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

23/09/25
Receita Federal destina nova doação ao ICB-USP para apoiar pesquisa, ensino e projetos sociais na universidade

Produtos apreendidos ganham novo uso em benefício de diferentes unidades da USP e de instituições públicas.


Representantes da Receita Federal estiveram no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), no último dia 11, para a assinatura do Ato de Destinação de Mercadoria (ADM). O documento oficializou uma nova doação de cerca de R$ 600 mil em produtos apreendidos, que, sob coordenação do ICB, serão repassados a unidades da USP e a instituições públicas, beneficiando diretamente estudantes, pesquisadores e a população atendida por projetos sociais.

 

O encontro reuniu docentes, servidores técnicos e administrativos de diversas unidades da USP que tiveram a oportunidade de dialogar com representantes da Receita sobre suas necessidades. Essa troca de informações foi considerada estratégica para direcionar as futuras destinações de forma ainda mais alinhada às prioridades da universidade.

 

Para o diretor do ICB-USP, professor Carlos Taborda, o efeito das doações vai além dos muros da universidade. “Os materiais apreendidos pela Receita Federal destinados à USP retornam à população por meio do serviço público. Eles são aplicados tanto na educação e no aprendizado quanto em projetos sociais”, afirmou.

 

O superintendente da Receita Federal em São Paulo, Dr. André Luiz Martins, ressaltou que iniciativas como essa ajudam a transformar a percepção da sociedade sobre o órgão. “Ao mesmo tempo em que realizamos a destinação dos bens, conseguimos dar a eles um valor social e ambiental. Com o conhecimento da academia, itens que seriam descartados passam a ter nova utilidade, beneficiando estudantes e a população”, afirmou.

 

Para a Receita Federal, a universidade é uma parceira estratégica na busca por soluções criativas e sustentáveis. “Nosso trabalho é dar o melhor destino às mercadorias apreendidas, e a universidade cumpre um papel essencial ao transformá-las em recursos de alto valor social”, afirmou o analista tributário Luís Fernando Simonetti, lembrando o exemplo de aparelhos de TV Box que foram reaproveitados e convertidos em computadores para escolas.

 

Segundo Andréa Queiroz, do setor financeiro do ICB-USP, o grande diferencial da parceria foi garantir um fluxo contínuo de materiais para a universidade, reduzindo gastos e permitindo ampliar investimentos em pesquisa. Ela relembra que tudo começou em 2011: “Em conversa com o Prof. Rui Curi, então diretor do Instituto, descobri que a Receita Federal fazia doações para instituições públicas. Fiz os contatos, preparei a documentação e o ICB passou a centralizar esse processo. A Receita doava em nome do Instituto, e nós destinávamos para as outras unidades da USP”.

 

Queiroz destacou ainda que, ao longo dos anos, o ICB se consolidou como referência dentro da USP na intermediação com a Receita Federal. “No início, era uma novidade para muitos. Hoje, quando um diretor de unidade precisa de apoio, já sabe que pode contar com o ICB. Isso mostra que a parceria amadureceu e passou a fazer parte da rotina da universidade”, afirmou.

 

Tecnologia, saúde e solidariedade

 

Desde o início da parceria, a Receita Federal já destinou à USP, por intermédio do ICB, o equivalente a cerca de R$ 13 milhões em uma ampla variedade de materiais. Entre as doações, destacam-se impressoras 3D, utilizadas tanto na produção de placas táteis para apoiar o ensino de biologia a pessoas com deficiência visual quanto na fabricação de face shields distribuídas a hospitais durante a pandemia. Tablets também foram encaminhados ao Museu de Anatomia Humana “Alfonso Bovero”, ampliando para estudantes da rede pública o acesso a recursos digitais de aprendizado.

 

Outros itens tiveram impacto direto em diferentes áreas da universidade e da sociedade. Lotes de cabelos, por exemplo, serviram a pesquisas sobre produtos capilares na Faculdade de Ciências Farmacêuticas e também à confecção de perucas doadas ao GRAACC, em benefício de pacientes com câncer. Pinos para implantes dentários reforçaram atividades na Faculdade de Odontologia. Já óleos essenciais apreendidos foram aproveitados na produção de sabonetes distribuídos em ações sociais coordenadas pelo Padre Júlio Lancellotti, levando dignidade e cuidado a pessoas em situação de rua.

