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Nova Estação Ciência e Projeto #Adote realizam ação conjunta no IFSP de Sorocaba

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade conjunta com a Nova Estação Ciência realizada no IFSP de Sorocaba, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Integrando as ações da Nova Estação Ciência, o Projeto #Adote promoveu atividades práticas sobre microrganismos e aproximou estudantes do ensino médio do universo da pesquisa científica. 

 

Em uma iniciativa que reforça o compromisso da Universidade de São Paulo com a aproximação entre universidade e sociedade, a Nova Estação Ciência, vinculada à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU-USP), e o Projeto #Adote do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) realizaram, no dia 9 de junho, uma ação conjunta no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Sorocaba.  A atividade integrou a caravana científica das iniciativas de extensão universitária, levando a experiência “Viagem ao Mundo dos Microrganismos” para além dos muros da universidade. As ações proporcionaram aos estudantes do ensino médio uma vivência no universo da pesquisa científica por meio de atividades práticas, oficinas interativas e diálogos sobre a formação acadêmica e as possibilidades de ingresso no ensino superior.

 

Alunos de graduação, pós-graduação, pós-doutorando e docentes da USP junto aos alunos e professor do IFSP campus Sorocaba.

 

A programação teve início com uma recepção do professor Alexandre La Luna, do Instituto Federal de São Paulo campus Sorocaba, e foi conduzida pela professora Rita de Cássia Café Ferreira, coordenadora do Projeto #Adote do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3/FAPESP) e docente do ICB-USP, e pela professora Suzana Ursi, responsável pela Nova Estação Ciência e docente do Instituto de Biociências (IB-USP). Durante a abertura, as docentes apresentaram a Universidade de São Paulo, os objetivos da atividade e destacaram a importância da parceria para ampliar o acesso dos jovens ao conhecimento científico e ao ambiente universitário.

 

Em seguida, os participantes foram divididos em cinco grupos, representando os diferentes temas trabalhados na atividade “Adote um Microrganismo”: vírus, fungos, protozoários, bactérias e arqueas. Cada grupo percorreu estações temáticas, chamadas de “ilhas”, desenvolvidas por estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores do ICB e IB.

 

Demonstração das atividades nas Ilhas de vírus, bactérias e fungos.

 

Na Ilha Vírus, os estudantes participaram de uma atividade prática que permitiu compreender a estrutura do vírus Influenza, os processos envolvidos na produção de vacinas e os motivos pelos quais a vacinação contra a gripe precisa ser atualizada anualmente. Já na Ilha Bactéria, conceitos microbiológicos foram conectados ao cotidiano dos participantes por meio de experimentos que demonstraram a ação de agentes físicos e químicos utilizados no controle de microrganismos, incluindo produtos presentes em ambientes domésticos, como detergentes e água sanitária.

 

Na Ilha Fungos, os alunos exploraram a diversidade e a importância desses organismos para o meio ambiente, a saúde e a sociedade. A atividade incluiu a observação de amostras em microscópios, placas de cultivo e tubos de ensaio, proporcionando uma aproximação com técnicas utilizadas em laboratórios de pesquisa.

 

Demonstração das Ilhas de protozoário e de arqueas.

 

A Ilha Protozoário apresentou uma abordagem lúdica inspirada na série “Parasitas Assassinos”, do Discovery Channel. Por meio de uma dinâmica investigativa, os participantes precisaram analisar pistas e desvendar o caso de um paciente fictício, aprendendo conceitos científicos ao longo da atividade. Já na Ilha Arquea, os estudantes conheceram características únicas desses organismos, explorando sua diversidade, adaptação a ambientes extremos e importância para a compreensão da evolução da vida na Terra.

 

Alunos de Ensino Médio do IFSP interagindo com as atividades e os monitores da USP.

 

Durante as atividades científicas, os participantes conversaram com os alunos da USP sobre formas de ingresso na universidade pública, incluindo FUVEST, ENEM/SISU e políticas de inclusão. O momento buscou aproximar os estudantes da realidade universitária e ampliar o conhecimento sobre as oportunidades de acesso ao ensino superior.

 

Todas as atividades foram planejadas especialmente para estudantes do Ensino Médio, utilizando linguagem acessível, metodologias participativas e estratégias lúdicas capazes de estimular a curiosidade, o pensamento crítico e o protagonismo dos participantes durante o processo de aprendizagem. A ação representou um marco para a extensão universitária do ICB ao integrar o Projeto #Adote com a Nova Estação Ciência.

 

Acesse aqui a galeria de fotos do evento.

 

Organização – A atividade foi organizada pelo Projeto #Adote, sob coordenação da professora Rita de Cássia Café Ferreira, presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB-USP e pesquisadora do CEPID B3, em parceria com a diretora da Nova Estação Ciência da PRCEU e com a participação do Laboratório de Pesquisa em Vírus Emergentes (LPVE) e do Laboratório de Fungos Dimórficos Patogênicos.

 

Também participaram da atividade os monitores Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Camila Caldas Martins Correia, Daffiny Suman de Oliveira, Giovana Tarantini, Lara Nardi Baroni, Nicole Gonçalves Picinin, Pedro Lucas Batalha Marcelino, Gustavo de Oliveira Fenner, Luana de Lima Maciel, Martha Helena Chaves Magalhães e Gabriel Davi Marena.

 

Agradecimentos – A equipe organizadora agradece ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Sorocaba pela recepção, parceria e apoio durante a realização do evento. Em especial, agradece ao professor Alexandre La Luna pela colaboração na organização das atividades, fundamentais para o sucesso da iniciativa e para o fortalecimento da aproximação entre universidade, escola e sociedade.

 

Equipe – Professora Rita de Cássia Café Ferreira (Coordenadora do Projeto #Adote ICB-USP e Presidente da CCEX-ICB)

  • Bruna Rodrigues Corrêa
  • Carolina Diorio Nastaro
  • Camila Caldas Martins Correia
  • Daffiny Suman de Oliveira
  • Lara Nardi Baroni
  • Nicole Gonçalves Picinin
  • Giovana Tarantini
  • Pedro Lucas Batalha Marcelino

Professora Suzana Ursi (Docente do IB-USP e Diretora da Nova Estação Ciência)

  • Patrícia Mourad
  • Miguel Paneczko Bacci
  • Beatriz de Menezes Santos

Professor Alexandre La Luna (Docente do Instituto Federal de Sorocaba)

Professor Jansen de Araujo (Docente do ICB-USP)

  • Gustavo de Oliveira Fenner
  • Luana de Lima Maciel

Gabriel Davi Marena (Pós-Doutorando do Laboratório de Fungos Dimórficos Patogênicos ICB-USP)

  • Martha Helena Chaves Magalhães

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

06/07/26
LigAção Ciência leva estudantes da UEM aos bastidores da pesquisa em microbiologia na USP

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com estudantes universitários da UEM, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Projeto de extensão do CEPID B3 promove imersão em laboratórios do ICB-USP e aproxima estudantes da diversidade de pesquisas desenvolvidas em microbiologia e biotecnologia.

 

No último dia 26, o projeto LigAção Ciência, iniciativa de extensão do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), financiado pela FAPESP, recebeu 30 estudantes do quarto ano do curso de Biotecnologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para uma imersão nos laboratórios do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Em sua quarta edição, a atividade reforçou o compromisso do Centro com a aproximação de estudantes universitários do ambiente científico, proporcionando uma vivência da rotina da pesquisa e apresentando diferentes frentes de investigação em microbiologia, bioquímica e biotecnologia.

 

Estudantes da UEM ao lado do professor João Carlos Setubal e integrantes do Projeto #Adote.

 

Os visitantes foram recebidos com uma palestra ministrada pelo professor João Carlos Setubal, vice-coordenador do CEPID B3 e docente do Instituto de Química (IQ) da USP, que destacou a importância da pesquisa com bactérias e bacteriófagos. A programação contou ainda com a participação de dois laboratórios vinculados ao CEPID B3 e sediados no ICB-USP, além de uma conversa com alunos de pós-graduação sobre a rotina da carreira científica e a importância da divulgação científica na aproximação entre universidade e sociedade.

