Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata o evento “Viagem ao Mundo dos Microrganismos na Nova Estação Ciência”, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Atividade promovida pelo Projeto #Adote aproximou estudantes do Ensino Médio da pesquisa, da divulgação científica e do cotidiano universitário
03/09/2026 – Vinte e cinco estudantes do Ensino Médio do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) participaram de uma experiência de imersão no universo dos microrganismos durante o evento “Viagem ao Mundo dos Microrganismos na Nova Estação Ciência”, promovido pela Estação Ciência e pelo Projeto #Adote, do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). A programação contou com atividades práticas no ICB e uma visita à sede da Nova Estação Ciência, proporcionando aos alunos diferentes formas de contato com a ciência e com os espaços da Universidade.
Estudantes do IFSP junto aos monitores do Projeto #Adote e da Nova Estação Ciência.
Com o objetivo de ampliar e aprofundar os conhecimentos construídos ao longo das atividades do Projeto #Adote, os participantes tiveram contato com conteúdos relacionados a vírus, bactérias, fungos e arqueas, abordados por meio de atividades práticas, apresentações e dinâmicas.
No período da manhã, os estudantes foram recebidos no Departamento de Microbiologia do ICB-USP. As atividades permitiram que os alunos explorassem diferentes aspectos da diversidade microbiana e compreendessem a importância desses organismos para a saúde, o ambiente e a sociedade.
A programação contou também com a participação do Laboratório de Fungos Dimórficos Patogênicos e do Laboratório de Vírus Emergentes, possibilitando aos estudantes conhecer diferentes áreas de pesquisa desenvolvidas na Universidade e entrar em contato com pesquisadores e ambientes relacionados à produção do conhecimento científico.
Estudantes durante as atividades práticas sobre bactérias, vírus e fungos.
Além das atividades acadêmicas, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais do cotidiano universitário. O almoço no Bandejão Central da USP integrou a programação e proporcionou aos participantes uma experiência presente na rotina de muitos estudantes da Universidade, contribuindo para uma aproximação mais ampla com o ambiente da USP.
Estudantes durante o almoço no Bandejão Central da USP.
No período da tarde, o grupo seguiu para a Nova Estação Ciência, espaço de divulgação científica da USP voltado à aproximação entre a ciência e a sociedade. No local, os estudantes participaram de atividades práticas e interativas relacionadas às arqueas e conheceram iniciativas desenvolvidas pelo projeto.
A visita também permitiu aos participantes conhecer aspectos do patrimônio, da história e do ambiente do campus Butantã. Durante o percurso, os estudantes puderam observar elementos da fauna e da flora presentes na USP, conhecer marcos históricos da Universidade e visitar um de seus símbolos mais conhecidos: a Praça do Relógio.
Estudantes durante as atividades da tarde, incluindo a visita à Praça do Relógio, a atividade sobre arqueas e as práticas desenvolvidas na Estação Ciência.
Ao longo da programação, os estudantes foram estimulados a participar ativamente das ações, formulando hipóteses, realizando observações e relacionando os conteúdos apresentados aos conhecimentos construídos durante sua participação no Projeto #Adote. A proposta buscou valorizar a aprendizagem pela experiência e estimular o interesse pela ciência e pela investigação científica.
A iniciativa integra as ações de educação e divulgação científica do Projeto #Adote e reforça a importância da aproximação entre a universidade pública e a educação básica. Ao possibilitar que estudantes do Ensino Médio conheçam espaços de ensino, pesquisa, extensão e divulgação científica, a atividade amplia as possibilidades de diálogo entre a USP e as escolas e contribui para apresentar a Universidade como um espaço de produção e compartilhamento de conhecimento.
Mais do que uma visita aos espaços da USP, a “Viagem ao Mundo dos Microrganismos na Nova Estação Ciência” proporcionou aos estudantes uma experiência de contato direto com diferentes dimensões da vida universitária e da ciência. A atividade evidencia o papel da Universidade na formação científica e na construção de espaços de diálogo com a sociedade, aproximando o conhecimento produzido na USP de novos públicos.
Fotos gerais do evento.
Acesse aqui a galeria de fotos do evento e um vídeo sobre a atividade.
Organização – A atividade foi organizada pelo Projeto #Adote, sob coordenação da professora Rita de Cássia Café Ferreira, presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB-USP e pesquisadora do CEPID B3, em parceria com a Nova Estação Ciência da PRCEU e com a participação do Laboratório de Pesquisa em Vírus Emergentes (LPVE) e do Laboratório de Fungos Dimórficos Patogênicos.
Também participaram da atividade os monitores Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Camila Caldas Martins Correia, Giovana Tarantini, Lara Nardi Baroni, Nicole Gonçalves Picinin, Gustavo de Oliveira Fenner, Luana de Lima Maciel, Thais de Pailo, Vinicius Alves do Nascimento e Gabriel Davi Marena.
Agradecimentos – A equipe organizadora agradece ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Sorocaba pela recepção, parceria e apoio durante a realização do evento. Em especial, agradece ao professor Alexandre La Luna pela colaboração na organização das atividades, fundamental para o sucesso da iniciativa e para o fortalecimento da aproximação entre universidade, escola e sociedade.
Rita de Cássia Café Ferreira – ICB-USP
Suzana Ursi (Diretora) – Estação Ciência
Jansen de Araújo – ICB-USP
Pós-Doutorandos Gabriel Davi Marena e Vinicius Alves do Nascimento – ICB-USP
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da professora Raif Musa Aziz, o qual relata visita monitorada realizada no instituto, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:
Na última quinta-feira (20), o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) recebeu estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e de cursinhos pré-vestibulares para uma Visita Monitorada do Programa USP e as Profissões, atividade que integra as ações da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, em articulação com a CCEx-ICB e com os Departamentos de Fisiologia e Biofísica e de Farmacologia do Instituto.
Coordenada pelas professoras Raif Musa Aziz e Elisa Mitiko Kawamoto Iwashe, a visita foi organizada para proporcionar aos estudantes um contato próximo com a Universidade, com seus pesquisadores e com diferentes áreas da ciência desenvolvidas no ICB.
Após a chegada e a abertura do evento, os estudantes foram divididos em oito grupos e passaram, em sistema de rodízio, por oito diferentes atividades. Ao longo da manhã, acompanharam demonstrações, participaram de experiências interativas, conheceram espaços de ensino e pesquisa e puderam conversar diretamente com professores e estudantes do Instituto.
O que mais marcou a visita foi o interesse dos alunos. A atenção durante as explicações, a vontade de participar, a curiosidade e as muitas perguntas deram ritmo e vida às atividades, mantendo o envolvimento até o final da programação. Essa energia também foi percebida por professores e funcionários que circulavam pelo andar do ICB e acompanhavam, com satisfação, o movimento e o entusiasmo que tomaram conta do espaço.
Um dos sentidos mais importantes da visita foi mostrar aos jovens, de forma concreta, como a ciência é feita. Ciência começa com perguntas, observação e curiosidade, passa pela experimentação, pela análise e pela discussão dos resultados e, muitas vezes, leva a novas perguntas. É um conhecimento construído por pessoas, com estudo, dedicação, rigor e colaboração.
Ao aproximar jovens do ambiente universitário, a iniciativa também reforça o papel da USP como universidade pública, ao abrir seus espaços, compartilhar o conhecimento produzido no Instituto e possibilitar o contato direto com quem ensina, pesquisa e aprende. Essa aproximação contribui para a divulgação científica, amplia o conhecimento sobre a Universidade e pode despertar em novos estudantes o interesse pela ciência e pela formação acadêmica, ao mesmo tempo em que aproxima a USP das perguntas, dos interesses e das perspectivas das novas gerações.
Nosso agradecimento a todos os professores, estudantes de graduação e pós-graduação e pós-doutorandos dos laboratórios que prepararam e conduziram as atividades: Neurofisiologia (Luiz Roberto Giorgetti de Britto); Fisiologia Cardiovascular (Patrícia Brum); Fisiologia Vascular (Luciana Venturini Rossoni); Fisiologia e Farmacologia Respiratória (Thiago Santos Moreira, Ana Carolina Takakura e Bárbara Falquetto); Fisiologia Renal (Maria Oliveira de Souza, Karina Thieme e Raif Musa Aziz); Fisiologia Digestória (Francemilson Goulart); Trilha da Saúde (Elisa Mitiko Kawamoto Iwashe, Luciana Biagini Lopes, Lucia Lopes, Silvana Chiavegatto e Letícia Costa Lotufo); e Fisiologia Molecular e Metabolismo – Central de Fenotipagem Metabólica de Roedores (William Tadeu Lara Festuccia).
Agradecemos também aos funcionários Leila Affini e Roberto Valentim pela colaboração durante a visita, assim como à equipe da Portaria do ICB I e aos profissionais da limpeza, pelo apoio e cuidado que contribuíram para a organização e o bom andamento da atividade.
E, especialmente, nosso agradecimento aos estudantes inscritos que participaram. Foram o interesse, as perguntas, a disposição e alegria de vocês para conhecer, experimentar e aprender que deram significado a essa manhã.