 

No evento que formalizou a nova doação, estiveram presentes representantes de diferentes unidades da USP e de órgãos públicos, evidenciando o caráter coletivo e abrangente da iniciativa. Do ICB-USP, participaram a vice-diretora, professora Marinilce Fagundes dos Santos, e o professor Fábio Siviero. Da Faculdade de Odontologia, esteve presente o professor Marcos Venturini; da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, o diretor Joilson de Oliveira Martins, acompanhado dos servidores Edgar Machado e Cleonice Estrela Cabral Gonçalves; e da Faculdade de Medicina e Hospital das Clínicas, o professor Wu Tu Hsing. O Hospital Universitário da USP foi representado por seu superintendente, professor José Pinhata.

 

Também marcaram presença o Dr. Tom Blumer e o Dr. João, do GARRA da Polícia Civil; o supervisor de segurança da USP Marcio Henrique da Silva; o assistente de segurança da USP Juarez Antonio Neco da Silva; além de Adayana Melo e Valdeque Melo, da SP Águas.

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

 

 

 

 

 

 

20/09/25
ICB-USP em ritmo de preparação para a Feira USP e as Profissões 2025

Após o NUCOM-ICB ter recebido o texto abaixo da Sra. Monica Chamorro, secretária da CCEx-ICB, o qual relata as recentes visitas monitoradas de alunos do Ensino Médio ao ICB-USP, em agosto e setembro deste ano, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:


Neste sábado, 13 de setembro, a Cidade Universitária Armando Salles de Oliveira, conhecida como Campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), abrirá as portas para o evento “Um dia na USP”.

 

O Instituto de Ciências Biomédicas da USP (ICB-USP) já iniciou os preparativos com três visitas monitoradas realizadas previamente, nos dias 27 e 28 de agosto e 3 de setembro. Participaram alunos do Instituto Federal de Sorocaba (IFSP), do Cursinho Popular Quilombo Guarani e do Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, de Belém do Pará.

 

No dia 27, o Instituto recebeu cerca de 40 alunos do Instituto Federal de Sorocaba (IFSP) para uma vivência científica. O grupo, formado por estudantes do 3º ano do curso técnico em Elétrica, foi guiado por graduandos e pós-graduandos do ICB-USP em uma programação do Projeto #Adote. Durante a visita, os estudantes conheceram laboratórios de pesquisa em micologia, virologia, bacteriologia e parasitologia, acompanharam rotinas experimentais e descobriram, na prática, como a ciência acontece no dia a dia.

 

 

No dia 28, das 10h30 às 12h30, foram recebidos estudantes do Cursinho Popular Quilombo Guarani, da zona sul da capital, a pedido do professor Paulo Ricardo, egresso da USP. Os 40 visitantes foram recepcionados pelos alunos extensionistas da AEX-ICB-00030.01 e pela equipe do Museu de Anatomia Humana “Alfonso Bovero” (MAH).

 

 

No dia 3 de setembro, o ICB-USP recebeu os alunos do Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, de Belém do Pará, para conhecer o prédio, em recepção organizada no Anfiteatro Luiz Rachid Trabulsi, e realizar visita monitorada ao MAH, mediada pela equipe do museu. Após a visita, os estudantes conheceram os laboratórios do Departamento de Anatomia, acompanhados pelos professores doutores Julio Cesar Batista Ferreira e Newton Sabino Canteras. A visita durou aproximadamente três horas e meia, das 8h às 11h30.

 

 

Os alunos visitantes puderam conversar com graduandos do ICB-USP sobre os cursos de graduação e a experiência de ingresso na Universidade. Na roda de conversa, participaram extensionistas que entraram na USP por diferentes caminhos, como ENEM, SISU, Olimpíadas de Ensino, Provão Paulista e Fuvest. Cada um compartilhou palavras de incentivo e destacou a importância da persistência e da resiliência na conquista de uma vaga.