 

Participantes conhecem laboratórios do ICB-USP – No Laboratório de Genética Bacteriana, coordenado pelo professor Beny Spira, pesquisador do CEPID B3, os participantes conheceram estudos relacionados à genética bacteriana, às técnicas de manipulação genética de microrganismos e ao desenvolvimento de estratégias baseadas em bacteriófagos, incluindo estudos voltados à fagoterapia.

 

Em seguida, visitaram o Laboratório de Genética e Fisiologia Bacteriana, coordenado pela professora Rita Café Ferreira e sede do Projeto #Adote. Nesse espaço, exploraram como a pesquisa básica pode gerar conhecimento com potencial para impulsionar inovações em saúde.

 

Além do CEPID B3, a programação contou com a colaboração de dois laboratórios convidados do Departamento de Microbiologia do ICB-USP, ampliando a diversidade de temas apresentados aos estudantes.

 

No Laboratório de Pesquisa de Vírus Emergentes, coordenado pelo professor convidado Jansen de Araujo, os participantes conheceram pesquisas voltadas à vigilância viral e acompanharam a demonstração do cultivo de vírus em ovos embrionados, metodologia amplamente empregada em pesquisas e na produção de imunizantes. A visita foi conduzida pelo doutorando Gustavo Fenner, que apresentou o funcionamento do laboratório, compartilhou curiosidades sobre a área e respondeu às perguntas dos estudantes.

 

Já no Laboratório de Quimioterapia Antifúngica, coordenado pela professora convidada Kelly Ishida, os alunos tiveram contato com pesquisas dedicadas ao estudo da biologia dos fungos e ao desenvolvimento de novos compostos antifúngicos. A atividade permitiu comparar diferentes abordagens experimentais empregadas no estudo de vírus, bactérias e fungos, evidenciando a diversidade da microbiologia e seu impacto em áreas como a saúde e a biotecnologia.

 

Estudantes da UEM durante visita aos laboratórios do CEPID B3 e aos laboratórios convidados do Departamento de Microbiologia do ICB-USP.

 

Ciência na prática – Mais do que conhecer equipamentos e metodologias, a quarta edição do projeto LigAção Ciência permitiu que os estudantes vivenciassem a rotina da pesquisa científica, interagissem diretamente com pesquisadores e compreendessem como diferentes grupos colaboram para responder a desafios relacionados à saúde, à inovação e ao avanço do conhecimento.

 

Para os participantes, a experiência representou a oportunidade de transformar conteúdos aprendidos em sala de aula em vivências concretas, ampliando a compreensão sobre o fazer científico e despertando novas perspectivas para a carreira acadêmica.

 

Ao reunir laboratórios do CEPID B3 e grupos parceiros do Departamento de Microbiologia do ICB-USP, o LigAção Ciência reafirma seu compromisso de aproximar a universidade da sociedade, evidenciando a diversidade e a qualidade das pesquisas desenvolvidas na instituição e incentivando a formação de novos cientistas por meio de experiências imersivas e do contato direto com quem produz ciência diariamente.

 

Equipe – Professora Rita de Cássia Café Ferreira

  • Bruna Rodrigues Corrêa
  • Carolina Diorio Nastaro
  • Daffiny de Oliveira Suman
  • Lara Nardi Baroni

 

Professor Jansen de Araujo

  • Gustavo de Oliveira Fenner
  • Mario Gabriel Lopes Barboza

 

Professor Beny Spira

  • Felipe de Moraes Gomes
  • Katia Alexandra Ospino Bejarano
  • Marina Caldas Leite

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

06/07/26
Inverno traz de volta recomendação do uso de máscaras

Ambientes fechados, queda de temperatura e maior circulação de vírus tornam o período mais propenso à transmissão de doenças gripais


Com a chegada do inverno, o uso de máscaras volta a ganhar relevância como medida de proteção individual e coletiva contra doenças respiratórias. Segundo o professor e microbiologista Edison Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a combinação de temperaturas mais baixas e maior permanência em ambientes fechados favorece a disseminação de vírus.

 

“O inverno faz com que as pessoas fiquem mais aglomeradas e em locais fechados, o que facilita muito a transmissão de vírus respiratórios”, explica o pesquisador. Ele acrescenta que, além da proximidade entre os indivíduos, o próprio clima contribui para a sobrevivência dos vírus por mais tempo no ambiente.

 

Esse fenômeno ocorre porque o frio e o ar mais seco retardam a evaporação das gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar, permitindo que elas permaneçam suspensas ou depositadas nas superfícies por mais tempo. Além disso, a menor presença de radiação ultravioleta — que ajuda a inativar microrganismos — e as baixas temperaturas funcionam como um ambiente de conservação, semelhante a uma refrigeração, mantendo os vírus viáveis fora do organismo por períodos mais prolongados.

 

“Esses vírus entram principalmente pela boca e pelo nariz. Quando usamos máscara, evitamos que as partículas alcancem essas mucosas”, afirma Durigon. Ele ressalta que a proteção vale tanto para quem deseja evitar a infecção quanto para quem já apresenta sintomas. “Se o indivíduo está gripado, a máscara impede que o vírus seja transmitido para outras pessoas.”

 

Além da transmissão por gotículas e aerossóis, o professor chama atenção para o contágio por contato com superfícies. “Ao tocar objetos contaminados e levar a mão ao rosto, a pessoa pode se infectar. A máscara também ajuda a reduzir esse hábito”, diz.

 

De acordo com o especialista, diferentes tipos de máscara podem ser eficazes no dia a dia. “As máscaras cirúrgicas e as de tecido apropriado são suficientes para proteção contra vírus gripais”, afirma. Já modelos como PFF2 e N95 são mais indicados para contextos hospitalares.

 

No caso das máscaras de tecido, é importante optar por produtos desenvolvidos especificamente para barrar microrganismos, com múltiplas camadas e tramas mais fechadas, capazes de reter partículas, além de, em alguns casos, incorporar substâncias com ação antiviral e antibacteriana. Independentemente do modelo, a máscara deve formar uma barreira eficiente contra a passagem de gotículas, sem comprometer o conforto respiratório durante o uso cotidiano.

 

Outro ponto importante é o ajuste adequado ao rosto. “A máscara precisa se adaptar bem, sem espaços por onde o ar possa passar. Caso contrário, a proteção fica comprometida”, explica Durigon. Ele destaca ainda que fatores como o uso de barba podem interferir na vedação e devem ser considerados na escolha do modelo.

 

Para o professor do ICB-USP, o uso da máscara deve ser orientado pelo contexto. “Não é necessário utilizá-la o tempo todo como fazíamos na pandemia, mas em ambientes fechados e com aglomeração, especialmente no inverno, ela é altamente recomendada”, afirma.

 

Outras medidas de prevenção – Embora o uso de máscaras seja uma das principais formas de proteção, ele não substitui outras medidas preventivas. A higienização frequente das mãos continua sendo fundamental. “Muitas infecções acontecem quando a pessoa leva o vírus das mãos para o rosto. Por isso, lavar as mãos e usar álcool em gel são práticas importantes no dia a dia”, orienta Durigon.

 

Evitar ambientes muito cheios e manter certo distanciamento das pessoas também contribuem para reduzir o risco de contágio, especialmente em espaços fechados durante o inverno.

 

A vacinação é outro pilar essencial. O professor destaca que a imunização contra a influenza deve ser feita anualmente. “O vírus da gripe sofre mutações frequentes, por isso a vacina precisa ser atualizada e aplicada todos os anos”, explica. Embora não proteja contra todos os vírus respiratórios, a vacina reduz significativamente os casos mais graves de influenza.

 

Em relação à covid-19, a orientação atual é diferente. Segundo Durigon, pessoas que já receberam pelo menos três doses apresentam boa proteção. A recomendação de reforços mais frequentes permanece principalmente para grupos de risco, como idosos, gestantes e profissionais de saúde, que devem se vacinar periodicamente.

 

Além da proteção individual, a vacinação tem impacto coletivo. “Quanto mais pessoas estão vacinadas, menor é a circulação do vírus na população”, afirma. A vacinação contribui não apenas para proteger quem se imuniza, mas também para reduzir a disseminação da doença em toda a comunidade.