Acesse aqui a galeria de fotos completa do evento.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto do servidor técnico administrativo Tegnus Franciscus Lamas, o qual relata pesquisa sobre como a experiência reprodutiva induz mudanças permanentes no corpo feminino, divulgamos abaixo a íntegra desta matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:
A gravidez e a lactação são frequentemente descritas como os desafios fisiológicos mais intensos que o corpo feminino pode enfrentar. No entanto, a ciência está descobrindo que o impacto da maternidade vai muito além do nascimento do bebê ou do período do puerpério imediato. Novas pesquisas indicam que a “experiência reprodutiva” — um termo que engloba o acasalamento, a gestação, o parto e a amamentação — pode induzir mudanças permanentes na fisiologia, no cérebro e até mesmo na estrutura física das mulheres.
Um novo ponto de ajuste metabólico – Estudos com modelos animais mostram que, mesmo muito tempo após o desmame, as fêmeas que passaram pela experiência reprodutiva (RE) mantêm um peso corporal significativamente mais elevado do que as fêmeas virgens da mesma idade. Esse fenômeno sugere que, após a gravidez, é estabelecido um novo “ponto de ajuste” (set point) para o peso corporal.
O mecanismo por trás disso reside, em grande parte, no hipotálamo, a central de controle de energia do cérebro. Durante a gestação, ocorre um aumento na expressão da proteína SOCS3, que bloqueia a ação da leptina (o hormônio da saciedade), levando a um aumento no apetite para suprir as demandas energéticas do feto e da futura lactação. Se essa resistência à leptina persistir após o parto, ela favorece a retenção de gordura a longo prazo. Além disso, observou-se uma redução permanente na atividade física espontânea em fêmeas após a reprodução, o que contribui para a adiposidade.
A surpresa do crescimento permanente – O estudo brasileiro, publicado na Revista eLife na edição de agosto de 2026, intitulado “Reproductive experience promotes permanent body growth independently of growth hormone” (A experiência reprodutiva promove o crescimento corporal permanente independentemente do hormônio do crescimento, em tradução livre), trouxe revelações surpreendentes sobre o anabolismo na gestação. Pesquisadores demonstraram que a primeira gravidez promove um crescimento somático permanente (aumento da massa magra e do comprimento do corpo) em camundongos. O artigo tem como primeiro-autor o pós-doutorando Gabriel Orefice de Souza e como orientador o professor José Donato Júnior, ambos do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).
O dado mais relevante da pesquisa é que esse crescimento ocorre mesmo em animais com deficiência severa de Hormônio do Crescimento (GH), sugerindo que a gravidez ativa vias anabólicas alternativas e redundantes, que independem do eixo somatotrófico tradicional.
Essa descoberta não se limita aos laboratórios. O estudo investigou um grupo de mulheres em Itabaianinha (Sergipe) que possuem uma mutação genética rara que causa deficiência de GH. Os dados revelaram que as mulheres do mesmo grupo genético que tiveram filhos eram, em média, 7 cm mais altas do que as que nunca tinham engravidado. Relatos clínicos também indicaram aumentos permanentes no tamanho dos pés e no diâmetro dos dedos após o parto, confirmando que a gestação, em certas condições específicas, pode remodelar tecidos e estruturas ósseas em algumas mulheres.
Programação epigenética e o papel da amamentação – A ciência também está mergulhando no nível molecular para entender como essas mudanças se tornam duradouras. A combinação de gravidez e lactação induz modificações epigenéticas no hipotálamo, como o aumento da expressão da enzima HDAC8 e mudanças na acetilação de histonas em neurônios que regulam o balanço energético.
O papel da lactação revelou-se crucial: em alguns modelos, as mudanças metabólicas de longo prazo, como a redução da atividade física e o aumento da adiposidade periuterina, só ocorreram de forma marcante quando a fêmea também amamentava.
Um alerta para a saúde pública – Essas descobertas têm implicações profundas para a saúde das mulheres e para as políticas públicas no Brasil. Dados do sistema Vigitel mostram que o excesso de peso entre as mulheres brasileiras saltou de 38,5% em 2006 para 60,6% em 2024, enquanto a obesidade subiu de 12,1% para 26,7% no mesmo período.
Saber que a gravidez funciona como um “teste de estresse” metabólico significa que o período pós-parto é uma janela de oportunidade crítica. A retenção de peso pós-parto e as alterações na homeostase da glicose são preditores significativos para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares em fases posteriores da vida da mulher.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis. Vigitel Brasil 2006-2024: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal entre 2006 e 2024. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/vigitel_2006_2024_doencas_cronicas.pdf. Acesso em: 26 jun. 2026.
DE SOUZA, Gabriel O. et al. Reproductive experience promotes permanent body growth independently of growth hormone. eLife, [s. l.], v. 15, p. RP111456, 2026. DOI: https://doi.org/10.7554/eLife.111456.1.
LADYMAN, Sharon Rachel; KHANT AUNG, Z.; GRATTAN, David R. Impact of pregnancy and lactation on the long-term regulation of energy balance in female mice. Endocrinology, [s. l.], v. 159, n. 6, p. 2324-2336, jun. 2018. DOI: 10.1210/en.2018-00057.
TEIXEIRA, Pryscila D. S. et al. Brain STAT5 Modulates Long-Term Metabolic and Epigenetic Changes Induced by Pregnancy and Lactation in Female Mice. Endocrinology, [s. l.], v. 160, n. 12, p. 2903-2917, dez. 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1210/en.2019-00639. Acesso em: 26 jun. 2026.
ZAMPIERI, Thais T. et al. SOCS3 deficiency in leptin receptor-expressing cells mitigates the development of pregnancy-induced metabolic changes. Molecular Metabolism, [s. l.], v. 4, n. 3, p. 237-245, mar. 2015. DOI: 10.1016/j.molmet.2014.12.005.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Reunião contou com representantes da Receita Federal, de unidades da USP e de instituições beneficiadas para discutir resultados, demandas e perspectivas da colaboração.
A parceria entre o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e a Receita Federal completa 15 anos em 2026 consolidada como uma iniciativa que transforma mercadorias apreendidas em recursos para ensino, pesquisa, assistência à saúde e projetos sociais. Desde o início da colaboração, em 2011, aproximadamente 20 lotes de produtos foram destinados por meio do Instituto, somando cerca de R$ 13,3 milhões em materiais repassados para diferentes unidades da USP e instituições parceiras.
Para celebrar essa trajetória e fortalecer as ações futuras, representantes da Receita Federal participaram, na manhã desta quinta-feira (6), de uma reunião no ICB-USP com docentes, servidores e gestores de diferentes unidades da Universidade e de organizações beneficiadas pelas doações. O encontro promoveu a troca de experiências sobre o uso dos materiais recebidos e permitiu discutir novas possibilidades de destinação das mercadorias apreendidas.
Ao destacar a importância da colaboração, o superintendente adjunto da Receita Federal do Brasil no Estado de São Paulo, Dr. André Luiz Martins, ressaltou que a Universidade exerce um papel estratégico. “A academia nos ajuda a destinar muita coisa que, sem ela, nós não teríamos condições de dar uma finalidade. Produtos que poderiam ter como destino a destruição passam a ter uso na transformação social”, afirmou.
Segundo o diretor do ICB-USP, professor Carlos Taborda, a ação contribuiu significativamente para o fortalecimento das atividades acadêmicas. “A parceria com a Receita Federal tem sido de grande importância devido à transferência de equipamentos e produtos apreendidos, que puderam ser destinados, principalmente, à pesquisa e ao ensino”, destacou.
A origem da colaboração remonta a 2011, quando a servidora Andréa Queiroz, do setor financeiro do ICB-USP, iniciou os contatos com a Receita Federal a partir de uma proposta apresentada pelo então diretor do Instituto, professor Rui Curi. Desde então, o ICB assumiu o papel de articulador das doações dentro da USP, identificando demandas e encaminhando materiais para diferentes unidades da Universidade.
Ao longo desses 15 anos, a parceria permitiu que itens de diferentes naturezas fossem incorporados a projetos acadêmicos e sociais. Impressoras 3D recebidas da Receita Federal passaram a ser utilizadas no Instituto, influenciando inclusive novas linhas de estudo. Equipamentos e insumos odontológicos foram incorporados às atividades de graduação da Faculdade de Odontologia, enquanto materiais hospitalares contribuíram para ampliar atendimentos e melhorar a infraestrutura de instituições de saúde.
Entre os exemplos apresentados durante a reunião, destacam-se os aparelhos auditivos doados a projetos da área da saúde, possibilitando que pessoas com deficiência auditiva recuperassem a capacidade de ouvir; e os tablets destinados ao Museu de Anatomia Humana “Alfonso Bovero”, que ampliaram o acesso de estudantes da rede pública a conteúdos educacionais.
O reaproveitamento de produtos também gerou desdobramentos em iniciativas de pesquisa e extensão. Óleos essenciais apreendidos, por exemplo, foram incorporados a um projeto que os transformou em sabonetes destinados a ações sociais voltadas à população em situação de vulnerabilidade. Cosméticos, equipamentos de informática e diversos outros itens passaram a ser utilizados em atividades acadêmicas, projetos comunitários e ações de saúde realizadas por diferentes unidades da USP.