 

Confira aqui mais detalhes. Veja abaixo a galeria de fotos.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

 

 

 

 

 

 

10/09/25
Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB-USP inicia ciclo de palestras sobre memória com forte adesão do público

Após o NUCOM-ICB ter recebido o texto abaixo da Profa. Raif Musa Aziz, que trata sobre o primeiro evento do “Ciclo de Palestras do BMB para USP60+ – Memória”, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


No dia 26 de agosto, o Prof. Dr. Luiz Roberto Giorgetti de Britto, professor sênior do Departamento de Fisiologia e Biofísica (BMB) do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), ministrou a palestra “Como o cérebro guarda as lembranças? ”.

 

Com uma longa trajetória acadêmica dedicada ao estudo da fisiologia do sistema nervoso, o Professor Britto apresentou reflexões valiosas sobre os mecanismos cerebrais envolvidos na formação, consolidação e evocação da memória.

 

Esse é um tema central, não apenas para a ciência básica, mas também para a compreensão do envelhecimento saudável. A apresentação foi acessível, enriquecedora e especialmente elaborada para o público diverso e interessado que faz parte do programa USP60+.

 

A palestra chamou a atenção do público-alvo e contou com a audiência de 136 pessoas do início ao fim do evento, demonstrando o interesse da sociedade por temas dessa natureza.

 

Este foi o primeiro evento do ciclo de palestras “Memória”, que é uma iniciativa da Comissão de Cultura e Extensão (CCEx) do BMB/ICB-USP, juntamente com o Programa USP60+. Ao longo das palestras, serão abordados temas ligados aos caminhos da memória: como ela se forma, como envelhece e o que podemos fazer para cuidar dela.

 

O próximo evento do ciclo acontecerá no dia 30 de setembro, das 9h00 às 10h45, com o tema “Como os medicamentos podem ajudar ou atrapalhar a memória? ”. A palestra será ministrada pelo Prof. Dr. Ricardo M. Oliveira-Filho, professor sênior do Departamento de Farmacologia do ICB-USP, que tem vasta experiência na área.

 

Todas as palestras do ciclo são transmitidas virtualmente por meio do link: https://meet.google.com/nra-yohm-zho

 

Confira o vídeo produzido pela Profa. Raif Musa Aziz sobre a primeira palestra.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

04/09/25
Troca de saberes que transforma: Projeto #Adote realiza atividade com alunos do Ensino Médio no ICB-USP

Após o NUCOM-ICB ter recebido o texto abaixo da Comunicação do CEPID-B3, que trata sobre atividade realizada pelo projeto #Adote com alunos do IFSP de Sorocaba, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


No último dia 27 de agosto, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) recebeu cerca de 40 alunos do Instituto Federal de Sorocaba (IFSP) para uma vivência especial no campus. O grupo, formado por estudantes do 3º ano do curso técnico em Elétrica, foi guiado por graduandos e pós-graduandos do ICB-USP em uma programação preparada pelo Projeto #Adote, coordenado pela professora Rita Café Ferreira.

 

 

Durante a visita, os jovens percorreram laboratórios de pesquisa, conheceram equipamentos de ponta disponíveis no Instituto e acompanharam de perto como funcionam as rotinas experimentais. A ideia foi mostrar, na prática, como a ciência é feita no dia a dia e abrir janelas para a exploração de diferentes áreas de investigação.

 

Além do tour científico, os visitantes participaram de oficinas práticas e jogos didáticos sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) desenvolvidos pelos membros do projeto #Adote. A proposta apresentou conteúdos em linguagem acessível ao público-alvo, aliando conhecimento acadêmico a atividades interativas de educação em saúde.

 

 

De acordo com os organizadores, a experiência teve como objetivo aproximar os estudantes da vida universitária e criar um espaço de troca entre diferentes saberes. “Foi uma chance de mostrar como ciência e tecnologia podem dialogar e caminhar juntas”, destacaram os alunos do ICB-USP.

 

Acesse aqui a galeria de fotos do evento.