 

Por fim, o especialista reforça a importância de se procurar atendimento médico diante de sintomas mais intensos e alerta para os riscos da automedicação. “Nunca é bom se tratar em casa”, afirma. Segundo Durigon, embora medidas simples, como repouso e hidratação, possam aliviar sintomas leves, elas não tratam a infecção. Além disso, doenças gripais podem evoluir para quadros mais graves ou desencadear infecções secundárias, como pneumonia, amigdalite ou otite.

 

“O médico é quem vai avaliar se há necessidade de medicamentos específicos, como antivirais ou antibióticos, e identificar possíveis complicações”, explica. Ele ressalta que adiar a busca por atendimento pode agravar o quadro. Por isso, diante de febre persistente, dor no corpo ou piora dos sintomas, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação adequada.

 

Campanha ICB – A diretoria do ICB lança uma campanha de conscientização voltada à comunidade do instituto, destacando a importância do uso de máscaras sempre que houver sintomas gripais. A iniciativa busca fortalecer o cuidado coletivo entre todos que circulam pelo ICB, com atenção especial à proteção de pessoas pertencentes a grupos de risco e àquelas que convivem diariamente com esse público.

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

 

 

 

25/06/26
Quando as redes sociais viram laboratório de fisiologia: como Instagram, WhatsApp, X (Twitter), Facebook e ferramentas digitais online podem ajudar no ensino de Fisiologia Humana?

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, do pesquisador Paulo Henrique Evangelista-Silva, o qual relata atividade realizada com plataformas digitais para ensinar fisiologia do sistema digestório, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:


Redes sociais costumam ser associadas ao entretenimento, mas elas também podem se transformar em ferramentas de aprendizagem. Foi essa a proposta de uma atividade desenvolvida pelos pesquisadores Paulo H. Evangelista-Silva e João Kleber Neves Ramos, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), que utilizou plataformas digitais para ensinar fisiologia do sistema digestório de forma interativa.

 

A iniciativa, chamada “Desvendando o enigma da digestão: Maratona Digital”, combinou redes sociais, jogos online, enigmas e desafios colaborativos para criar uma experiência de aprendizagem baseada em gamificação. Ao longo da atividade, os estudantes precisavam resolver problemas e aplicar conceitos de digestão e absorção de nutrientes para avançar pelas diferentes etapas da maratona.

 

A estratégia foi criada durante o período de ensino remoto da pandemia de COVID-19, quando atividades práticas precisaram ser adaptadas para o ambiente virtual. O resultado foi uma experiência dinâmica que aproximou conteúdos científicos complexos das ferramentas digitais já presentes no cotidiano dos alunos.

 

O trabalho foi publicado recentemente na revista Advances in Physiology Education e mostra como recursos acessíveis e de baixo custo podem contribuir para tornar o ensino superior mais participativo, colaborativo e envolvente.

 

Leia o artigo publicado na íntegra.

 

Acesse o material suplementar da atividade.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

22/06/26
Professora do ICB-USP é eleita membro titular da Academia Brasileira de Ciências

Reconhecimento pelos pares destaca trajetória acadêmica e atuação na defesa da ciência no Brasil.


“É uma grande honra, porque é um reconhecimento da nossa comunidade.” A afirmação é da professora titular do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, Leticia Veras Costa Lotufo, ao comentar sua eleição como membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

 

O pleito ocorreu em dezembro de 2025, e a diplomação, em 7 de maio último. A escolha é realizada pelos próprios integrantes da Academia.
Segundo a docente, fazer parte da ABC significa integrar um espaço estratégico de articulação e defesa da ciência no Brasil. Ela destaca que a Academia, frequentemente em conjunto com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tem atuado em várias frentes que confluem para a promoção da ciência no país.

 

“A possibilidade de conviver com cientistas de todas as áreas e participar de fóruns que discutem o desenvolvimento científico é muito importante”, afirma. De acordo com Lotufo, a instituição também tem forte papel na mobilização da comunidade científica frente a desafios atuais, como a disseminação de desinformação e as limitações de recursos públicos para pesquisa.

 

A eleição para membro da ABC, explica Lotufo, reflete uma trajetória construída ao longo de anos de dedicação à pesquisa, à formação de pessoas e à participação em espaços de gestão e formulação de políticas científicas. Para ela, o envolvimento em sociedades científicas, comitês de avaliação e iniciativas de divulgação científica também contribui para esse reconhecimento.

 

A sua atuação em pesquisa científica envolve a busca por novos fármacos anticâncer a partir da biodiversidade brasileira, em especial do ambiente marinho, onde vem desenvolvendo projetos para o conhecimento da biodiversidade microbiana e do seu potencial biotecnológico, visando o desenvolvimento sustentável de novos fármacos. Possui colaboração com grupos de universidades dos EUA, Portugal, Itália e África do Sul.

 

Além da produção acadêmica, a professora enfatiza a importância de aproximar a ciência da sociedade. Em seu laboratório, por exemplo, são desenvolvidas ações de educação científica com estudantes do ensino básico, além de projetos voltados à conscientização ambiental, especialmente na área de biologia e farmacologia marinha.

 

A entrada na ABC também abre novas oportunidades de colaboração e formação, por exemplo, por meio de iniciativas voltadas ao estímulo de vocações científicas nos jovens, que permitem aos membros da Academia receberem estudantes de diferentes regiões do país para atividades de pesquisa em seus laboratórios.

 

Apesar do reconhecimento, a docente destaca que o momento exige ainda mais engajamento. Para ela, pesquisadores mais experientes têm o papel de contribuir para a construção de um ambiente científico mais favorável às novas gerações, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pela carreira acadêmica no país.

 

Ao comentar sua trajetória, Lotufo também fez questão de agradecer às instituições que marcaram sua carreira. “Eu gostaria de dividir esse reconhecimento com essas duas instituições e com meus colegas, que me proporcionaram tantas oportunidades”, afirma, referindo-se ao ICB-USP, onde ingressou em 2015 e se tornou professora titular em 2017, e à Universidade Federal do Ceará, onde atuou anteriormente.

 

Como mensagem final, a docente deixou um conselho às jovens pesquisadoras: “você precisa acreditar em você antes de mais nada, acreditar no seu trabalho e buscar sempre uma ciência colaborativa”. Ela também destaca a importância de redes de apoio e da persistência ao longo da formação científica. “Não desistam. Montem redes de apoio e sigam com dedicação, empatia e trabalho duro”, conclui.

 

Sessão Solene da ABC 2026 na Escola Naval. Créditos da imagem: Academia Brasileira de Ciências (ABC)

 

Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB

18/06/26
NUPE inicia atividades no ICB-USP

Programa de Educação Tutorial (PET) é tema de palestra inaugural do Núcleo de Ensino e Pesquisa do ICB-USP.


No dia 3 de junho, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) promoveu a palestra de inauguração do Núcleo de Pesquisa em Ensino (NUPE/ICB-USP). O grupo, dirigido pela professora Jaqueline Goes e pelo educador Pablo Augusto, foi criado com o objetivo de unir docentes, discentes e toda a comunidade acadêmica na busca por  inovações e melhorias no ensino, além de promover a  pesquisa. O evento recebeu como palestrante o professor Gabriel Queiroz, da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).

 

O NUPE foi idealizado durante a gestão da professora Patrícia Gama e do, até então, vice-diretor, professor Carlos Taborda. A ideia principal é produzir  pesquisas voltadas para as ciências biomédicas e desenvolver metodologias ativas de ensino. “A tecnologia avança rápido. É necessário que o ensino esteja atualizado e que a comunicação com os estudantes seja efetiva”, afirma a professora  Marinilce dos Santos, atual vice-diretora do ICB. A proposta é que mais dois docentes sejam contratados para atuar nas atividades do núcleo e os demais docentes do instituto  que queiram participar das iniciativas também serão bem-vindos, explicam os diretores. As ações do NUPE serão realizadas para toda a comunidade da USP.