Para o analista tributário da Receita Federal Luís Fernando Rocha Simonetti Pereira, um dos fatores que explicam a longevidade da parceria é a capacidade da Universidade de encontrar aplicações para produtos que dificilmente teriam outra destinação. “O segredo foi encontrar pessoas que compraram a ideia. Às vezes eu não tenho nem ideia do que fazer com determinado material, e a Andréa descobre o caminho. A Receita ganha, a Universidade ganha e a sociedade ganha”, afirmou.
O analista tributário Rodrigo Soares D’Alessandro destacou iniciativas voltadas à transformação de mercadorias apreendidas em novos projetos de inovação. “Focamos bastante nisso, principalmente com as universidades, para poder desenvolver novos produtos e novas soluções para a sociedade”, explicou.
Um dos resultados mais relevantes da colaboração é justamente a capacidade de devolver à população o valor social dos itens apreendidos. Equipamentos utilizados em hospitais universitários, ferramentas destinadas à formação de estudantes, insumos incorporados a pesquisas científicas e produtos direcionados a programas sociais demonstram como mercadorias originalmente retidas em operações de fiscalização podem se transformar em benefícios concretos para a sociedade.
Responsável pela parceria no ICB-USP desde sua criação, Andréa Queiroz destacou o caráter coletivo da iniciativa. “Tenho muito orgulho de fazer parte desta equipe e dos resultados que vejo na Universidade de São Paulo inteira, que, como pudemos observar na reunião, envolve várias unidades trabalhando por um bem comum”, afirmou.
Além dos representantes da Receita Federal e do ICB-USP, participaram da reunião gestores, docentes e servidores de diferentes unidades da Universidade que recebem e destinam os materiais obtidos por meio da parceria. Estiveram presentes o professor Gilberto Francisco Martha de Souza, vice-diretor da Escola Politécnica da USP (Poli-USP); o professor Manfredo Harri Tabacniks, superintendente de Prevenção e Proteção Universitária da USP (SPPU-USP); Cristiene Camila Soares Luiz Betti, assistente de direção da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP (EA-FEUSP); e Juarez Antonio Neco da Silva, assistente de segurança da USP.
A Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (FCF-USP) foi representada pela professora Inar Castro Erger, vice-diretora da unidade; por Cleonice Estrela Cabral Gonçalves, chefe da Divisão Financeira; e por Edgar Machado, técnico de laboratório. Já a Faculdade de Odontologia da USP (FOUSP) contou com a participação do seu diretor, o professor Giuseppe Alexandre Romito, e de Rosivaldo da Silva Borges, chefe da Divisão Financeira.
Pelo Hospital Universitário da USP (HU-USP), participaram o professor José Pinhata, superintendente da instituição, e Ailton Goes Moreira, servidor do Hospital. Também estiveram presentes os policiais civis Investigador Newton Roldan e Agente Fábio Augusto, integrantes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA), vinculado ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE).
Confira aqui a galeria de fotos do evento (créditos das imagens: Cecília Bastos/USP Imagens).
Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB
Crédito da imagem: Marilene Guimarães/ICB-USP
Crédito da imagem: Marilene Guimarães/ICB-USP
Crédito da imagem: Marilene Guimarães/ICB-USP
Crédito da imagem: Marilene Guimarães/ICB-USP
Crédito da imagem: Cecília Bastos/USP Imagens
Crédito da imagem: Cecília Bastos/USP Imagens
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata como metodologias ativas aproximam estudantes da pesquisa biomédica , divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Pesquisa do ICB-USP mostra que metodologias ativas aproximam estudantes da pesquisa biomédica e ampliam a compreensão sobre resistência aos antibióticos.
Por que algumas bactérias conseguem causar infecções tão difíceis de tratar? A resposta pode estar em um fenômeno surpreendente: elas são capazes de “conversar” entre si. Embora o bate-papo seja invisível aos nossos olhos, essa comunicação desperta grande interesse dos pesquisadores, já que compreender seu funcionamento pode abrir caminho para novas estratégias de diagnóstico e terapias capazes de reduzir a virulência das bactérias sem, necessariamente, utilizar antibióticos.
Grande parte desse comportamento é controlado por um mecanismo conhecido como quorum sensing, um sistema de comunicação química utilizado pelas bactérias. Durante esse fenômeno, cada bactéria libera no ambiente pequenas moléculas sinalizadoras chamadas de autoindutores, que se acumulam na medida que a população bacteriana aumenta e se unem a um receptor no interior desses microrganismos. Quando atingem determinada concentração, as bactérias “percebem” que estão em grande número e passam a agir de forma coordenada, aumentando sua capacidade de formar biofilmes, produzir fatores de virulência e resistir a estressores ambientais, como defesas.
Ciência na prática – Mas como ensinar um fenômeno que não pode ser visto? Essa foi a pergunta que motivou pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) a desenvolverem uma atividade investigativa com estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) que cursavam a disciplina de Bacteriologia.
Durante a metodologia ativa Real Lab Day, os alunos utilizaram as bactérias Chromobacterium violaceum e Pseudomonas aeruginosa – a “bactéria do Ypê” – para dar cor ao processo de quorum sensing. A equipe trabalhou com uma linhagem mutada de Chromobacterium violaceum, que havia perdido o gene responsável por produzir seu próprio autoindutor (a molécula sinalizadora usada durante o quorum sensing). Por conta da mutação, essas bactérias passaram a reconhecer e se unir apenas aos autoindutores liberados por outras espécies. Ao detectar os autoindutores produzidos por Pseudomonas aeruginosa, produzia um pigmento roxo chamado de violaceína, permitindo visualizar um processo que normalmente acontece de forma invisível (Figura 1).
Figura 1. Funcionamento do biossensor. O mutante de Chromobacterium violaceum foi capaz de reconhecer os autoindutores liberados por Pseudomonas aeruginosa e sinalizar por meio da produção de um pigmento roxo conhecido como violaceína.
Mais do que observar um experimento pronto, os estudantes participaram de todas as etapas da investigação científica, levantando hipóteses, analisando resultados e discutindo suas implicações para a pesquisa biomédica (Figura 2).
Figura 2. Estudantes no Real Lab Day. A. Bioensaios de estrias cruzada em placa; B. Pesagem e extração da violaceína; C. Quantificação da violaceína; D. Apresentação de pôster científico.
Após a atividade, os alunos apresentaram maior compreensão sobre o quorum sensing, reconheceram sua importância no desenvolvimento de novas estratégias para combater infecções bacterianas e demonstraram maior interesse pela pesquisa científica na área.
Ensino, pesquisa e extensão caminhando juntos – A pesquisa integra o “Projeto #Adote: Adote uma Bactéria”, coordenado pela professora Rita de Cássia Café Ferreira, do ICB-USP. Desde 2013, o projeto utiliza metodologias ativas para aproximar estudantes da pesquisa científica, promovendo a integração entre ensino, pesquisa, extensão e divulgação científica em microbiologia.
O trabalho foi desenvolvido por Camila Caldas Martins Correia e Pedro Lucas Batalha Marcelino, mestrandos da professora Rita Ferreira, em parceria com o professor José Freire da Silva Neto e com Raquel Sousa Freire, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), todos da equipe do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), vinculado à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Além disso, teve a participação do professor José Gregório Cabrera Gomes, do ICB, e do doutorando Fábio Moura Cavalcante, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da USP, promovendo a integração entre diferentes unidades e programas de pós-graduação da universidade.
“O estudante deixa de apenas aprender ciência para fazer ciência” – De acordo com Rita de Cássia Café Ferreira, aproximar os estudantes da investigação científica é um dos principais objetivos da iniciativa. “Quando o estudante participa da construção do conhecimento, ele absorve mais do que conteúdos de microbiologia; aprende a formular perguntas, interpretar resultados, trabalhar em equipe e compreender como a ciência responde aos grandes desafios da sociedade, como a resistência aos antibióticos”, diz.
Formação de pesquisadores – Para a mestranda Camila Caldas Martins Correia, primeira autora do estudo, participar da pesquisa representou um importante passo em sua formação acadêmica e profissional. “Desenvolver este trabalho mostrou que é possível transformar um conceito complexo, como o quorum sensing, em uma experiência de aprendizagem significativa; foi muito gratificante ver os estudantes compreenderem um fenômeno da microbiologia por meio da experimentação”, afirma. “Essa experiência fortaleceu minha formação como pesquisadora e despertou ainda mais meu interesse pela docência e divulgação científica”, acrescenta.
Muito além da sala de aula – Mais do que validar uma nova atividade experimental, o estudo demonstra que metodologias ativas aproximam os estudantes da realidade da pesquisa biomédica, despertam a curiosidade científica e contribuem para formação de profissionais mais preparados para enfrentar desafios contemporâneos, como a resistência bacteriana.
Ao integrar laboratório experimental, sala de aula e divulgação científica, o “Projeto #Adote: Adote uma Bactéria” mostra como a universidade pode formar profissionais, produzir conhecimento de qualidade e, ao mesmo tempo, aproximar a ciência da sociedade.
Agradecimentos – Aos estudantes do curso de Ciências Biomédicas ICB-USP, cuja participação foi fundamental para que pudéssemos realizar essa pesquisa, ressaltamos o nosso mais sincero reconhecimento. Agradecemos também à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil, 001) e ao CEPID B3/Fapesp (Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, 2023/12063-9) pelo apoio financeiro.