 

  • Participantes:
  • Professores do Departamento Microbiologia: Rita de Cássia Café Ferreira (responsável da CCEx-ICB pelo evento), José Gregorio Cabrera Gomes, Kelly Ishida, Jansen de Araujo e Luiziana Ferreira;
  • Professor do Departamento Parasitologia: João Marcel Pereira Alves;
  • Professor do IF Sorocaba: Alexandre La Luna;
  • Alunos de pós-graduação, pós-doutoras e funcionários dos Departamentos de Microbiologia e Parasitologia: Fernanda Vizu, Giovana Tarantini, Gustavo de O. Fenner, Lara Nardi Baroni, Leticia Serafim, Nicoli G. Picinin, Pedro Lucas B. Marcelino, Dr. Samuel Pereira, Felipe Costa e Maria Luiza Zardo;
  • Alunos de graduação do ICB-USP: Bruna Rodrigues Corrêa, Beatriz Seiler, Carolina Nastaro e Helena C. A. Corrêa.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

02/09/25
ICB-USP promove treinamento sobre emergências químicas e registra ampla participação da comunidade acadêmica

Após o NUCOM-ICB ter recebido o texto abaixo da professora Kelly Ishida, o qual aborda o treinamento sobre emergências químicas realizado no ICB-USP neste mês, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*: 


Na manhã do dia 20 de agosto, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) promoveu a palestra “Noções Básicas em Emergências Químicas: atendendo a pequenos derramamentos”, ministrada por David Balbino de Oliveira, técnico de laboratório e Encarregado pelo Setor Técnico de Reagentes do Instituto de Química da USP. 

 

O evento foi promovido pela Comissão de Segurança Química (CSQ), com o objetivo de capacitar estudantes, técnicos e pesquisadores para lidar com situações de risco envolvendo produtos químicos perigosos, oferecendo instruções práticas sobre prevenção e respostas adequadas a pequenos acidentes laboratoriais. 

 

A atividade, realizada no Anfiteatro Rosa (ICB IV), contou com 109 inscritos e a participação efetiva de 71 membros da comunidade acadêmica. Durante as quatro horas de treinamento, os presentes tiveram contato com conceitos fundamentais de segurança, protocolos de contenção de derramamentos e orientações para o uso correto de equipamentos de proteção individual. 

 

A iniciativa reforça o compromisso do ICB-USP com a Cultura da Educação Continuada em Segurança Química, promovendo não apenas a conscientização sobre riscos, mas também a criação de uma rede de apoio e boas práticas dentro da instituição. 

 

Segundo os organizadores, o interesse demonstrado pelo público e a alta adesão ao evento confirmam a importância de manter esse tipo de capacitação contínua no ambiente universitário. 

 

*Texto revisado e editado pelo NUCOM-ICB 

 

 

 

26/08/25
Malária: pesquisa na Nature modifica mosquito para barrar transmissão

Estudo com participação do ICB-USP mostra que alteração genética reduz a capacidade do Plasmodium falciparum de se desenvolver no mosquito, bloqueando o ciclo de transmissão da doença. 


A malária é transmitida por mosquitos do gênero Anopheles que picam pessoas infectadas e se alimentam de sangue que contém o parasita Plasmodium. Antes de infectar outro ser humano, o parasita precisa completar parte de seu ciclo de vida dentro do mosquito, atravessando a parede intestinal do inseto e alcançando suas glândulas salivares. É nesse ponto que a nova pesquisa, publicada na revista Nature, atua: ela impede que o parasita consiga se desenvolver no mosquito, interrompendo a transmissão antes mesmo que ela chegue aos humanos. 

 

O trabalho foi liderado por cientistas da University of California, San Diego, e da Johns Hopkins University, com participação do professor Rodrigo Malavazi Corder, do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).  

 

O alvo da intervenção foi um gene do mosquito chamado FREP1 (Fibrinogen-Related Protein 1), responsável por codificar uma proteína necessária para o parasita atravessar a parede intestinal do inseto. Alguns mosquitos apresentam naturalmente uma variante desse gene, chamada FREP1Q, que altera levemente a proteína, dificultando a entrada do Plasmodium falciparum, espécie que causa a forma mais grave da malária. 

 

No novo estudo, os pesquisadores introduziram essa variante em outra espécie transmissora, o Anopheles stephensi, comum na Ásia e em expansão na África. Em testes de laboratório, os mosquitos com a modificação apresentaram taxas de infecção muito menores e, quando infectados, carregavam quantidades significativamente reduzidas de parasitas. A mudança genética não afetou características vitais do inseto, como longevidade ou capacidade reprodutiva. 