 

A professora Jaqueline Goes, primeira contratada para o núcleo, conta que a importância de uma iniciativa como esta é permitir: “que possamos de fato alcançar os nossos discentes e oferecer a eles condições empolgantes de aprendizagem”. Ela comenta também sobre a relação de diferentes gerações com a tecnologia, o desafio de acompanhar quem já nasceu nessa era e a necessidade de se atualizar e modernizar o ensino, “as demandas atuais dos alunos mudaram muito e vão continuar mudando, porque estamos evoluindo e vivendo novas experiências, principalmente experiências tecnológicas”. Além disso, a docente afirmou que o NUPE seguirá as normas da USP sobre  inteligência artificial e que o núcleo se desenvolverá com base nelas.

 

Gabriel Queiroz palestrou sobre a utilização do Programa de Educação Tutorial (PET) na biomedicina como um modelo de ensino, pesquisa e extensão. Em entrevista ao NUCOM-ICB, o professor diz que o PET contribuirá com a pesquisa, o ensino e a extensão no instituto e trabalhará a autonomia do estudante. Ele cita também que a horizontalidade, uma estratégia de ensino sem hierarquia, ajuda o tutor e os alunos, pois traz mais autonomia e aprendizado para as duas partes envolvidas. Além disso, o programa junta estudantes de diferentes períodos da graduação e isso gera um desenvolvimento igualitário, “muitos alunos entram tímidos e no fim (do curso) apresentam (trabalhos) muito bem”.

 

O Núcleo de Pesquisa em Ensino do ICB tem foco no desenvolvimento presente e futuro da educação, “a partir do momento em que se investe em educação, esse investimento volta para a universidade”, afirma Goes. Durante a palestra, docentes do instituto fizeram perguntas sobre como usar inovações educacionais e tecnológicas em aula, e os professores que já fizeram parte do PET compartilharam suas experiências.

 

 

Acesse aqui a galeria de fotos.

Giovanna Accioli | NUCOM-ICB

18/06/26
“Vírus e vacinas”: projeto #Adote leva ciência ao SESI Mauá e inspira jovens para a universidade

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com alunos do terceiro ano do ensino médio do SESI Mauá, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Ação do ICB-USP e do CEPID B3 incentivou estudantes do Serviço Social da Indústria (SESI) campus Mauá a conhecerem o universo científico e o acesso ao ensino superior.

 

Alunos de graduação, pós-graduação e professores do ICB a caminho do SESI Mauá.

Alunos de graduação, pós-graduação e professores do ICB a caminho do SESI Mauá.

 

No último dia 29 de maio, o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) realizou uma visita ao SESI Mauá, na região metropolitana de São Paulo. A atividade, vinculada ao Projeto #Adote – do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3/FAPESP) – reuniu cerca de 100 alunos do 3º ano do Ensino Médio em uma programação voltada à divulgação científica, à vacinação e ao incentivo ao ingresso no ensino superior público. A iniciativa reforçou o papel da universidade na promoção da extensão universitária e da divulgação científica, contribuindo para aproximar a ciência dos estudantes e estimular a formação de futuros profissionais na área.

 

Alunos e professores do Instituto de Ciências Biomédicas ao lado de estudantes e docentes do SESI Mauá.

Alunos e professores do Instituto de Ciências Biomédicas ao lado de estudantes e docentes do SESI Mauá.

 

O evento, intitulado “Os vírus e as vacinas”, contou com apresentações teóricas, atividades práticas e dinâmicas interativas sobre imunologia, doenças virais e desenvolvimento de vacinas. Ao longo da programação, os estudantes puderam conhecer mais sobre o funcionamento do sistema imunológico, compreender o processo de produção das vacinas e discutir a importância da vacinação anual contra o vírus influenza.

 

Além das apresentações, os alunos participaram de atividades imersivas e de uma gincana no formato “Verdadeiro ou Falso”, que abordou temas relacionados à vacinação, desinformação científica e fake news em saúde. A proposta buscou estimular o pensamento crítico e aproximar os estudantes da ciência de forma acessível e dinâmica.

 

Ilhas de vírus, produção vacinal e geração de vacinas.

Ilhas de vírus, produção vacinal e geração de vacinas.

 

Após as atividades científicas, os participantes assistiram a uma breve apresentação sobre as formas de ingresso na universidade pública, incluindo FUVEST, ENEM/SiSU e políticas de inclusão. O momento teve como objetivo aproximar os estudantes do ambiente universitário e ampliar o conhecimento sobre as possibilidades de acesso ao ensino superior. O impacto da atividade também foi percebido nos comentários dos participantes. Um dos estudantes avaliou a experiência como um “evento muito bom e informativo”, acrescentando que a ação “incentiva a cursar uma faculdade”.

 

A equipe do Projeto #Adote também participou da campanha de vacinação promovida pelo SESI Mauá, recebendo a vacina contra a influenza disponibilizada aos participantes da ação. A iniciativa reforçou, na prática, a importância da imunização como ferramenta de prevenção em saúde pública, tema central das discussões realizadas durante o evento.

 

Atividades práticas desenvolvidas durante o evento.

Atividades práticas desenvolvidas durante o evento.

 

Resultados mensuráveis – Como parte da avaliação da atividade, os estudantes responderam a um questionário antes e após o evento. Observou-se que a maioria dos participantes já apresentava elevado interesse em cursar uma universidade antes da intervenção, permanecendo neste nível após as atividades. Alguns alunos relataram aumento desse interesse após a iniciativa, sugerindo que a ação contribuiu para fortalecer a aproximação entre os alunos e o ambiente universitário.

 

Comparação do nível de interesse dos estudantes em ingressar em uma universidade antes e após a atividade educativa realizada no SESI Mauá. A espessura das linhas é proporcional ao número de participantes em cada categoria de interesse. As cores representam os diferentes níveis de interesse: verde (muito alto), amarelo (alto), laranja (médio) e vermelho (baixo).

Comparação do nível de interesse dos estudantes em ingressar em uma universidade antes e após a atividade educativa realizada no SESI Mauá. A espessura das linhas é proporcional ao número de participantes em cada categoria de interesse. As cores representam os diferentes níveis de interesse: verde (muito alto), amarelo (alto), laranja (médio) e vermelho (baixo).

 

A avaliação realizada ao final do evento também revelou uma recepção amplamente positiva por parte dos estudantes. Entre os comentários mais frequentes destacaram-se expressões como “gostei muito”, “incrível”, “bem explicado”, “divertido”, “interessante” e “adorei”, evidenciando o engajamento dos participantes e a efetividade das estratégias utilizadas para aproximar conceitos científicos do cotidiano dos alunos.

 

Além de avaliarem a atividade, os participantes compartilharam suas áreas de interesse profissional. As respostas demonstraram grande diversidade de escolhas, com destaque para cursos das áreas da saúde, tecnologia, engenharias e ciências humanas. Entre os cursos mais mencionados estiveram Biomedicina, Ciência da Computação, Psicologia, Medicina, Análise de Dados, Engenharia Elétrica, Engenharia Química, Bioquímica e Fisioterapia. Esse resultado evidencia não apenas a pluralidade de interesses dos estudantes, mas também a importância de ações de extensão universitária na ampliação do conhecimento sobre diferentes trajetórias acadêmicas e profissionais.

 

Nuvens de palavras elaboradas a partir dos comentários dos estudantes sobre o evento e dos cursos de graduação de maior interesse entre os participantes.

Nuvens de palavras elaboradas a partir dos comentários dos estudantes sobre o evento e dos cursos de graduação de maior interesse entre os participantes.

 

Organização – A visita foi organizada com apoio do Projeto #Adote, sob coordenação da professora Rita de Cássia Café Ferreira, presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB-USP e pesquisadora do CEPID B3, e do professor Jansen de Araújo, coordenador da Comissão de Cultura e Extensão do Departamento de Microbiologia do ICB-USP e chefe do Laboratório de Pesquisa em vírus emergentes (LPVE).

 

Também participaram da atividade os monitores: Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Giovana Tarantini, Lara Nardi Baroni, Nicole Gonçalves Picinin, Pedro Lucas Batalha Marcelino, Gustavo de Oliveira Fenner, Fernanda Panicio Vizu e Luana de Lima Maciel.