Artigo científico – Os resultados foram publicados no Journal of Microbiology & Biology Education, periódico da American Society for Microbiology (ASM), no artigo de autoria de Correia et al. (2026).
Artigo científico: Correia et al. Journal of Microbiology & Biology Education. DOI: 10.1128/jmbe.00075-26.

*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade conjunta com a Nova Estação Ciência realizada no IFSP de Sorocaba, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Integrando as ações da Nova Estação Ciência, o Projeto #Adote promoveu atividades práticas sobre microrganismos e aproximou estudantes do ensino médio do universo da pesquisa científica.
Em uma iniciativa que reforça o compromisso da Universidade de São Paulo com a aproximação entre universidade e sociedade, a Nova Estação Ciência, vinculada à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU-USP), e o Projeto #Adote do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) realizaram, no dia 9 de junho, uma ação conjunta no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Sorocaba. A atividade integrou a caravana científica das iniciativas de extensão universitária, levando a experiência “Viagem ao Mundo dos Microrganismos” para além dos muros da universidade. As ações proporcionaram aos estudantes do ensino médio uma vivência no universo da pesquisa científica por meio de atividades práticas, oficinas interativas e diálogos sobre a formação acadêmica e as possibilidades de ingresso no ensino superior.
Alunos de graduação, pós-graduação, pós-doutorando e docentes da USP junto aos alunos e professor do IFSP campus Sorocaba.
A programação teve início com uma recepção do professor Alexandre La Luna, do Instituto Federal de São Paulo campus Sorocaba, e foi conduzida pela professora Rita de Cássia Café Ferreira, coordenadora do Projeto #Adote do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3/FAPESP) e docente do ICB-USP, e pela professora Suzana Ursi, responsável pela Nova Estação Ciência e docente do Instituto de Biociências (IB-USP). Durante a abertura, as docentes apresentaram a Universidade de São Paulo, os objetivos da atividade e destacaram a importância da parceria para ampliar o acesso dos jovens ao conhecimento científico e ao ambiente universitário.
Em seguida, os participantes foram divididos em cinco grupos, representando os diferentes temas trabalhados na atividade “Adote um Microrganismo”: vírus, fungos, protozoários, bactérias e arqueas. Cada grupo percorreu estações temáticas, chamadas de “ilhas”, desenvolvidas por estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores do ICB e IB.
Demonstração das atividades nas Ilhas de vírus, bactérias e fungos.
Na Ilha Vírus, os estudantes participaram de uma atividade prática que permitiu compreender a estrutura do vírus Influenza, os processos envolvidos na produção de vacinas e os motivos pelos quais a vacinação contra a gripe precisa ser atualizada anualmente. Já na Ilha Bactéria, conceitos microbiológicos foram conectados ao cotidiano dos participantes por meio de experimentos que demonstraram a ação de agentes físicos e químicos utilizados no controle de microrganismos, incluindo produtos presentes em ambientes domésticos, como detergentes e água sanitária.
Na Ilha Fungos, os alunos exploraram a diversidade e a importância desses organismos para o meio ambiente, a saúde e a sociedade. A atividade incluiu a observação de amostras em microscópios, placas de cultivo e tubos de ensaio, proporcionando uma aproximação com técnicas utilizadas em laboratórios de pesquisa.
Demonstração das Ilhas de protozoário e de arqueas.
A Ilha Protozoário apresentou uma abordagem lúdica inspirada na série “Parasitas Assassinos”, do Discovery Channel. Por meio de uma dinâmica investigativa, os participantes precisaram analisar pistas e desvendar o caso de um paciente fictício, aprendendo conceitos científicos ao longo da atividade. Já na Ilha Arquea, os estudantes conheceram características únicas desses organismos, explorando sua diversidade, adaptação a ambientes extremos e importância para a compreensão da evolução da vida na Terra.
Alunos de Ensino Médio do IFSP interagindo com as atividades e os monitores da USP.
Durante as atividades científicas, os participantes conversaram com os alunos da USP sobre formas de ingresso na universidade pública, incluindo FUVEST, ENEM/SISU e políticas de inclusão. O momento buscou aproximar os estudantes da realidade universitária e ampliar o conhecimento sobre as oportunidades de acesso ao ensino superior.
Todas as atividades foram planejadas especialmente para estudantes do Ensino Médio, utilizando linguagem acessível, metodologias participativas e estratégias lúdicas capazes de estimular a curiosidade, o pensamento crítico e o protagonismo dos participantes durante o processo de aprendizagem. A ação representou um marco para a extensão universitária do ICB ao integrar o Projeto #Adote com a Nova Estação Ciência.
Acesse aqui a galeria de fotos do evento.
Organização – A atividade foi organizada pelo Projeto #Adote, sob coordenação da professora Rita de Cássia Café Ferreira, presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB-USP e pesquisadora do CEPID B3, em parceria com a diretora da Nova Estação Ciência da PRCEU e com a participação do Laboratório de Pesquisa em Vírus Emergentes (LPVE) e do Laboratório de Fungos Dimórficos Patogênicos.
Também participaram da atividade os monitores Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Camila Caldas Martins Correia, Daffiny Suman de Oliveira, Giovana Tarantini, Lara Nardi Baroni, Nicole Gonçalves Picinin, Pedro Lucas Batalha Marcelino, Gustavo de Oliveira Fenner, Luana de Lima Maciel, Martha Helena Chaves Magalhães e Gabriel Davi Marena.
Agradecimentos – A equipe organizadora agradece ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP) – Campus Sorocaba pela recepção, parceria e apoio durante a realização do evento. Em especial, agradece ao professor Alexandre La Luna pela colaboração na organização das atividades, fundamentais para o sucesso da iniciativa e para o fortalecimento da aproximação entre universidade, escola e sociedade.
Equipe – Professora Rita de Cássia Café Ferreira (Coordenadora do Projeto #Adote ICB-USP e Presidente da CCEX-ICB)
Professora Suzana Ursi (Docente do IB-USP e Diretora da Nova Estação Ciência)
Professor Alexandre La Luna (Docente do Instituto Federal de Sorocaba)
Professor Jansen de Araujo (Docente do ICB-USP)
Gabriel Davi Marena (Pós-Doutorando do Laboratório de Fungos Dimórficos Patogênicos ICB-USP)
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com estudantes universitários da UEM, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Projeto de extensão do CEPID B3 promove imersão em laboratórios do ICB-USP e aproxima estudantes da diversidade de pesquisas desenvolvidas em microbiologia e biotecnologia.
No último dia 26, o projeto LigAção Ciência, iniciativa de extensão do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), financiado pela FAPESP, recebeu 30 estudantes do quarto ano do curso de Biotecnologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para uma imersão nos laboratórios do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Em sua quarta edição, a atividade reforçou o compromisso do Centro com a aproximação de estudantes universitários do ambiente científico, proporcionando uma vivência da rotina da pesquisa e apresentando diferentes frentes de investigação em microbiologia, bioquímica e biotecnologia.
Estudantes da UEM ao lado do professor João Carlos Setubal e integrantes do Projeto #Adote.
Os visitantes foram recebidos com uma palestra ministrada pelo professor João Carlos Setubal, vice-coordenador do CEPID B3 e docente do Instituto de Química (IQ) da USP, que destacou a importância da pesquisa com bactérias e bacteriófagos. A programação contou ainda com a participação de dois laboratórios vinculados ao CEPID B3 e sediados no ICB-USP, além de uma conversa com alunos de pós-graduação sobre a rotina da carreira científica e a importância da divulgação científica na aproximação entre universidade e sociedade.
Participantes conhecem laboratórios do ICB-USP – No Laboratório de Genética Bacteriana, coordenado pelo professor Beny Spira, pesquisador do CEPID B3, os participantes conheceram estudos relacionados à genética bacteriana, às técnicas de manipulação genética de microrganismos e ao desenvolvimento de estratégias baseadas em bacteriófagos, incluindo estudos voltados à fagoterapia.
Em seguida, visitaram o Laboratório de Genética e Fisiologia Bacteriana, coordenado pela professora Rita Café Ferreira e sede do Projeto #Adote. Nesse espaço, exploraram como a pesquisa básica pode gerar conhecimento com potencial para impulsionar inovações em saúde.
Além do CEPID B3, a programação contou com a colaboração de dois laboratórios convidados do Departamento de Microbiologia do ICB-USP, ampliando a diversidade de temas apresentados aos estudantes.
No Laboratório de Pesquisa de Vírus Emergentes, coordenado pelo professor convidado Jansen de Araujo, os participantes conheceram pesquisas voltadas à vigilância viral e acompanharam a demonstração do cultivo de vírus em ovos embrionados, metodologia amplamente empregada em pesquisas e na produção de imunizantes. A visita foi conduzida pelo doutorando Gustavo Fenner, que apresentou o funcionamento do laboratório, compartilhou curiosidades sobre a área e respondeu às perguntas dos estudantes.
Já no Laboratório de Quimioterapia Antifúngica, coordenado pela professora convidada Kelly Ishida, os alunos tiveram contato com pesquisas dedicadas ao estudo da biologia dos fungos e ao desenvolvimento de novos compostos antifúngicos. A atividade permitiu comparar diferentes abordagens experimentais empregadas no estudo de vírus, bactérias e fungos, evidenciando a diversidade da microbiologia e seu impacto em áreas como a saúde e a biotecnologia.