 

Para espalhar a variante na população, foi usada a técnica chamada gene drive (sistema de impulso genético), que aumenta drasticamente a chance de uma característica ser herdada. “Normalmente, um gene tem 50% de probabilidade de ser herdado pelos descendentes. Com o gene drive, essa probabilidade pode chegar perto de 100%”, explica Corder. “Nos experimentos, a frequência de mosquitos com a variante passou de 25% para mais de 90% em apenas dez gerações.” 

 

A participação do ICB-USP no estudo concentrou-se no desenvolvimento de modelos matemáticos que descrevem a dinâmica de propagação da variante genética. “Meu trabalho se concentra na modelagem matemática de sistemas biológicos”, conta Corder. “Em cooperação com John Marshall, da Universidade da California, Berkeley, trabalhamos com dados gerados nos experimentos realizados com os mosquitos transgênicos para entender os mecanismos que governam a disseminação da característica genética nas populações ao longo de diversas gerações”. 

 

No Brasil, o principal transmissor da malária é o Anopheles darlingi, predominante na Amazônia. Ainda não se sabe se a mesma variante do gene FREP1 teria o mesmo efeito nessa espécie. Segundo Corder, já existem conversas preliminares para montar um grupo de pesquisa e investigar o potencial dessa abordagem com mosquitos e parasitas locais. 

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2023 houve mais de 260 milhões de casos de malária e quase 600 mil mortes no mundo. Apesar de métodos tradicionais como uso de mosquiteiros impregnados com inseticidas e diagnóstico e tratamento precoces, a incidência global da doença está estagnada há cerca de uma década. “Por isso, novos métodos de controle são necessários. Essas estratégias genéticas são promissoras pois podem reduzir a capacidade de transmissão sem ter que eliminar a população de mosquitos – o que tende a ser ecologicamente menos agressivo”, conclui Corder. 

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

26/08/25
Aluno do Ensino Médio conquista medalha de bronze na The 36th International Biology Olympiad 2025 com apoio do ICB-USP

Após o NUCOM-ICB ter recebido o texto abaixo da professora Rita de Cássia Café Ferreira, o qual relata a contribuição do ICB-USP no treinamento do aluno do Ensino Médio, Gustavo Jun Anraku Oda, que o ajudou a se tornar medalhista na Olimpíada Internacional de Biologia, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa:


O aluno Gustavo Jun Anraku Oda, do Ensino Médio do curso Objetivo Integrado Paulista – SP, conquistou a medalha de bronze na The 36th International Biology Olympiad (IBO) 2025, realizada, no mês passado, em Quezon, nas Filipinas.

 

 

O Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) participou do treinamento e da preparação imersiva de 20 dias do aluno. Durante a capacitação no Instituto, Gabriel Oda contou com a orientação dos professores Rita Café Ferreira, Kelly Ishida e Jansen de Araujo, além da ajuda dos alunos de pós-graduação e graduação dos respectivos laboratórios.

 

Segundo os professores Guilherme Francisco e Fernando Paiva, do curso Objetivo, essa etapa do treinamento foi fundamental para o aprofundamento de conceitos práticos essenciais ao desempenho do aluno na competição.

 

Em seus agradecimentos, Gustavo e seus professores ressaltaram não apenas a importância acadêmica da experiência, mas também seu impacto social, ao abrir as portas da USP para estudantes de Ensino Médio.

 

A Profa. Rita Ferreira complementou que o ICB-USP sempre contribuiu para a democratização do acesso ao conhecimento científico, além de despertar vocações e fortalecer a conexão entre a educação básica e a pesquisa realizada no Instituto, ampliando oportunidades para jovens talentos.

 

 

Ao final, o estudante destacou que “foi inspirador ver o empenho e a dedicação dos alunos de graduação e pós-graduação em me ensinar, com tanto cuidado, as práticas laboratoriais que fizeram toda a diferença para mim”.

 

Agradecimentos a Dra. Jéssica Pires e Dr. Samuel Pereira e aos alunos de pós-graduação Giovana Tarantini, Camila Caldas Correa, Fernanda Panicio Vizu, Gustavo de Oliveira Fenner, Thais Pailo e Leticia Serafim da Costa e de graduação Bruna Rodrigues Correa e Carolina Diorio Nastaro.

 

 

Texto revisado pelo NUCOM-ICB

19/08/25
Pela terceira vez consecutiva, pesquisador do ICB-USP ficou entre os finalistas do Prêmio Octavio Frias de Oliveira

Estudo pioneiro propõe alvo molecular inédito para tratar leucemia linfoblástica aguda em adultos – um tipo agressivo de câncer do sangue com baixas taxas de sobrevida.


Prof. João Agostinho Machado Neto, do Departamento de Farmacologia.

Um estudo desenvolvido no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) ficou entre os três finalistas da categoria “Pesquisa em oncologia” da 16ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, uma das principais premiações da oncologia nacional. A pesquisa investiga o uso da inibição farmacológica da proteína ezrina como uma estratégia terapêutica inovadora para o tratamento da leucemia linfoblástica aguda (LLA) em adultos, um tipo agressivo de câncer do sangue com baixas taxas de sobrevida. A cerimônia de premiação ocorreu na manhã desta terça-feira, dia 12 de agosto, e premiou na categoria “Pesquisa em Oncologia” um estudo que descobriu uma falha genética ligada a tumores agressivos.

 

Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a pesquisa é coordenada pelo professor João Agostinho Machado Neto, do Departamento de Farmacologia do Instituto, e tem como primeiro autor Jean Carlos Lipreri da Silva, doutor em Farmacologia pelo ICB-USP.

 

Esta é a quarta vez, sendo a terceira consecutiva, que o grupo liderado por Machado-Neto tem uma pesquisa selecionada como finalista do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. Em 2023, ele foi o ganhador da categoria “Pesquisa em oncologia”. A premiação, promovida pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) em parceria com o Grupo Folha, reconhece pesquisas de excelência com contribuição relevante para a prevenção e o tratamento do câncer no Brasil.

 

“Estar novamente entre os finalistas é motivo de grande orgulho, especialmente com uma pesquisa que propõe uma abordagem tão inovadora e com potencial translacional. Esperamos que os resultados possam, no futuro, beneficiar diretamente os pacientes com LLA”, afirma.

 

Prof. João Agostinho Machado Neto com o grupo que desenvolveu o estudo.

 

Estudo pioneiro – Segundo Machado-Neto, a pesquisa é pioneira ao demonstrar que a ezrina, proteína da família ERM, tem papel funcional relevante no desenvolvimento da LLA e pode ser bloqueada por compostos farmacológicos com potencial terapêutico. “A ezrina já havia sido associada a outros tipos de câncer, mas é a primeira vez que demonstramos experimentalmente, com esse nível de evidência, que sua inibição afeta de forma significativa a viabilidade, a proliferação e a migração das células leucêmicas na LLA”, explica o docente.

 

O trabalho reuniu análises moleculares, testes com linhagens celulares e amostras de pacientes para avaliar o papel da ezrina no comportamento maligno das células da LLA. Os resultados foram publicados recentemente na revista European Journal of Pharmacology.

 

A leucemia linfoblástica aguda é a neoplasia mais comum em crianças, com altas taxas de cura. No entanto, quando afeta adultos, a doença se torna extremamente agressiva e de difícil tratamento. “Na nossa coorte, a mediana de idade dos pacientes era de 34 anos, e a sobrevida média era de apenas cerca de 14 meses. Estamos falando de pessoas jovens, em idade produtiva, que recebem um diagnóstico com desfecho muito desfavorável”, afirma Machado-Neto.

 

De acordo com o pesquisador, cerca de 70% dos adultos com LLA vão a óbito em até cinco anos após o diagnóstico. O cenário evidencia a urgência por novas estratégias terapêuticas. Foi nesse contexto que a proteína ezrina, anteriormente estudada pela equipe em outro tipo de leucemia, a mieloide aguda, passou a ser investigada como possível alvo também na LLA.

 

Nos experimentos realizados com células tumorais, os pesquisadores identificaram que os pacientes com LLA apresentavam altas taxas de ezrina, tanto na expressão gênica quanto nos níveis proteicos e de fosforilação, em comparação com indivíduos saudáveis e também com pacientes com leucemia mieloide aguda.

 

A ezrina é uma proteína que atua como uma ponte entre o citoesqueleto e a membrana plasmática. Ela desempenha um papel central na patogênese da LLA ao mediar sinais intracelulares que ativam processos cruciais para o desenvolvimento da doença, como migração, invasão tecidual, proliferação descontrolada e sobrevivência celular. Sua forma fosforilada (ativa) é especialmente elevada nos pacientes com LLA, sugerindo uma participação decisiva no comportamento maligno das células leucêmicas.

 

Apesar dos níveis elevados não estarem diretamente associados à sobrevida dos pacientes, os dados sugeriam que a ezrina desempenha um papel central no desenvolvimento da LLA. A hipótese foi confirmada com o uso de dois inibidores farmacológicos da proteína. “Um deles mostrou-se mais potente e seguimos com ele. Observamos que a inibição farmacológica da ezrina induziu morte celular, reduziu a proliferação das células leucêmicas, modulou vias de sinalização associadas ao câncer e reduziu a capacidade de adesão e migração dessas células”, detalha.

 

Ao manter a proteína em sua conformação inativa, o composto impede essas funções. “A ezrina é uma peça-chave. Sem ela, o câncer tem mais dificuldade de se desenvolver”, explica Machado-Neto.

 

Além de seu efeito direto sobre as células leucêmicas, o inibidor de ezrina também demonstrou potencial para ser combinado com medicamentos já usados atualmente. “Testamos em células tumorais o composto junto com fármacos quimioterápicos usados no tratamento da LLA e vimos uma melhora significativa na resposta. Ele torna o tumor mais sensível à quimioterapia”, conta.

 

A etapa final do estudo envolveu testes in vitro com células obtidas de 30 pacientes: 15 com LLA e a outra metade com leucemia mieloide aguda. As amostras foram cultivadas com o inibidor de ezrina, e os resultados reforçaram as observações feitas com linhagens celulares. “Todas as células dos pacientes com LLA apresentaram excelente resposta ao composto. Já na mieloide, alguns responderam, outros não. Isso mostra que, para a LLA, o alvo é especialmente promissor”, comenta Machado-Neto.

 

A equipe agora se prepara para avançar nos estudos com modelos animais, uma etapa fundamental para avaliar a segurança e a eficácia do composto em organismos complexos. “Nos próximos dois anos, vamos induzir a leucemia em animais e testar o inibidor, primeiro para verificar toxicidade e depois para confirmar sua eficácia na redução da agressividade da doença”, afirma Machado-Neto.

 

ICB-USP no Prêmio Octavio Frias de Oliveira – O ICB-USP possui um sólido histórico de reconhecimento no Prêmio Octavio Frias de Oliveira. Ao todo, o Instituto já foi laureado quatro vezes, todas na categoria “Pesquisa em oncologia”.

 

A primeira vitória ocorreu em 2014 com uma pesquisa sobre vacina experimental contra tumores causados pelo HPV, coordenada pelo prof. Luís Carlos de Souza Ferreira. Em 2017, o prof. Carlos Frederico Martins Menck foi premiado com um estudo sobre a resistência ao medicamento temozolomida em células cancerígenas. Já em 2021, uma pesquisa liderada pela professora Patrícia Chakur Brum, sobre o potencial do exercício físico no combate à caquexia — condição que provoca intensa perda muscular e agrava quadros de câncer — foi a vencedora da edição.

 

Além da atual participação, o prof. João Agostinho Machado Neto foi finalista em outras três edições da premiação. Em 2023, sua pesquisa sobre o papel do composto THZ-P1-2 no combate à leucemia foi a vencedora. Ele também esteve entre os finalistas nas edições de 2021 e 2024.

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

12/08/25
Molécula da saliva do carrapato pode abrir novas frentes contra a febre maculosa

Substância ajuda a explicar como o vetor da doença interage com o sistema imune humano e pode inspirar novos medicamentos anti-inflamatórios, aponta estudo do ICB-USP.


Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) lideraram um estudo inédito que identificou propriedades imunomoduladoras e anti-inflamatórias em uma proteína da saliva do carrapato Amblyomma sculptum, vetor da febre maculosa brasileira. Nomeada Amblyostatin-1, a substância pode abrir novos caminhos para o enfrentamento da doença, marcada por altas taxas de mortalidade, ajudando a entender como o carrapato modula o sistema imune do hospedeiro e facilita a infecção pela bactéria causadora da febre maculosa. A molécula também apresenta potencial para o desenvolvimento de medicamentos contra processos inflamatórios.

 

Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a pesquisa é resultado de uma colaboração internacional entre grupos do ICB-USP, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), da Czech Academy of Sciences (República Tcheca) e do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos. O primeiro autor do artigo, publicado no periódico científico internacional Frontiers in Immunology, é o biólogo Wilson Santos Molari, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Imunologia do ICB-USP, sob orientação do Prof. Dr. Anderson de Sá-Nunes.

 

“A saliva do carrapato é um coquetel de moléculas bioativas. Identificar uma delas com forte ação imunomoduladora, como a Amblyostatin-1, é um avanço significativo para entender como o vetor interage com o organismo do hospedeiro e transmite a febre maculosa”, explica Sá-Nunes.

 

No Brasil, a febre maculosa é causada pela Rickettsia rickettsii, uma bactéria intracelular transmitida principalmente por carrapatos do gênero Amblyomma, como o Amblyomma sculptum. A doença é considerada grave, letal e de notificação compulsória: entre 2013 e 2023, foram registrados 2.059 casos e 703 mortes, o que representa uma taxa de mortalidade de cerca de 34%, segundo dados da Agência Brasil. Por se manifestar inicialmente com sintomas semelhantes aos da dengue e de outras doenças comuns, a febre maculosa costuma ser diagnosticada tardiamente, o que compromete a eficácia do tratamento. O diagnóstico precoce é decisivo para aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes.

 

“Quando o carrapato infectado se alimenta, ele injeta na pele do hospedeiro tanto a bactéria quanto moléculas da saliva capazes de suprimir a resposta imune. Isso permite que a infecção avance de forma silenciosa”, explica Sá- Nunes. “Estudar essas moléculas, como a Amblyostatin-1, nos ajuda a compreender os mecanismos que favorecem a transmissão da febre maculosa e pode, no futuro, orientar estratégias para bloquear essa infecção”.

 

Como a Amblyostatin-1 atua – A Amblyostatin-1 pertence à família das cistatinas, proteínas que inibem enzimas do tipo cisteíno proteases chamadas catepsinas. Essas enzimas desempenham papéis importantes no sistema imune e em processos inflamatórios. No estudo, a molécula demonstrou seletividade na inibição de catepsinas específicas, como a catepsina S e a catepsina L, associadas a processos de ativação de células do sistema imunológico.

 

A catepsina S, por exemplo, é essencial para a ativação de células dendríticas, enquanto a catepsina L atua na resposta inflamatória dos neutrófilos. Ao inibir essas enzimas, a Amblyostatin-1 demonstrou ser capaz de reduzir significativamente a ativação das células dendríticas e a inflamação cutânea em modelos animais.

 

“Sabíamos que essas moléculas poderiam modular o sistema imune, mas um estudo anterior, que teve a participação do nosso grupo de pesquisa, mostrou que a Amblyostatin-1 se destacou por ser a cistatina expressa em maiores níveis durante a alimentação do carrapato, o que sugeria um papel relevante na interação com o hospedeiro”, explica Sá-Nunes.

 

A Amblyostatin-1 também apresentou baixíssima imunogenicidade, ou seja, não induziu a produção de anticorpos nos animais. Esse é um fator importante para o desenvolvimento de medicamentos de uso prolongado, já que o corpo tende a neutralizar substâncias reconhecidas como estranhas. “Essa característica faz da Amblyostatin-1 um antígeno silencioso, ou seja, uma molécula que o organismo não reconhece como uma ameaça. Isso permite seu uso contínuo sem perda de eficácia, algo desejável em tratamentos de longo prazo para doenças inflamatórias”, complementa Sá-Nunes.

 

Além do grupo liderado por Sá-Nunes no Departamento de Imunologia do ICBUSP, participaram do estudo a Profa. Dra. Andréa Cristina Fogaça (Departamento de Parasitologia do ICB-USP), a Profa. Dra. Aparecida Sadae Tanaka (UNIFESP), o Dr. Michalis Kotsyfakis (Czech Academy of Sciences) e o Dr. Lucas Tirloni (NIH, EUA), dentre outros pesquisadores.

 

Leia o artigo na íntegra aqui.

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

24/07/25