 

Agradecimentos – A equipe organizadora agradece ao SESI Mauá pela recepção, parceria e apoio durante a realização do evento. Em especial, agradecemos às coordenadoras Maria Marta Rossi Gurgel, Alline Caruzo Rosa e Ana Maria Martins e à diretora Andrea Aparecida dos Santos Silva pela colaboração na organização das atividades, fundamentais para o sucesso da iniciativa e para a aproximação entre universidade e escola.

 

Equipe:

Rita de Cássia Café Ferreira

  • Bruna Rodrigues Corrêa
  • Carolina Diorio Nastaro
  • Lara Nardi Baroni
  • Nicole Gonçalves Picinin
  • Giovana Tarantini
  • Pedro Lucas Batalha Marcelino

Jansen de Araújo

  • Gustavo de Oliveira Fenner
  • Luana de Lima Maciel
  • Fernanda Panicio Vizu

 

Acesse aqui a galeria de fotos.

 

Bruna Rodrigues Corrêa e professora Rita de Cássia Café Ferreira | Comunicação CEPID B3

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

02/06/26
Memória ICB: homenagem à professora Marcia Mayer

O projeto Memória ICB, desenvolvido pelo NUCOM, tem como objetivo preservar as histórias e trajetórias de docentes que deixaram sua marca no Instituto. Com essa proposta, a seção reunirá textos em homenagem a professores que estão se aposentando, com depoimentos escritos por seus próprios pares.

 

A primeira homenageada da iniciativa é a professora Marcia Mayer, do Departamento de Microbiologia, que se aposentará neste ano. O texto foi elaborado pela professora Maria Regina L. Simionato, também docente do Departamento e amiga próxima de Marcia, que acompanhou de perto sua trajetória acadêmica e profissional.

 

Leia abaixo a homenagem na íntegra*:


Homenagear a professora Marcia Mayer por seus mais de 40 anos de dedicação ao ensino e à pesquisa em Microbiologia Oral é reconhecer uma trajetória marcada pela excelência na pesquisa, pelo compromisso acadêmico e pela profunda contribuição à formação de inúmeras gerações de cirurgiões-dentistas e de professores, especialmente na área de Odontologia.

 

Ao longo das quatro décadas no Departamento de Microbiologia do ICB-USP, destacou-se pelo rigor acadêmico e pela integridade ímpar com que sempre conduziu sua missão de docência, de pesquisa e de gestão em diferentes áreas do Departamento, do Instituto e da FAPESP.

 

Sua atuação no ensino de graduação em Odontologia deixou marcas permanentes em todos aqueles que tiveram o privilégio de aprender sob sua orientação. Professora exigente, mas profundamente justa, ensinou a seus alunos muito mais do que conteúdos técnicos e científicos: ensinou-os a ler, pensar e analisar criticamente textos científicos baseados em conhecimentos sólidos que lhes foram transmitidos com clareza e metodologias de ensino variadas. Contribuiu, portanto, a formar profissionais preparados não apenas para o exercício da profissão, mas também para o compromisso com a ciência e com a excelência acadêmica.

 

Marcia, você sempre disse que carreira se constrói com planejamento, inteligência e muito trabalho. Sem dúvida, é uma fórmula certa, mas muito fria de se construir uma carreira. Na sua trajetória, além de tudo isso, sempre houve muita dedicação em tudo o que realizava, muito trabalho e uma paixão que fazia seus olhos brilharem à medida que um projeto de pesquisa ia sendo planejado ou desenvolvido. Seu entusiasmo sempre foi contagiante e, assim, como pesquisadora, foi orientadora de muitos que hoje são professores e pesquisadores, incentivando talentos, compartilhando conhecimento e contribuindo de maneira decisiva para o fortalecimento da Microbiologia Oral em instituições no Brasil e no exterior. Sua influência acadêmica ultrapassa salas de aula e laboratórios, refletindo-se nas trajetórias de tantos profissionais que hoje seguem inspirados por seus ensinamentos e exemplos.

 

Ao encerrar este importante ciclo profissional, permanece um legado construído com inteligência, rigor científico e dedicação ao ensino público e à formação humana. No entanto, suas características pessoais marcantes, como amizade, lealdade e integridade, tornam esse legado distinto e inesquecível nas diversas atividades de gestão que assumiu.

 

A nossa instituição deixa de ter sua presença constante, mas tem o privilégio de preservar seu exemplo para seus alunos, colegas e amigos. A aposentadoria representa apenas uma nova etapa de vida, livre dos prazos e compromissos formais, quando poderá desfrutar melhor da outra parte da sua vida, ou seja, família, amigos e lazer.

 

Receba nossa mais sincera gratidão por tudo o que realizou ao longo de uma carreira exemplar.

 

Com profunda admiração, carinho e respeito,

 

Maria Regina L. Simionato

Profa. Dra. do Depto. de Microbiologia do IBC-USP

 

     

 

   

 

     

 

     

 

     

 

*Texto revisado pelo NUCOM-ICB.

28/05/26
Estudo do ICB-USP em colaboração com Harvard revela mecanismo genético que regula a formação de neurônios na medula espinal

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da professora Irene Yan, o qual relata pesquisa envolvendo a medula espinal, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:


Este trabalho faz parte de um projeto maior que tem como foco o desenvolvimento embriológico da medula espinal. A medula espinal é uma estrutura essencial do sistema nervoso central, conectando o cérebro ao resto do corpo e transmitindo sinais sensoriais e motores. Ela se organiza em regiões dorsais e ventrais que processam diferentes tipos de informação, como dor e movimento. Durante o desenvolvimento embrionário, sua formação depende de uma regulação precisa da diferenciação neuronal.

 

A presença de SCRT2 e seu gene alvo ISLET1 na medula espinal embrionária pode ser visualizada por hibridação in situ HCR e indica que estão em locais distintos, resultado da ação modulatória de SCRT2 sobre a transcrição de ISLET1.

A presença de SCRT2 e seu gene alvo ISLET1 na medula espinal embrionária pode ser visualizada por hibridação in situ HCR e indica que estão em locais distintos, resultado da ação modulatória de SCRT2 sobre a transcrição de ISLET1.

 

Dra Vitória Botezelli, primeira autora da publicação.

Dra Vitória Botezelli, primeira autora da publicação.

A diferenciação celular depende de uma mudança progressiva na expressão dos genes: à medida que a célula amadurece, alguns genes precisam ser desligados e outros ativados no momento certo. Esse controle fino é feito por sequências de DNA não codificantes chamadas enhancers, que funcionam como módulos regulatórios capazes de integrar sinais ativadores e repressores.

 

O estudo revela um mecanismo fino de regulação gênica que contribui para a identidade dos neurônios na medula espinal em desenvolvimento: a proteína nuclear SCRT2 atua como um repressor da expressão de ISLET1 por meio de um enhancer modular. ISLET1 é uma proteína importante para a manutenção da identidade de neurônio medular dorsal. O enhancer identificado reúne duas funções complementares: uma parte favorece a ativação da transcrição, enquanto outra medeia a repressão por SCRT2, ajudando a coordenar a diferenciação de neurônios medulares com precisão espacial e temporal.

 

Prof. Marcos S. Costa, do Departamento de Systems Biology, Harvard University

Prof. Marcos S. Costa, do Departamento de Systems Biology, Harvard University.

Ao mostrar como um enhancer pode combinar ativação e repressão para moldar o destino celular, o trabalho amplia a compreensão de como circuitos transcricionais coordenam a formação do sistema nervoso.

 

O trabalho foi liderado pela professora Irene Yan, do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento, e executado por Vitória Botezelli, como parte da sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biologia de Sistemas da USP. O estudo resulta de uma colaboração com o laboratório do professor Marcos Simões-Costa, egresso do mesmo programa e atualmente vinculado à Harvard University.

 

Leia aqui o artigo na íntegra.

18/05/26
LigAção Ciência: projeto do CEPID B3 revela bastidores da pesquisa em microbiologia na USP para alunos da ETEC Albert Einstein

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com alunos do terceiro ano do ensino médio da ETEC Albert Einstein no ICB-USP, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Estudantes participaram de uma imersão no ambiente científico do ICB-USP,

conhecendo laboratórios, pesquisadores e atividades desenvolvidas na área de microbiologia.

 

Em sua terceira edição, o projeto LigAção Ciência – iniciativa de extensão do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), que é vinculado à FAPESP – recebeu 20 alunos do terceiro ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual Albert Einstein nos laboratórios do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). A visita, realizada no dia 14 de maio em quatro laboratórios da unidade, teve como objetivo aproximar os estudantes de diferentes áreas da microbiologia, com foco em pesquisas relacionadas a bactérias e superbactérias.

 

Figura 1: Alunos da ETEC Albert Einstein ao lado do diretor do CEPID B3, das alunas do projeto #Adote e da equipe de divulgação do CEPID B3.

Figura 1: Alunos da ETEC Albert Einstein ao lado do diretor do CEPID B3, das alunas do projeto #Adote e da equipe de divulgação do CEPID B3.

 

No Laboratório de Fisiologia e Genética Bacteriana —  liderado pela professora Marilis do Valle Marques, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP —  os alunos foram apresentados a conceitos como bactérias modelo, superbactérias, resistência bacteriana e formação de colônias em placas de Petri. João Pedro de Carvalho Pereira, mestrando no laboratório, conduziu as atividades e destacou curiosidades sobre o universo microscópico. “Um fato interessante é que cada bactéria tem, em média, dois micrômetros de tamanho — o equivalente a um centímetro dividido por cinco mil”, explicou.

 

A obtenção de proteínas de interesse e o desenvolvimento de antibióticos seguros e eficazes foram tema da visita ao Laboratório de Biologia Estrutural Aplicada, do professor Marcio Vinicius Bertacine Dias, também do Departamento de Microbiologia do ICB-USP. “Inserimos o trecho de DNA que codifica a proteína que queremos estudar em um plasmídeo, uma molécula que funciona como um manual de instruções”, explicou Luís Víctor Santana Rosa, aluno de doutorado. “Depois, colocamos o plasmídeo na bactéria para que ela produza essa proteína para nós, como uma máquina. Por fim, isolamos a proteína e prosseguimos com os estudos”, complementou. Entre as aplicações da técnica está a construção de modelos tridimensionais dessas proteínas.

 

No Laboratório de Estrutura e Evolução de Proteínas — coordenado pelo professor Robson Francisco de Souza, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP — os estudantes foram apresentados à bioinformática, área que integra biologia, ciência da computação, matemática e estatística para analisar, interpretar e organizar grandes volumes de dados biológicos. Os monitores destacaram como essas ferramentas permitem avançar em questões que nem sempre podem ser investigadas apenas experimentalmente. “Podemos comparar genomas de diferentes organismos e identificar semelhanças e diferenças entre eles, por exemplo”, explicou Celso Vítor Alves Queiroz Calomeno, colaborador acadêmico de pesquisa.

 

A programação incluiu também uma atividade prática no Laboratório de Genética e Fisiologia Bacteriana, chefiado pela professora Rita de Cássia Café Ferreira, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP, onde os alunos participaram da montagem de um antibiograma, desde o plaqueamento das bactérias até a aplicação de discos com antibióticos, acompanhados pelas monitoras do Projeto #Adote.

 

Para os estudantes, a experiência foi uma oportunidade de vivenciar, na prática, o que antes estava restrito aos livros didáticos, ampliando a compreensão sobre o fazer científico e suas possibilidades. “A proximidade com a área que vários pretendem seguir é importante e ajudou a inspirar os alunos”, disse um dos visitantes em formulário anônimo aplicado após o evento.

 

Iniciativas como o LigAção Ciência reforçam o papel da universidade pública na formação de novos talentos e na aproximação entre ciência e sociedade, despertando o interesse de jovens por carreiras científicas e contribuindo para a construção de uma cultura científica mais acessível e engajada. “Todas as pessoas que estavam nos laboratórios explicaram muito bem, hoje eu aprendi mais do que na escola”, concluiu outro estudante.

 

Figura 2: Vivências dos alunos nos quatro laboratórios de Ciências Biomédicas.

Figura 2: Vivências dos alunos nos quatro laboratórios de Ciências Biomédicas.

 

Agradecimentos e equipe – A equipe do CEPID B3 agradece o carinho, o interesse e a dedicação de todos os alunos da Escola Técnica Estadual Albert Einstein durante a visita. Agradecemos também à professora Andrea Didonato pelo incentivo aos estudantes e por acompanhar a turma ao longo das atividades realizadas no instituto.

 

Equipes dos laboratórios –  Prof.ª Rita de Cássia Café Ferreira

Bruna Rodrigues Corrêa — Iniciação Científica

Carolina Diorio Nastado — Mestrado

Daffiny de Oliveira Suman — Doutorado

Giovana Tarantini — Mestrado

Lara Nardi Baroni — Doutorado

Nicole Gonçalves Picinin — Doutorado

Pedro Lucas Batalha Marcelino — Mestrado

 

Prof. Marcio Vinicius Bertacine Dias

Danilo Pavão e Pavão — Doutorado

Guilherme Henrique Aparecido de Oliveira — Doutorado

Luis Víctor Santana Rosa — Doutorado

Luiza Catarina Batista de Alvarenga — Iniciação Científica

 

Prof.ª Marilis do Valle Marques

João Pedro de Carvalho Pereira — Mestrado

 

Prof. Robson Francisco de Souza

Celso Vítor Alves Queiroz Calomeno — Colaborador Acadêmico de Pesquisa

Eduardo Pereira Soares — Doutorado

Marcos Vinícius Rocha de Oliveira — Mestrado

 

Equipe de divulgação do CEPID B3 – Bruna Rodrigues Corrêa e Bianca Bosso 

 

Bianca Bosso | Comunicação CEPID B3

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

15/05/26
Inspirando futuros cientistas: estudantes da rede pública visitam laboratórios da USP

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com alunos do Ensino Fundamental II no ICB-USP, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Atividade realizada no ICB-USP promove aproximação entre alunos da educação básica e o universo da ciência e do ensino superior público.

 

No dia 28 de abril, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) recebeu 39 alunos do sexto ao nono ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Wanny Salgado Rocha, localizada na zona leste da capital paulista. A visita aconteceu no prédio do ICB II e teve como principal objetivo aproximar os estudantes da realidade universitária e do cotidiano da pesquisa científica.

 

Ao longo da programação, os alunos conheceram diferentes laboratórios e tiveram contato com estudos desenvolvidos no Departamento de Microbiologia, vivenciando experiências introdutórias relacionadas à rotina acadêmica e científica. A atividade permitiu que os participantes explorassem espaços de pesquisa e conhecessem de perto o trabalho realizado por pesquisadores e estudantes da universidade.

 

Imagem 1: Estudantes e professores que participaram da visita monitorada.

Imagem 1: Estudantes e professores que participaram da visita monitorada.

 

Outro momento importante da visita foi a apresentação sobre as diferentes formas de ingresso no ensino superior público. Durante a conversa, foram discutidas possibilidades como o vestibular da FUVEST, o acesso por meio do ENEM/SiSU e as políticas de inclusão e ações afirmativas. A atividade contribuiu para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre as oportunidades existentes para ingressar na universidade pública, além de ajudar a tornar esse objetivo mais próximo e acessível.

 

Os estudantes ainda participaram de uma dinâmica interativa utilizando o jogo MicroClima, desenvolvolvido por membros do Projeto #Adote, que aborda conceitos relacionados à ecologia microbiana e à resistência bacteriana de maneira lúdica e educativa. A proposta favoreceu o aprendizado por meio de metodologias ativas, estimulando a participação e a troca de conhecimentos entre os alunos.

 

Os impactos da atividade em números – Os impactos da visita puderam ser observados por meio da análise das opiniões dos alunos antes e depois da ação. O gráfico que sintetiza as respostas demonstra uma mudança positiva na percepção dos participantes em relação à experiência e ao ambiente universitário, com aumento das avaliações classificadas como “muito alto” no momento pós-visita. Parte dos estudantes que inicialmente apresentavam avaliações médias, baixas ou muito baixas passaram a classificar a experiência de forma mais positiva após as atividades. Os resultados reforçam o potencial da iniciativa em despertar o interesse pela ciência, ampliar perspectivas acadêmicas e fortalecer a aproximação entre a universidade e a educação básica.

 

Imagem 2: Análise das opiniões dos estudantes antes e depois da atividade.

Imagem 2: Análise das opiniões dos estudantes antes e depois da atividade.

 

Organização – A visita foi organizada com apoio do Projeto #Adote, sob coordenação dos professores Rita Café Ferreira, pesquisadora associada ao Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3/FAPESP), e Jansen de Araujo. Ambos os docentes são do Departamento de Microbiologia e membros da CCEx-ICB/USP.

 

As atividades contaram com a participação dos seguintes monitores:

  • Projeto #Adote: Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Daffiny Suman, Lara Nardi Baroni e Nicole Gonçalves Picinin;
  • Laboratório de Virologia: Gustavo de Oliveira Fenner, Thais Pailo de Carvalho, Fernanda Panicio Vizu e Theo Kraiser.

 

A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a divulgação científica e com a aproximação entre a pesquisa acadêmica e a educação básica. Ao promover experiências como essa, a instituição contribui para ampliar horizontes, reduzir barreiras de acesso ao ensino superior e incentivar a formação de futuros profissionais na área das ciências.

 

A equipe organizadora agradece à Escola Professora Wanny Salgado Rocha, especialmente à diretora Brígida Ana Carvalho Maia Brito e aos professores Ariane Mayumi Fujita, Isabele Camargo Brindo da Cruz, Bruno de Almeida Santos e Matheus Henrique Nunes dos Santos, pelo interesse, parceria e participação na atividade.

 

Atividades práticas desenvolvidas durante as apresentações nos laboratórios.

Imagem 3: Atividades práticas desenvolvidas durante as apresentações nos laboratórios.

 

Vídeos produzidos pelos alunos da EMEF Profa. Wanny Salgado Rocha: 

https://www.instagram.com/reel/DXse6tViq6R/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

https://www.instagram.com/reel/DX0Cp64KoKL/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

 

Posts produzidos pela equipe do Adote:

https://www.instagram.com/reel/DXzB19QIJ2G/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

https://www.instagram.com/p/DXwj1_alprL/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

 

Participantes:

  • Professora Rita de Cássia Café Ferreira
    • Bruna Rodrigues Corrêa
    • Carolina Diorio Nastado
    • Daffiny de Oliveira Suman
    • Lara Nardi Baroni
    • Nicole Gonçalves Picinin
    • Pedro Lucas Batalha Marcelino

  • Professor Jansen de Araújo
    • Gustavo de Oliveira Fenner
    • Thais Pailo de Carvalho
    • Fernanda Panicio Vizu

 

Autoria: Bruna Rodrigues Corrêa, Rita de Cássia Café Ferreira e Bianca Bosso

 

Bianca Bosso | Comunicação CEPID B3

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

13/05/26
Professora do ICB-USP recebe Prêmio EBT 2026 por contribuição à tireoidologia

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto da professora Marinilce Fagundes dos Santos, vice-diretora do ICB-USP, o qual relata o prêmio da EBT concedido à professora Maria Tereza Nunes, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:


A professora Maria Tereza Nunes, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do ICB-USP, foi homenageada com o Prêmio EBT 2026, durante o Encontro Brasileiro de Tireoide, em reconhecimento à sua liderança e trajetória científica no Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

 

A homenagem destacou a contribuição de seus estudos para o avanço da tireoidologia, assim como sua atuação na formação de recursos humanos: muitos egressos de seu laboratório atuam hoje como docentes e pesquisadores em importantes universidades estaduais e federais do Brasil, além de universidades norte-americanas e institutos de pesquisa na Europa.

 

Durante o encontro, considerado o principal da área no país, a docente também foi convidada para ministrar a conferência de abertura do congresso, intitulada “My Journey Through the World of Thyroid — and What Lies Ahead…”.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

Confira abaixo a galeria de fotos e vídeos da conferência e da premiação:

 

 

 

 

 

 

12/05/26
Nota de Repúdio

O Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo vem a público para repudiar expressa e veementemente quaisquer atitudes violentas e desrespeitosas, vindas de quaisquer segmentos, contra as pessoas e o patrimônio público da USP, motivadas por irresponsabilidade e falta de comprometimento com a instituição, sua organização, hierarquia e princípios.

 

É com muita desolação e desapontamento que acompanhamos a invasão e a vandalização da sede da Reitoria da Universidade de São Paulo pelo movimento estudantil nesta tarde de quinta-feira, 07 de maio de 2026.

 

Manifestamos total apoio à Reitoria da Universidade de São Paulo que, após extensa negociação com o movimento estudantil, ofereceu avanços significativos e viáveis para os estudantes.

 

Esperamos que esse tipo de atitude seja totalmente rechaçada pela comunidade da USP e que não mais venha a ocorrer durante quaisquer tratativas entre a Reitoria e os estudantes.

 

 

Com pesar,

Instituto de Ciências Biomédicas

Universidade de São Paulo

07/05/26
Jovem pesquisadora do ICB-USP é selecionada para encontro com laureados do Nobel na Alemanha

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto do servidor técnico administrativo Tegnus Franciscus Lamas, o qual relata a participação da pós-doutoranda Ana Flávia Fernandes Ferreira no 75º Lindau Nobel Laureate Meeting, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:


Pós-doutoranda do ICB-USP, que já teve pesquisa sobre Parkinson repercutida nacionalmente, representará o Brasil no 75º Lindau Nobel Laureate Meeting, ao lado de cerca de 70 ganhadores do Prêmio Nobel.

 

A pós-doutoranda Ana Flávia Fernandes Ferreira, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), foi selecionada para participar do 75º Lindau Nobel Laureate Meeting, que ocorrerá de 28 de junho a 3 de julho de 2026, na cidade de Lindau, Alemanha. O evento reunirá cerca de 70 laureados com o Prêmio Nobel e aproximadamente 600 jovens cientistas de todo o mundo nas áreas de Medicina/Fisiologia, Química e Física.

 

Ana Flávia foi indicada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) juntamente com outros seis jovens pesquisadores brasileiros. Atualmente ela realiza pós-doutorado com bolsa da FAPESP no Departamento de Farmacologia do ICB-USP, sob supervisão da professora Ana Carolina Takakura. Em 2025, defendeu seu doutorado pelo Programa de Biologia Funcional e Molecular da mesma instituição, sob orientação do professor do departamento de Fisiologia e Biofísica Luiz Roberto Giorgetti de Britto, com tese focada em mecanismos celulares da doença de Parkinson, também com bolsa da FAPESP.

 

Pesquisa de destaque na mídia – Durante seu doutorado, Ana Flávia foi primeira autora de um estudo publicado na revista Molecular Neurobiology (2022) que identificou a substância AG490, bloqueador de um canal para cálcio, capaz de evitar o agravamento do Parkinson em camundongos, reduzindo em cerca de 60% a morte de neurônios produtores de dopamina. A pesquisa teve repercussão nacional, sendo veiculada por Veja, Galileu, CNN Brasil e O Globo. Ainda durante seu doutorado, a pesquisadora foi autora de outros trabalhos publicados em revistas internacionais, Experimental Neurology (2024), Molecular Neurobiology (2025) e Glia (2025), os quais mostraram o envolvimento de um tipo de canal para cálcio (o TRPM2) na patologia da doença de Parkinson.

 

“Participar do Lindau Meeting é uma oportunidade única de diálogo entre gerações da ciência. Estar ao lado de laureados com o Nobel e de jovens pesquisadores de tantos países diferentes é uma honra e um reconhecimento do trabalho que fazemos no Brasil, mesmo com todos os desafios”, afirma a pesquisadora.

 

Sobre o Lindau Nobel Laureate Meeting – Realizado desde 1951, o encontro tem como objetivo promover o intercâmbio científico e pessoal entre laureados e jovens cientistas. A edição de 2026 marcará os 75 anos do evento, com programação que inclui palestras, sessões de diálogo, encontros informais e oportunidades de networking entre laureados e a próxima geração de cientistas.

 

Evento: 75º Lindau Nobel Laureate Meeting (Medicina/Fisiologia, Química e Física)
Data: 28 de junho a 3 de julho de 2026
Local: Lindau, Alemanha
Site oficial: www.lindau-nobel.org

Mais informações sobre a pesquisadora:
Currículo Lattes:  http://lattes.cnpq.br/2660617462464310

 

Reportagens sobre a pesquisa em Parkinson:

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

 

 

27/04/26
Estudo inédito da USP revela 45 novas toxinas produzidas por bactérias associadas a infecções alimentares

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata pesquisa com a participação do prof. Robson Francisco de Souza sobre bactérias do gênero Salmonella, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:


Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram 45 novas toxinas produzidas por bactérias do gênero Salmonella, que abriga espécies associadas a infecções alimentares. O trabalho, conduzido no Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3) e publicado na revista Plos Biology, mostra que essas substâncias atuam principalmente na competição entre microrganismos por espaço e recursos e indica que elas podem, no futuro, inspirar o desenvolvimento de novos antibióticos, estudos aprofundados com humanos e aplicações biotecnológicas.

 

Para investigar o arsenal microscópico usado pelo patógeno, a equipe analisou dados genéticos de Salmonella e seu Sistema de Secreção do Tipo VI (T6SS), um sistema em forma de lança usado pela bactéria para injetar efetores – moléculas, como as toxinas, que interferem no funcionamento de outras células – no ambiente ou diretamente em microrganismos competidores. As buscas foram realizadas com ferramentas computacionais que analisaram o material genético de 6165 amostras de 149 tipos diferentes (sorovares) da subespécie Salmonella enterica, permitindo identificar possíveis toxinas, comparar sequências entre diferentes bactérias e inferir suas funções a partir de semelhanças com proteínas já conhecidas.

 

Ao todo, 128 tipos de toxinas foram identificadas, das quais 45 são muito diferentes de toxinas conhecidas ou nunca haviam sido descritas pela Ciência. “Esse resultado implica que a diversidade no mundo de toxinas e antitoxinas bacterianas é muito alta, com novas variedades surgindo ou divergindo radicalmente das variantes aparentadas já conhecidas”, explica o professor do ICB- USP Robson Francisco de Souza, líder do grupo de bioinformática do Laboratório de Estrutura e Evolução de Proteínas (USP/CEPID B3) e um dos autores do estudo.

 

As moléculas identificadas podem atuar de diferentes maneiras: algumas são direcionadas à competição contra outras bactérias, enquanto outras têm potencial de afetar células eucarióticas, como fungos, leveduras, algas e até mamíferos. “É possível que algumas delas tenham papel direto nas infecções em humanos, mas, para confirmar essa hipótese, seria necessário ver qual linhagem carrega os genes contra eucariotos e avaliar experimentalmente o efeito em células e na infecção”, aponta o pesquisador.

 

O cenário de diversidade também se reflete na distribuição dos efetores descobertos entre os diferentes grupos de Salmonella. O artigo mostra que cada um desses grupos apresenta uma combinação própria de moléculas secretadas pelo T6SS. Isso indica que a bactéria seleciona e mantém efetores específicos de acordo com as pressões do ambiente em que vive. “A evolução desses sistemas e essa diversidade é estimulada tanto pela recombinação de genes, que acontece frequentemente para gerar e ativar novas toxinas, como pela seleção natural que, em um cenário de conflito biológico, impulsiona uma corrida armamentista entre as bactérias”, afirma Souza.

 

Os dados ainda indicam que subgrupos de Salmonella coletados em ambientes naturais tendem a apresentar um número maior de efetores do que aqueles provenientes de pacientes, sugerindo que a diversidade de toxinas aumenta em contextos com maior variedade de competidores. “Isso acontece porque, à medida que surgem novos desafios e adversários, o microrganismo precisa desenvolver novas ferramentas para se sobressair nessas disputas por recursos”, explica o pesquisador.

 

De acordo com o autor, os achados devem contribuir para o entendimento das estratégias de competição bacteriana e abrir caminho para novas aplicações clínicas e biotecnológicas. “Podemos ter, inclusive, aplicações que nem podemos antecipar ainda”, prevê Souza. “Acreditamos nisso porque, por exemplo, alguns de nossos trabalhos anteriores já demonstraram que proteínas importantes em eucariotos tiveram origem em toxinas bacterianas”, acrescenta, destacando o potencial desses compostos em diferentes contextos biológicos.

 

Souza ressalta que o campo ainda está longe de ser esgotado. “Bactérias como Salmonella, Acinetobacter e outros organismos ainda oferecem oportunidades para entendermos o papel dessas toxinas nas interações ecológicas”, afirma. “Continuamos investindo no desenvolvimento de softwares e pipelines para automatizar esse tipo de análise e ampliar a investigação para novas linhagens, como arqueas e bactérias menos conhecidas, que representam ainda mais oportunidades para esse tipo de descoberta”, conclui.

 

Bianca Bosso | Comunicação CEPID B3

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

14/04/26
MicroSafe: Projeto Brasil-Holanda une microbiologia e clima para proteger a saúde pública

Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto do prof. Welington Luiz Araujo, o qual relata projeto sobre saúde única desenvolvido pelo Brasil em parceria com a Holanda, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:


A FAPESP e o Conselho Holandês de Pesquisa (NWO) aprovaram o projeto temático intitulado “MicroSafe: Microbiome-Based Strategies for Safe Climate-Resilient Engineered Water Systems”. Esta iniciativa reúne instituições de excelência, incluindo o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a Universidade de Mogi das Cruzes, o Hospital Israelita Albert Einstein, a CETESB e a empresa Conforlab (Brasil), em colaboração com a Delft University of Technology, a Radboud University e o KWR Water Research Institute (Holanda).

 

O projeto será coordenado no Brasil pelo Prof. Welington Luiz Araujo (ICB-USP) e na Holanda pelo Prof. Émile Sylvestre (TU Delft) e envolverá uma rede internacional de pesquisadores, estudantes e pós-doutorandos.

 

Em um contexto de crise climática global, caracterizado pelo aumento das temperaturas e pela maior frequência de eventos extremos, sistemas de água projetados — como torres de resfriamento — tornam-se ambientes propícios para a proliferação de micro-organismos patogênicos, incluindo Legionella pneumophila e Pseudomonas aeruginosa. Esses sistemas podem gerar aerossóis contaminados capazes de se dispersar no ambiente, representando um risco significativo à saúde pública, especialmente com o aumento de casos de doenças respiratórias, como pneumonias.

 

O projeto MicroSafe se insere no paradigma de Saúde Única (One Health), reconhecendo a interconexão entre saúde humana, ambiental e microbiológica. Ao investigar o microbioma de sistemas de água em condições reais no Brasil e na Holanda, o projeto busca compreender como fatores ambientais e mudanças climáticas influenciam a dinâmica microbiana e a emergência de patógenos.

 

Serão monitoradas torres de resfriamento e outros sistemas hídricos para caracterizar comunidades microbianas complexas; identificar indicadores de risco e de alerta precoce e desenvolver estratégias inovadoras de tratamento baseadas no microbioma.

 

Uma abordagem inovadora do projeto é o uso de micro-organismos benéficos para suprimir patógenos, promovendo soluções sustentáveis e alinhadas com a ecologia microbiana dos sistemas. Essa estratégia representa uma mudança de paradigma, passando do controle químico tradicional para uma gestão biológica e ecológica da qualidade da água.

 

Diante da rápida urbanização e das pressões impostas pelas mudanças climáticas, prevenir a disseminação de aerossóis contaminados é essencial para proteger populações vulneráveis. Ao integrar microbiologia, biotecnologia, monitoramento ambiental e avaliação de risco, o MicroSafe propõe uma abordagem proativa e preditiva para a segurança da água.

 

Assim, o projeto não apenas contribui para o avanço científico na interface entre microbiologia e ecologia, mas também oferece soluções concretas para desafios globais emergentes, posicionando-se como uma iniciativa estratégica para mitigar riscos à saúde em um planeta em transformação.

 

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB

14/04/26
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