Estudantes da UEM durante visita aos laboratórios do CEPID B3 e aos laboratórios convidados do Departamento de Microbiologia do ICB-USP.
Ciência na prática – Mais do que conhecer equipamentos e metodologias, a quarta edição do projeto LigAção Ciência permitiu que os estudantes vivenciassem a rotina da pesquisa científica, interagissem diretamente com pesquisadores e compreendessem como diferentes grupos colaboram para responder a desafios relacionados à saúde, à inovação e ao avanço do conhecimento.
Para os participantes, a experiência representou a oportunidade de transformar conteúdos aprendidos em sala de aula em vivências concretas, ampliando a compreensão sobre o fazer científico e despertando novas perspectivas para a carreira acadêmica.
Ao reunir laboratórios do CEPID B3 e grupos parceiros do Departamento de Microbiologia do ICB-USP, o LigAção Ciência reafirma seu compromisso de aproximar a universidade da sociedade, evidenciando a diversidade e a qualidade das pesquisas desenvolvidas na instituição e incentivando a formação de novos cientistas por meio de experiências imersivas e do contato direto com quem produz ciência diariamente.
Equipe – Professora Rita de Cássia Café Ferreira
Professor Jansen de Araujo
Professor Beny Spira
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Ambientes fechados, queda de temperatura e maior circulação de vírus tornam o período mais propenso à transmissão de doenças gripais
Com a chegada do inverno, o uso de máscaras volta a ganhar relevância como medida de proteção individual e coletiva contra doenças respiratórias. Segundo o professor e microbiologista Edison Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), a combinação de temperaturas mais baixas e maior permanência em ambientes fechados favorece a disseminação de vírus.
“O inverno faz com que as pessoas fiquem mais aglomeradas e em locais fechados, o que facilita muito a transmissão de vírus respiratórios”, explica o pesquisador. Ele acrescenta que, além da proximidade entre os indivíduos, o próprio clima contribui para a sobrevivência dos vírus por mais tempo no ambiente.
Esse fenômeno ocorre porque o frio e o ar mais seco retardam a evaporação das gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar, permitindo que elas permaneçam suspensas ou depositadas nas superfícies por mais tempo. Além disso, a menor presença de radiação ultravioleta — que ajuda a inativar microrganismos — e as baixas temperaturas funcionam como um ambiente de conservação, semelhante a uma refrigeração, mantendo os vírus viáveis fora do organismo por períodos mais prolongados.
“Esses vírus entram principalmente pela boca e pelo nariz. Quando usamos máscara, evitamos que as partículas alcancem essas mucosas”, afirma Durigon. Ele ressalta que a proteção vale tanto para quem deseja evitar a infecção quanto para quem já apresenta sintomas. “Se o indivíduo está gripado, a máscara impede que o vírus seja transmitido para outras pessoas.”
Além da transmissão por gotículas e aerossóis, o professor chama atenção para o contágio por contato com superfícies. “Ao tocar objetos contaminados e levar a mão ao rosto, a pessoa pode se infectar. A máscara também ajuda a reduzir esse hábito”, diz.
De acordo com o especialista, diferentes tipos de máscara podem ser eficazes no dia a dia. “As máscaras cirúrgicas e as de tecido apropriado são suficientes para proteção contra vírus gripais”, afirma. Já modelos como PFF2 e N95 são mais indicados para contextos hospitalares.
No caso das máscaras de tecido, é importante optar por produtos desenvolvidos especificamente para barrar microrganismos, com múltiplas camadas e tramas mais fechadas, capazes de reter partículas, além de, em alguns casos, incorporar substâncias com ação antiviral e antibacteriana. Independentemente do modelo, a máscara deve formar uma barreira eficiente contra a passagem de gotículas, sem comprometer o conforto respiratório durante o uso cotidiano.
Outro ponto importante é o ajuste adequado ao rosto. “A máscara precisa se adaptar bem, sem espaços por onde o ar possa passar. Caso contrário, a proteção fica comprometida”, explica Durigon. Ele destaca ainda que fatores como o uso de barba podem interferir na vedação e devem ser considerados na escolha do modelo.
Para o professor do ICB-USP, o uso da máscara deve ser orientado pelo contexto. “Não é necessário utilizá-la o tempo todo como fazíamos na pandemia, mas em ambientes fechados e com aglomeração, especialmente no inverno, ela é altamente recomendada”, afirma.
Outras medidas de prevenção – Embora o uso de máscaras seja uma das principais formas de proteção, ele não substitui outras medidas preventivas. A higienização frequente das mãos continua sendo fundamental. “Muitas infecções acontecem quando a pessoa leva o vírus das mãos para o rosto. Por isso, lavar as mãos e usar álcool em gel são práticas importantes no dia a dia”, orienta Durigon.
Evitar ambientes muito cheios e manter certo distanciamento das pessoas também contribuem para reduzir o risco de contágio, especialmente em espaços fechados durante o inverno.
A vacinação é outro pilar essencial. O professor destaca que a imunização contra a influenza deve ser feita anualmente. “O vírus da gripe sofre mutações frequentes, por isso a vacina precisa ser atualizada e aplicada todos os anos”, explica. Embora não proteja contra todos os vírus respiratórios, a vacina reduz significativamente os casos mais graves de influenza.
Em relação à covid-19, a orientação atual é diferente. Segundo Durigon, pessoas que já receberam pelo menos três doses apresentam boa proteção. A recomendação de reforços mais frequentes permanece principalmente para grupos de risco, como idosos, gestantes e profissionais de saúde, que devem se vacinar periodicamente.
Além da proteção individual, a vacinação tem impacto coletivo. “Quanto mais pessoas estão vacinadas, menor é a circulação do vírus na população”, afirma. A vacinação contribui não apenas para proteger quem se imuniza, mas também para reduzir a disseminação da doença em toda a comunidade.
Por fim, o especialista reforça a importância de se procurar atendimento médico diante de sintomas mais intensos e alerta para os riscos da automedicação. “Nunca é bom se tratar em casa”, afirma. Segundo Durigon, embora medidas simples, como repouso e hidratação, possam aliviar sintomas leves, elas não tratam a infecção. Além disso, doenças gripais podem evoluir para quadros mais graves ou desencadear infecções secundárias, como pneumonia, amigdalite ou otite.
“O médico é quem vai avaliar se há necessidade de medicamentos específicos, como antivirais ou antibióticos, e identificar possíveis complicações”, explica. Ele ressalta que adiar a busca por atendimento pode agravar o quadro. Por isso, diante de febre persistente, dor no corpo ou piora dos sintomas, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação adequada.
Campanha ICB – A diretoria do ICB lança uma campanha de conscientização voltada à comunidade do instituto, destacando a importância do uso de máscaras sempre que houver sintomas gripais. A iniciativa busca fortalecer o cuidado coletivo entre todos que circulam pelo ICB, com atenção especial à proteção de pessoas pertencentes a grupos de risco e àquelas que convivem diariamente com esse público.
Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB



Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, do pesquisador Paulo Henrique Evangelista-Silva, o qual relata atividade realizada com plataformas digitais para ensinar fisiologia do sistema digestório, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ele, devido à sua qualidade informativa*:
Redes sociais costumam ser associadas ao entretenimento, mas elas também podem se transformar em ferramentas de aprendizagem. Foi essa a proposta de uma atividade desenvolvida pelos pesquisadores Paulo H. Evangelista-Silva e João Kleber Neves Ramos, do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), que utilizou plataformas digitais para ensinar fisiologia do sistema digestório de forma interativa.
A iniciativa, chamada “Desvendando o enigma da digestão: Maratona Digital”, combinou redes sociais, jogos online, enigmas e desafios colaborativos para criar uma experiência de aprendizagem baseada em gamificação. Ao longo da atividade, os estudantes precisavam resolver problemas e aplicar conceitos de digestão e absorção de nutrientes para avançar pelas diferentes etapas da maratona.
A estratégia foi criada durante o período de ensino remoto da pandemia de COVID-19, quando atividades práticas precisaram ser adaptadas para o ambiente virtual. O resultado foi uma experiência dinâmica que aproximou conteúdos científicos complexos das ferramentas digitais já presentes no cotidiano dos alunos.
O trabalho foi publicado recentemente na revista Advances in Physiology Education e mostra como recursos acessíveis e de baixo custo podem contribuir para tornar o ensino superior mais participativo, colaborativo e envolvente.
Leia o artigo publicado na íntegra.
Acesse o material suplementar da atividade.
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Reconhecimento pelos pares destaca trajetória acadêmica e atuação na defesa da ciência no Brasil.
“É uma grande honra, porque é um reconhecimento da nossa comunidade.” A afirmação é da professora titular do Departamento de Farmacologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, Leticia Veras Costa Lotufo, ao comentar sua eleição como membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC).
O pleito ocorreu em dezembro de 2025, e a diplomação, em 7 de maio último. A escolha é realizada pelos próprios integrantes da Academia.
Segundo a docente, fazer parte da ABC significa integrar um espaço estratégico de articulação e defesa da ciência no Brasil. Ela destaca que a Academia, frequentemente em conjunto com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), tem atuado em várias frentes que confluem para a promoção da ciência no país.
“A possibilidade de conviver com cientistas de todas as áreas e participar de fóruns que discutem o desenvolvimento científico é muito importante”, afirma. De acordo com Lotufo, a instituição também tem forte papel na mobilização da comunidade científica frente a desafios atuais, como a disseminação de desinformação e as limitações de recursos públicos para pesquisa.
A eleição para membro da ABC, explica Lotufo, reflete uma trajetória construída ao longo de anos de dedicação à pesquisa, à formação de pessoas e à participação em espaços de gestão e formulação de políticas científicas. Para ela, o envolvimento em sociedades científicas, comitês de avaliação e iniciativas de divulgação científica também contribui para esse reconhecimento.
A sua atuação em pesquisa científica envolve a busca por novos fármacos anticâncer a partir da biodiversidade brasileira, em especial do ambiente marinho, onde vem desenvolvendo projetos para o conhecimento da biodiversidade microbiana e do seu potencial biotecnológico, visando o desenvolvimento sustentável de novos fármacos. Possui colaboração com grupos de universidades dos EUA, Portugal, Itália e África do Sul.
Além da produção acadêmica, a professora enfatiza a importância de aproximar a ciência da sociedade. Em seu laboratório, por exemplo, são desenvolvidas ações de educação científica com estudantes do ensino básico, além de projetos voltados à conscientização ambiental, especialmente na área de biologia e farmacologia marinha.
A entrada na ABC também abre novas oportunidades de colaboração e formação, por exemplo, por meio de iniciativas voltadas ao estímulo de vocações científicas nos jovens, que permitem aos membros da Academia receberem estudantes de diferentes regiões do país para atividades de pesquisa em seus laboratórios.
Apesar do reconhecimento, a docente destaca que o momento exige ainda mais engajamento. Para ela, pesquisadores mais experientes têm o papel de contribuir para a construção de um ambiente científico mais favorável às novas gerações, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pela carreira acadêmica no país.
Ao comentar sua trajetória, Lotufo também fez questão de agradecer às instituições que marcaram sua carreira. “Eu gostaria de dividir esse reconhecimento com essas duas instituições e com meus colegas, que me proporcionaram tantas oportunidades”, afirma, referindo-se ao ICB-USP, onde ingressou em 2015 e se tornou professora titular em 2017, e à Universidade Federal do Ceará, onde atuou anteriormente.
Como mensagem final, a docente deixou um conselho às jovens pesquisadoras: “você precisa acreditar em você antes de mais nada, acreditar no seu trabalho e buscar sempre uma ciência colaborativa”. Ela também destaca a importância de redes de apoio e da persistência ao longo da formação científica. “Não desistam. Montem redes de apoio e sigam com dedicação, empatia e trabalho duro”, conclui.
Sessão Solene da ABC 2026 na Escola Naval. Créditos da imagem: Academia Brasileira de Ciências (ABC)
Ana Carolina Guerra | Acadêmica Agência de Comunicação e NUCOM-ICB
Programa de Educação Tutorial (PET) é tema de palestra inaugural do Núcleo de Ensino e Pesquisa do ICB-USP.
No dia 3 de junho, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) promoveu a palestra de inauguração do Núcleo de Pesquisa em Ensino (NUPE/ICB-USP). O grupo, dirigido pela professora Jaqueline Goes e pelo educador Pablo Augusto, foi criado com o objetivo de unir docentes, discentes e toda a comunidade acadêmica na busca por inovações e melhorias no ensino, além de promover a pesquisa. O evento recebeu como palestrante o professor Gabriel Queiroz, da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP).
O NUPE foi idealizado durante a gestão da professora Patrícia Gama e do, até então, vice-diretor, professor Carlos Taborda. A ideia principal é produzir pesquisas voltadas para as ciências biomédicas e desenvolver metodologias ativas de ensino. “A tecnologia avança rápido. É necessário que o ensino esteja atualizado e que a comunicação com os estudantes seja efetiva”, afirma a professora Marinilce dos Santos, atual vice-diretora do ICB. A proposta é que mais dois docentes sejam contratados para atuar nas atividades do núcleo e os demais docentes do instituto que queiram participar das iniciativas também serão bem-vindos, explicam os diretores. As ações do NUPE serão realizadas para toda a comunidade da USP.
A professora Jaqueline Goes, primeira contratada para o núcleo, conta que a importância de uma iniciativa como esta é permitir: “que possamos de fato alcançar os nossos discentes e oferecer a eles condições empolgantes de aprendizagem”. Ela comenta também sobre a relação de diferentes gerações com a tecnologia, o desafio de acompanhar quem já nasceu nessa era e a necessidade de se atualizar e modernizar o ensino, “as demandas atuais dos alunos mudaram muito e vão continuar mudando, porque estamos evoluindo e vivendo novas experiências, principalmente experiências tecnológicas”. Além disso, a docente afirmou que o NUPE seguirá as normas da USP sobre inteligência artificial e que o núcleo se desenvolverá com base nelas.
Gabriel Queiroz palestrou sobre a utilização do Programa de Educação Tutorial (PET) na biomedicina como um modelo de ensino, pesquisa e extensão. Em entrevista ao NUCOM-ICB, o professor diz que o PET contribuirá com a pesquisa, o ensino e a extensão no instituto e trabalhará a autonomia do estudante. Ele cita também que a horizontalidade, uma estratégia de ensino sem hierarquia, ajuda o tutor e os alunos, pois traz mais autonomia e aprendizado para as duas partes envolvidas. Além disso, o programa junta estudantes de diferentes períodos da graduação e isso gera um desenvolvimento igualitário, “muitos alunos entram tímidos e no fim (do curso) apresentam (trabalhos) muito bem”.
O Núcleo de Pesquisa em Ensino do ICB tem foco no desenvolvimento presente e futuro da educação, “a partir do momento em que se investe em educação, esse investimento volta para a universidade”, afirma Goes. Durante a palestra, docentes do instituto fizeram perguntas sobre como usar inovações educacionais e tecnológicas em aula, e os professores que já fizeram parte do PET compartilharam suas experiências.
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Giovanna Accioli | NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com alunos do terceiro ano do ensino médio do SESI Mauá, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Ação do ICB-USP e do CEPID B3 incentivou estudantes do Serviço Social da Indústria (SESI) campus Mauá a conhecerem o universo científico e o acesso ao ensino superior.
Alunos de graduação, pós-graduação e professores do ICB a caminho do SESI Mauá.
No último dia 29 de maio, o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) realizou uma visita ao SESI Mauá, na região metropolitana de São Paulo. A atividade, vinculada ao Projeto #Adote – do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3/FAPESP) – reuniu cerca de 100 alunos do 3º ano do Ensino Médio em uma programação voltada à divulgação científica, à vacinação e ao incentivo ao ingresso no ensino superior público. A iniciativa reforçou o papel da universidade na promoção da extensão universitária e da divulgação científica, contribuindo para aproximar a ciência dos estudantes e estimular a formação de futuros profissionais na área.
Alunos e professores do Instituto de Ciências Biomédicas ao lado de estudantes e docentes do SESI Mauá.
O evento, intitulado “Os vírus e as vacinas”, contou com apresentações teóricas, atividades práticas e dinâmicas interativas sobre imunologia, doenças virais e desenvolvimento de vacinas. Ao longo da programação, os estudantes puderam conhecer mais sobre o funcionamento do sistema imunológico, compreender o processo de produção das vacinas e discutir a importância da vacinação anual contra o vírus influenza.
Além das apresentações, os alunos participaram de atividades imersivas e de uma gincana no formato “Verdadeiro ou Falso”, que abordou temas relacionados à vacinação, desinformação científica e fake news em saúde. A proposta buscou estimular o pensamento crítico e aproximar os estudantes da ciência de forma acessível e dinâmica.
Ilhas de vírus, produção vacinal e geração de vacinas.
Após as atividades científicas, os participantes assistiram a uma breve apresentação sobre as formas de ingresso na universidade pública, incluindo FUVEST, ENEM/SiSU e políticas de inclusão. O momento teve como objetivo aproximar os estudantes do ambiente universitário e ampliar o conhecimento sobre as possibilidades de acesso ao ensino superior. O impacto da atividade também foi percebido nos comentários dos participantes. Um dos estudantes avaliou a experiência como um “evento muito bom e informativo”, acrescentando que a ação “incentiva a cursar uma faculdade”.
A equipe do Projeto #Adote também participou da campanha de vacinação promovida pelo SESI Mauá, recebendo a vacina contra a influenza disponibilizada aos participantes da ação. A iniciativa reforçou, na prática, a importância da imunização como ferramenta de prevenção em saúde pública, tema central das discussões realizadas durante o evento.
Atividades práticas desenvolvidas durante o evento.
Resultados mensuráveis – Como parte da avaliação da atividade, os estudantes responderam a um questionário antes e após o evento. Observou-se que a maioria dos participantes já apresentava elevado interesse em cursar uma universidade antes da intervenção, permanecendo neste nível após as atividades. Alguns alunos relataram aumento desse interesse após a iniciativa, sugerindo que a ação contribuiu para fortalecer a aproximação entre os alunos e o ambiente universitário.
