O curso de Ciências Biomédicas do ICB-USP em números

Comissão Coordenadora do curso investigou os números e as causas da evasão e trabalhou em soluções como o aumento da duração do curso, os conselhos de classe e as possibilidades de estágio. Resultados foram apresentados na última Congregação.


28/05/2021

Redução da evasão por turma e aumento da procura pelo curso são fatores que marcam os últimos cinco anos do Bacharelado em Ciências Biomédicas, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Na última reunião da Congregação, realizada em 26 de maio, a professora Luciana Venturini Rossoni, coordenadora do curso, apresentou os números do curso desde a primeira turma (em 2012) até o momento e levantamentos feitos com os atuais alunos e egressos, mostrando os impactos positivos causados pelas mudanças estruturais do curso nos últimos anos.

 

Diversas ações foram fundamentais para reduzir as taxas de evasão e aprimorar o curso, como: reforçar para os alunos que eles podem ajustar a sua grade horária de forma a concluir seu curso no período de quatro a seis anos; abertura de áreas verdes nos primeiros semestres do curso; criação de disciplinas optativas eletivas; conselhos de classe e busca de novas oportunidades de estágio. Nas quatro primeiras turmas, a evasão do curso – caracterizada pela saída do aluno da Universidade – era de aproximadamente 25%. Hoje, avaliando os dados de 2012 até o momento, essa taxa fica em 17%. Mesmo ainda com resultados preliminares, é possível observar que, entre as turmas que ingressaram a partir de 2018, a taxa de evasão está ao redor de 5,5%. A média de evasão da USP, no levantamento feito de 2000 a 2018, é de 22,4%. A busca pelo curso na FUVEST também aumentou: em 2016, Ciências Biomédicas era o 11º curso mais concorrido da Universidade; em 2021, foi o 5º colocado, com 45,5 candidatos por vaga.

 

Na pesquisa, os impactos também foram positivos. Em um levantamento com 80 graduandos, 55% responderam que faziam Iniciação Científica, sendo 49% com bolsa FAPESP e 17% com bolsa do CNPq. Outra pesquisa com 99 alunos graduados entre 2012 e 2016 (de um total de 131) mostrou que 66% dos graduados ingressaram na pós-graduação, sendo que 46% e 43% fazem mestrado e doutorado no próprio ICB, respectivamente. Outro dado interessante foi que 8% e 20% dos egressos fazem mestrado e doutorado no exterior, respectivamente. Além disso, 18% dos egressos já estão atuando no mercado de trabalho, no Brasil e no Exterior, e 10% estão realizando aprimoramento, residência ou equivalente.

 

 

Leque de experiências – Ministrado em período integral, o curso do ICB é composto por 4200 horas, sendo 3420 de disciplinas obrigatórias, 540 de optativas eletivas e 240 de optativas livres. A ampliação das áreas de atuação foi outra mudança positiva do curso. Os alunos passaram a ter a possibilidade de realizar estágios em hospitais e empresas privadas e públicas parceiras do Instituto, como Fundação Pró-sangue, Laboratório Central do Hospital das Clínicas, InRad, Hospital Sírio-Libanês, Merck, entre outras, e assim buscar novas áreas de habilitação próprias da carreira. Para acomodar a carga horária desses estágios, como no Banco de Sangue, Análises Clínicas e Medicina Nuclear, a comissão de curso criou disciplinas específicas.

 

Os estudantes também são estimulados a vivenciar atividades práticas, discussões teóricas e seminários nos laboratórios de pesquisa do ICB e da USP, além de participar de atividades de Cultura e Extensão e produzir e divulgar ciência. Projeto Rondon, Biocientista Mirim, ADOTE e as Ligas Acadêmicas (de Neurociências “Juarez Aranha Ricardo” e Divulgação Científica “Virgínia Schall”) são algumas das atividades de extensão que contam com a importante participação dos alunos. A experiência dos graduandos também é enriquecida por uma série de entidades acadêmicas: empresa ICB Júnior, Centro Acadêmico Rosalind Franklin (CARF), Atlética ICBIÓ, Bateria Unidos do Camaleão, Coletivo Feminista, Jornal 51 etc.

 

Outro atrativo é a possibilidade de intercâmbio durante a graduação. Entre 2017 e 2021, nove estudantes fizeram intercâmbio para países como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Portugal, Suécia e Coreia do Sul.

 

“Sabendo que o curso de Bacharelado em Ciências Biomédicas ainda é um curso jovem da USP – estamos em nossa 10ª turma –, sugestões de toda a comunidade do ICB sempre serão bem-vindas para o aprimoramento do curso e a formação de melhores biomédicos para a sociedade”, afirma a professora Luciana Rossoni.

 

Veja abaixo os depoimentos de alguns alunos de Ciências Biomédicas, buscando estimular novos estudantes a ingressarem no curso: