Após o NUCOM-ICB ter recebido, revisado e editado o texto abaixo, da Comunicação do CEPID B3, o qual relata atividade realizada com alunos do terceiro ano do ensino médio da ETEC Albert Einstein no ICB-USP, divulgamos abaixo a íntegra dessa matéria produzida por eles, devido à sua qualidade informativa*:
Estudantes participaram de uma imersão no ambiente científico do ICB-USP,
conhecendo laboratórios, pesquisadores e atividades desenvolvidas na área de microbiologia.
Em sua terceira edição, o projeto LigAção Ciência – iniciativa de extensão do Centro de Pesquisa em Biologia de Bactérias e Bacteriófagos (CEPID B3), que é vinculado à FAPESP – recebeu 20 alunos do terceiro ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual Albert Einstein nos laboratórios do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). A visita, realizada no dia 14 de maio em quatro laboratórios da unidade, teve como objetivo aproximar os estudantes de diferentes áreas da microbiologia, com foco em pesquisas relacionadas a bactérias e superbactérias.
Figura 1: Alunos da ETEC Albert Einstein ao lado do diretor do CEPID B3, das alunas do projeto #Adote e da equipe de divulgação do CEPID B3.
No Laboratório de Fisiologia e Genética Bacteriana — liderado pela professora Marilis do Valle Marques, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP — os alunos foram apresentados a conceitos como bactérias modelo, superbactérias, resistência bacteriana e formação de colônias em placas de Petri. João Pedro de Carvalho Pereira, mestrando no laboratório, conduziu as atividades e destacou curiosidades sobre o universo microscópico. “Um fato interessante é que cada bactéria tem, em média, dois micrômetros de tamanho — o equivalente a um centímetro dividido por cinco mil”, explicou.
A obtenção de proteínas de interesse e o desenvolvimento de antibióticos seguros e eficazes foram tema da visita ao Laboratório de Biologia Estrutural Aplicada, do professor Marcio Vinicius Bertacine Dias, também do Departamento de Microbiologia do ICB-USP. “Inserimos o trecho de DNA que codifica a proteína que queremos estudar em um plasmídeo, uma molécula que funciona como um manual de instruções”, explicou Luís Víctor Santana Rosa, aluno de doutorado. “Depois, colocamos o plasmídeo na bactéria para que ela produza essa proteína para nós, como uma máquina. Por fim, isolamos a proteína e prosseguimos com os estudos”, complementou. Entre as aplicações da técnica está a construção de modelos tridimensionais dessas proteínas.
No Laboratório de Estrutura e Evolução de Proteínas — coordenado pelo professor Robson Francisco de Souza, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP — os estudantes foram apresentados à bioinformática, área que integra biologia, ciência da computação, matemática e estatística para analisar, interpretar e organizar grandes volumes de dados biológicos. Os monitores destacaram como essas ferramentas permitem avançar em questões que nem sempre podem ser investigadas apenas experimentalmente. “Podemos comparar genomas de diferentes organismos e identificar semelhanças e diferenças entre eles, por exemplo”, explicou Celso Vítor Alves Queiroz Calomeno, colaborador acadêmico de pesquisa.
A programação incluiu também uma atividade prática no Laboratório de Genética e Fisiologia Bacteriana, chefiado pela professora Rita de Cássia Café Ferreira, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP, onde os alunos participaram da montagem de um antibiograma, desde o plaqueamento das bactérias até a aplicação de discos com antibióticos, acompanhados pelas monitoras do Projeto #Adote.
Para os estudantes, a experiência foi uma oportunidade de vivenciar, na prática, o que antes estava restrito aos livros didáticos, ampliando a compreensão sobre o fazer científico e suas possibilidades. “A proximidade com a área que vários pretendem seguir é importante e ajudou a inspirar os alunos”, disse um dos visitantes em formulário anônimo aplicado após o evento.
Iniciativas como o LigAção Ciência reforçam o papel da universidade pública na formação de novos talentos e na aproximação entre ciência e sociedade, despertando o interesse de jovens por carreiras científicas e contribuindo para a construção de uma cultura científica mais acessível e engajada. “Todas as pessoas que estavam nos laboratórios explicaram muito bem, hoje eu aprendi mais do que na escola”, concluiu outro estudante.
Figura 2: Vivências dos alunos nos quatro laboratórios de Ciências Biomédicas.
Agradecimentos e equipe – A equipe do CEPID B3 agradece o carinho, o interesse e a dedicação de todos os alunos da Escola Técnica Estadual Albert Einstein durante a visita. Agradecemos também à professora Andrea Didonato pelo incentivo aos estudantes e por acompanhar a turma ao longo das atividades realizadas no instituto.
Equipes dos laboratórios – Prof.ª Rita de Cássia Café Ferreira
Bruna Rodrigues Corrêa — Iniciação Científica
Carolina Diorio Nastado — Mestrado
Daffiny de Oliveira Suman — Doutorado
Giovana Tarantini — Mestrado
Lara Nardi Baroni — Doutorado
Nicole Gonçalves Picinin — Doutorado
Pedro Lucas Batalha Marcelino — Mestrado
Prof. Marcio Vinicius Bertacine Dias
Danilo Pavão e Pavão — Doutorado
Guilherme Henrique Aparecido de Oliveira — Doutorado
Luis Víctor Santana Rosa — Doutorado
Luiza Catarina Batista de Alvarenga — Iniciação Científica
Prof.ª Marilis do Valle Marques
João Pedro de Carvalho Pereira — Mestrado
Prof. Robson Francisco de Souza
Celso Vítor Alves Queiroz Calomeno — Colaborador Acadêmico de Pesquisa
Eduardo Pereira Soares — Doutorado
Marcos Vinícius Rocha de Oliveira — Mestrado
Equipe de divulgação do CEPID B3 – Bruna Rodrigues Corrêa e Bianca Bosso
Bianca Bosso | Comunicação CEPID B3
*Texto revisado e editado por NUCOM-ICB