Comparação do nível de interesse dos estudantes em ingressar em uma universidade antes e após a atividade educativa realizada no SESI Mauá. A espessura das linhas é proporcional ao número de participantes em cada categoria de interesse. As cores representam os diferentes níveis de interesse: verde (muito alto), amarelo (alto), laranja (médio) e vermelho (baixo).
A avaliação realizada ao final do evento também revelou uma recepção amplamente positiva por parte dos estudantes. Entre os comentários mais frequentes destacaram-se expressões como “gostei muito”, “incrível”, “bem explicado”, “divertido”, “interessante” e “adorei”, evidenciando o engajamento dos participantes e a efetividade das estratégias utilizadas para aproximar conceitos científicos do cotidiano dos alunos.
Além de avaliarem a atividade, os participantes compartilharam suas áreas de interesse profissional. As respostas demonstraram grande diversidade de escolhas, com destaque para cursos das áreas da saúde, tecnologia, engenharias e ciências humanas. Entre os cursos mais mencionados estiveram Biomedicina, Ciência da Computação, Psicologia, Medicina, Análise de Dados, Engenharia Elétrica, Engenharia Química, Bioquímica e Fisioterapia. Esse resultado evidencia não apenas a pluralidade de interesses dos estudantes, mas também a importância de ações de extensão universitária na ampliação do conhecimento sobre diferentes trajetórias acadêmicas e profissionais.
Nuvens de palavras elaboradas a partir dos comentários dos estudantes sobre o evento e dos cursos de graduação de maior interesse entre os participantes.
Organização – A visita foi organizada com apoio do Projeto #Adote, sob coordenação da professora Rita de Cássia Café Ferreira, presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICB-USP e pesquisadora do CEPID B3, e do professor Jansen de Araújo, coordenador da Comissão de Cultura e Extensão do Departamento de Microbiologia do ICB-USP e chefe do Laboratório de Pesquisa em vírus emergentes (LPVE).
Também participaram da atividade os monitores: Bruna Rodrigues Corrêa, Carolina Diorio Nastaro, Giovana Tarantini, Lara Nardi Baroni, Nicole Gonçalves Picinin, Pedro Lucas Batalha Marcelino, Gustavo de Oliveira Fenner, Fernanda Panicio Vizu e Luana de Lima Maciel.
Agradecimentos – A equipe organizadora agradece ao SESI Mauá pela recepção, parceria e apoio durante a realização do evento. Em especial, agradecemos às coordenadoras Maria Marta Rossi Gurgel, Alline Caruzo Rosa e Ana Maria Martins e à diretora Andrea Aparecida dos Santos Silva pela colaboração na organização das atividades, fundamentais para o sucesso da iniciativa e para a aproximação entre universidade e escola.
Equipe:
– Rita de Cássia Café Ferreira
– Jansen de Araújo
Acesse aqui a galeria de fotos.
Bruna Rodrigues Corrêa e professora Rita de Cássia Café Ferreira | Comunicação CEPID B3
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
O projeto Memória ICB, desenvolvido pelo NUCOM, tem como objetivo preservar as histórias e trajetórias de docentes que deixaram sua marca no Instituto. Com essa proposta, a seção reunirá textos em homenagem a professores que estão se aposentando, com depoimentos escritos por seus próprios pares.
A primeira homenageada da iniciativa é a professora Marcia Mayer, do Departamento de Microbiologia, que se aposentará neste ano. O texto foi elaborado pela professora Maria Regina L. Simionato, também docente do Departamento e amiga próxima de Marcia, que acompanhou de perto sua trajetória acadêmica e profissional.
Leia abaixo a homenagem na íntegra*:
Homenagear a professora Marcia Mayer por seus mais de 40 anos de dedicação ao ensino e à pesquisa em Microbiologia Oral é reconhecer uma trajetória marcada pela excelência na pesquisa, pelo compromisso acadêmico e pela profunda contribuição à formação de inúmeras gerações de cirurgiões-dentistas e de professores, especialmente na área de Odontologia.
Ao longo das quatro décadas no Departamento de Microbiologia do ICB-USP, destacou-se pelo rigor acadêmico e pela integridade ímpar com que sempre conduziu sua missão de docência, de pesquisa e de gestão em diferentes áreas do Departamento, do Instituto e da FAPESP.
Sua atuação no ensino de graduação em Odontologia deixou marcas permanentes em todos aqueles que tiveram o privilégio de aprender sob sua orientação. Professora exigente, mas profundamente justa, ensinou a seus alunos muito mais do que conteúdos técnicos e científicos: ensinou-os a ler, pensar e analisar criticamente textos científicos baseados em conhecimentos sólidos que lhes foram transmitidos com clareza e metodologias de ensino variadas. Contribuiu, portanto, a formar profissionais preparados não apenas para o exercício da profissão, mas também para o compromisso com a ciência e com a excelência acadêmica.
Marcia, você sempre disse que carreira se constrói com planejamento, inteligência e muito trabalho. Sem dúvida, é uma fórmula certa, mas muito fria de se construir uma carreira. Na sua trajetória, além de tudo isso, sempre houve muita dedicação em tudo o que realizava, muito trabalho e uma paixão que fazia seus olhos brilharem à medida que um projeto de pesquisa ia sendo planejado ou desenvolvido. Seu entusiasmo sempre foi contagiante e, assim, como pesquisadora, foi orientadora de muitos que hoje são professores e pesquisadores, incentivando talentos, compartilhando conhecimento e contribuindo de maneira decisiva para o fortalecimento da Microbiologia Oral em instituições no Brasil e no exterior. Sua influência acadêmica ultrapassa salas de aula e laboratórios, refletindo-se nas trajetórias de tantos profissionais que hoje seguem inspirados por seus ensinamentos e exemplos.
Ao encerrar este importante ciclo profissional, permanece um legado construído com inteligência, rigor científico e dedicação ao ensino público e à formação humana. No entanto, suas características pessoais marcantes, como amizade, lealdade e integridade, tornam esse legado distinto e inesquecível nas diversas atividades de gestão que assumiu.
A nossa instituição deixa de ter sua presença constante, mas tem o privilégio de preservar seu exemplo para seus alunos, colegas e amigos. A aposentadoria representa apenas uma nova etapa de vida, livre dos prazos e compromissos formais, quando poderá desfrutar melhor da outra parte da sua vida, ou seja, família, amigos e lazer.
Receba nossa mais sincera gratidão por tudo o que realizou ao longo de uma carreira exemplar.
Com profunda admiração, carinho e respeito,
Maria Regina L. Simionato
Profa. Dra. do Depto. de Microbiologia do IBC-USP





*Texto revisado pelo NUCOM-ICB.
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da professora Irene Yan, o qual relata pesquisa envolvendo a medula espinal, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por ela, devido à sua qualidade informativa*:
Este trabalho faz parte de um projeto maior que tem como foco o desenvolvimento embriológico da medula espinal. A medula espinal é uma estrutura essencial do sistema nervoso central, conectando o cérebro ao resto do corpo e transmitindo sinais sensoriais e motores. Ela se organiza em regiões dorsais e ventrais que processam diferentes tipos de informação, como dor e movimento. Durante o desenvolvimento embrionário, sua formação depende de uma regulação precisa da diferenciação neuronal.
A presença de SCRT2 e seu gene alvo ISLET1 na medula espinal embrionária pode ser visualizada por hibridação in situ HCR e indica que estão em locais distintos, resultado da ação modulatória de SCRT2 sobre a transcrição de ISLET1.
Dra Vitória Botezelli, primeira autora da publicação.
A diferenciação celular depende de uma mudança progressiva na expressão dos genes: à medida que a célula amadurece, alguns genes precisam ser desligados e outros ativados no momento certo. Esse controle fino é feito por sequências de DNA não codificantes chamadas enhancers, que funcionam como módulos regulatórios capazes de integrar sinais ativadores e repressores.
O estudo revela um mecanismo fino de regulação gênica que contribui para a identidade dos neurônios na medula espinal em desenvolvimento: a proteína nuclear SCRT2 atua como um repressor da expressão de ISLET1 por meio de um enhancer modular. ISLET1 é uma proteína importante para a manutenção da identidade de neurônio medular dorsal. O enhancer identificado reúne duas funções complementares: uma parte favorece a ativação da transcrição, enquanto outra medeia a repressão por SCRT2, ajudando a coordenar a diferenciação de neurônios medulares com precisão espacial e temporal.
Prof. Marcos S. Costa, do Departamento de Systems Biology, Harvard University.
Ao mostrar como um enhancer pode combinar ativação e repressão para moldar o destino celular, o trabalho amplia a compreensão de como circuitos transcricionais coordenam a formação do sistema nervoso.
O trabalho foi liderado pela professora Irene Yan, do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento, e executado por Vitória Botezelli, como parte da sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Biologia de Sistemas da USP. O estudo resulta de uma colaboração com o laboratório do professor Marcos Simões-Costa, egresso do mesmo programa e atualmente vinculado à Harvard University.
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com alunos do terceiro ano do ensino médio da ETEC Albert Einstein no ICB-USP, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Estudantes participaram de uma imersão no ambiente científico do ICB-USP,
conhecendo laboratórios, pesquisadores e atividades desenvolvidas na área de microbiologia.
Em sua terceira edição, o projeto LigAção Ciência – iniciativa de extensão do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), que é vinculado à FAPESP – recebeu 20 alunos do terceiro ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual Albert Einstein nos laboratórios do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). A visita, realizada no dia 14 de maio em quatro laboratórios da unidade, teve como objetivo aproximar os estudantes de diferentes áreas da microbiologia, com foco em pesquisas relacionadas a bactérias e superbactérias.
Figura 1: Alunos da ETEC Albert Einstein ao lado do diretor do CEPID B3, das alunas do projeto #Adote e da equipe de divulgação do CEPID B3.
No Laboratório de Fisiologia e Genética Bacteriana — liderado pela professora Marilis do Valle Marques, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP — os alunos foram apresentados a conceitos como bactérias modelo, superbactérias, resistência bacteriana e formação de colônias em placas de Petri. João Pedro de Carvalho Pereira, mestrando no laboratório, conduziu as atividades e destacou curiosidades sobre o universo microscópico. “Um fato interessante é que cada bactéria tem, em média, dois micrômetros de tamanho — o equivalente a um centímetro dividido por cinco mil”, explicou.
A obtenção de proteínas de interesse e o desenvolvimento de antibióticos seguros e eficazes foram tema da visita ao Laboratório de Biologia Estrutural Aplicada, do professor Marcio Vinicius Bertacine Dias, também do Departamento de Microbiologia do ICB-USP. “Inserimos o trecho de DNA que codifica a proteína que queremos estudar em um plasmídeo, uma molécula que funciona como um manual de instruções”, explicou Luís Víctor Santana Rosa, aluno de doutorado. “Depois, colocamos o plasmídeo na bactéria para que ela produza essa proteína para nós, como uma máquina. Por fim, isolamos a proteína e prosseguimos com os estudos”, complementou. Entre as aplicações da técnica está a construção de modelos tridimensionais dessas proteínas.
No Laboratório de Estrutura e Evolução de Proteínas — coordenado pelo professor Robson Francisco de Souza, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP — os estudantes foram apresentados à bioinformática, área que integra biologia, ciência da computação, matemática e estatística para analisar, interpretar e organizar grandes volumes de dados biológicos. Os monitores destacaram como essas ferramentas permitem avançar em questões que nem sempre podem ser investigadas apenas experimentalmente. “Podemos comparar genomas de diferentes organismos e identificar semelhanças e diferenças entre eles, por exemplo”, explicou Celso Vítor Alves Queiroz Calomeno, colaborador acadêmico de pesquisa.
A programação incluiu também uma atividade prática no Laboratório de Genética e Fisiologia Bacteriana, chefiado pela professora Rita de Cássia Café Ferreira, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP, onde os alunos participaram da montagem de um antibiograma, desde o plaqueamento das bactérias até a aplicação de discos com antibióticos, acompanhados pelas monitoras do Projeto #Adote.
Para os estudantes, a experiência foi uma oportunidade de vivenciar, na prática, o que antes estava restrito aos livros didáticos, ampliando a compreensão sobre o fazer científico e suas possibilidades. “A proximidade com a área que vários pretendem seguir é importante e ajudou a inspirar os alunos”, disse um dos visitantes em formulário anônimo aplicado após o evento.
Iniciativas como o LigAção Ciência reforçam o papel da universidade pública na formação de novos talentos e na aproximação entre ciência e sociedade, despertando o interesse de jovens por carreiras científicas e contribuindo para a construção de uma cultura científica mais acessível e engajada. “Todas as pessoas que estavam nos laboratórios explicaram muito bem, hoje eu aprendi mais do que na escola”, concluiu outro estudante.
Figura 2: Vivências dos alunos nos quatro laboratórios de Ciências Biomédicas.
Agradecimentos e equipe – A equipe do CEPID B3 agradece o carinho, o interesse e a dedicação de todos os alunos da Escola Técnica Estadual Albert Einstein durante a visita. Agradecemos também à professora Andrea Didonato pelo incentivo aos estudantes e por acompanhar a turma ao longo das atividades realizadas no instituto.
Equipes dos laboratórios – Prof.ª Rita de Cássia Café Ferreira
Bruna Rodrigues Corrêa — Iniciação Científica
Carolina Diorio Nastado — Mestrado
Daffiny de Oliveira Suman — Doutorado
Giovana Tarantini — Mestrado
Lara Nardi Baroni — Doutorado
Nicole Gonçalves Picinin — Doutorado
Pedro Lucas Batalha Marcelino — Mestrado
Prof. Marcio Vinicius Bertacine Dias
Danilo Pavão e Pavão — Doutorado
Guilherme Henrique Aparecido de Oliveira — Doutorado
Luis Víctor Santana Rosa — Doutorado
Luiza Catarina Batista de Alvarenga — Iniciação Científica
Prof.ª Marilis do Valle Marques
João Pedro de Carvalho Pereira — Mestrado
Prof. Robson Francisco de Souza
Celso Vítor Alves Queiroz Calomeno — Colaborador Acadêmico de Pesquisa
Eduardo Pereira Soares — Doutorado
Marcos Vinícius Rocha de Oliveira — Mestrado
Equipe de divulgação do CEPID B3 – Bruna Rodrigues Corrêa e Bianca Bosso
Bianca Bosso | Comunicação CEPID B3
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB
Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com alunos do Ensino Fundamental II no ICB-USP, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Atividade realizada no ICB-USP promove aproximação entre alunos da educação básica e o universo da ciência e do ensino superior público.
No dia 28 de abril, o Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) recebeu 39 alunos do sexto ao nono ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Wanny Salgado Rocha, localizada na zona leste da capital paulista. A visita aconteceu no prédio do ICB II e teve como principal objetivo aproximar os estudantes da realidade universitária e do cotidiano da pesquisa científica.
Ao longo da programação, os alunos conheceram diferentes laboratórios e tiveram contato com estudos desenvolvidos no Departamento de Microbiologia, vivenciando experiências introdutórias relacionadas à rotina acadêmica e científica. A atividade permitiu que os participantes explorassem espaços de pesquisa e conhecessem de perto o trabalho realizado por pesquisadores e estudantes da universidade.
Imagem 1: Estudantes e professores que participaram da visita monitorada.
Outro momento importante da visita foi a apresentação sobre as diferentes formas de ingresso no ensino superior público. Durante a conversa, foram discutidas possibilidades como o vestibular da FUVEST, o acesso por meio do ENEM/SiSU e as políticas de inclusão e ações afirmativas. A atividade contribuiu para ampliar o conhecimento dos estudantes sobre as oportunidades existentes para ingressar na universidade pública, além de ajudar a tornar esse objetivo mais próximo e acessível.
Os estudantes ainda participaram de uma dinâmica interativa utilizando o jogo MicroClima, desenvolvolvido por membros do Projeto #Adote, que aborda conceitos relacionados à ecologia microbiana e à resistência bacteriana de maneira lúdica e educativa. A proposta favoreceu o aprendizado por meio de metodologias ativas, estimulando a participação e a troca de conhecimentos entre os alunos.
Os impactos da atividade em números – Os impactos da visita puderam ser observados por meio da análise das opiniões dos alunos antes e depois da ação. O gráfico que sintetiza as respostas demonstra uma mudança positiva na percepção dos participantes em relação à experiência e ao ambiente universitário, com aumento das avaliações classificadas como “muito alto” no momento pós-visita. Parte dos estudantes que inicialmente apresentavam avaliações médias, baixas ou muito baixas passaram a classificar a experiência de forma mais positiva após as atividades. Os resultados reforçam o potencial da iniciativa em despertar o interesse pela ciência, ampliar perspectivas acadêmicas e fortalecer a aproximação entre a universidade e a educação básica.
Imagem 2: Análise das opiniões dos estudantes antes e depois da atividade.
Organização – A visita foi organizada com apoio do Projeto #Adote, sob coordenação dos professores Rita Café Ferreira, pesquisadora associada ao Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3/FAPESP), e Jansen de Araujo. Ambos os docentes são do Departamento de Microbiologia e membros da CCEx-ICB/USP.
As atividades contaram com a participação dos seguintes monitores:
A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a divulgação científica e com a aproximação entre a pesquisa acadêmica e a educação básica. Ao promover experiências como essa, a instituição contribui para ampliar horizontes, reduzir barreiras de acesso ao ensino superior e incentivar a formação de futuros profissionais na área das ciências.
A equipe organizadora agradece à Escola Professora Wanny Salgado Rocha, especialmente à diretora Brígida Ana Carvalho Maia Brito e aos professores Ariane Mayumi Fujita, Isabele Camargo Brindo da Cruz, Bruno de Almeida Santos e Matheus Henrique Nunes dos Santos, pelo interesse, parceria e participação na atividade.
Imagem 3: Atividades práticas desenvolvidas durante as apresentações nos laboratórios.
Vídeos produzidos pelos alunos da EMEF Profa. Wanny Salgado Rocha:
https://www.instagram.com/reel/DXse6tViq6R/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
https://www.instagram.com/reel/DX0Cp64KoKL/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
Posts produzidos pela equipe do Adote:
https://www.instagram.com/reel/DXzB19QIJ2G/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
https://www.instagram.com/p/DXwj1_alprL/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
Participantes:
Autoria: Bruna Rodrigues Corrêa, Rita de Cássia Café Ferreira e Bianca Bosso
Bianca Bosso | Comunicação CEPID B3
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB